Nossa Visão – 12/11/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro em setembro, as vendas no varejo ficaram estáveis frente a agosto, quando uma alta de 0,1% era prevista. Na base anual o crescimento foi de 0,8%.

Nos EUA, o FED manteve a taxa de juros de referência na faixa entre 2% e 2,25% e no comunicado, após a reunião, ressaltou a saúde da economia americana, o que reforça a expectativa que de que haverá uma nova elevação da taxa na reunião de dezembro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de leve alta. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,09%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,16%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 2,13% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,03%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,48% em outubro, avançou 0,43% na primeira quadrissemana de novembro. Já o IGP-M, após ter subido 1,06% na primeira prévia de outubro, caiu 0,11% na primeira prévia de novembro.

Quanto ao IPCA de outubro, a alta foi de 0,45%, com a maior pressão dos transportes. No ano a alta acumulada foi de 3,81% e em doze meses de 4,56%. O INPC, por sua vez, subiu 0,40%, ante 0,30% em setembro.

Foi também divulgada a ata da última reunião do Copom, em que o colegiado concordou que a conjuntura econômica ainda prescreve uma política monetária estimulativa, ou seja, com as taxas de juros abaixo da taxa estrutura.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de realização, com o Ibovespa recuando 3,14%. Assim, o ganho acumulado no ano ficou de 12,09% e de 18,67% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 1,44% levando a alta no ano para 13,38%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,34% na semana, acumulando alta de 10,02% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 09 de novembro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,23% em 2018, frente a 4,40% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,21%, frente a 4,22% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,36%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,76 no final de 2019, frente a R$ 3,80 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 68,5 bilhões em 2018, frente a US$ 67 bilhões na última pesquisa e de US$ 72,5 bilhões, comparado a US$ 70 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação de nova prévia do PIB do terceiro trimestre de 2018, da produção industrial em setembro e da inflação do consumidor em outubro.

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor, da produção industrial e das vendas no varejo em outubro.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, das vendas no varejo e do IBC-Br em setembro.

No exterior, o PIB da zona do euro, as vendas no varejo e a produção industrial nos EUA são os dados mais relevantes. No Brasil, em semana de feriado, as vendas no varejo e a continuidade da formação da equipe do novo presidente eleito são os eventos a serem acompanhados.

Passada a eleição presidencial, houve reunião do nosso Comitê de Investimento, em que foi decidida uma nova sugestão de alocação em relação aos recursos financeiros dos RPPS.  Assim, passamos a aconselhar o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 09/11/18

Índices de Referência – Outubro/2018

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Nossa Visão – 05/11/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o PIB no terceiro trimestre de 2018 cresceu menos que o esperado, ao avançar 0,2% frente ao trimestre anterior, que tinha crescido 0,4%. Na comparação anual a evolução do PIB caiu para de 2,2% para 1,7%.

A taxa de desemprego na região, por sua vez, ficou em 8,1% em setembro, permanecendo no menor patamar desde novembro de 2008, enquanto a primeira prévia da inflação do consumidor em outubro acusou uma alta anual de 2,2%, acima da meta do BCE.

Nos EUA, a criação de vagas de trabalho não agrícola em outubro atingiu a marca de 250 mil novas contratações, quando se esperava 190 mil. A taxa de desemprego ficou em 3,7%, a taxa mais baixa em 49 anos. Já as encomendas à indústria subiram 0,7% em setembro, em meio a forte demanda por equipamentos de transporte.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de recuperação. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 2,84%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 3,54%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 2,42% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 5,00%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,54% na terceira quadrissemana de outubro encerrou o mês com alta de 0,48%, sendo que em setembro havia subido 0,45%. Já o IGP-M de outubro subiu 0,89%, após ter subido 1,52% em setembro.

Em relação ao desemprego no Brasil, o IBGE apurou que ele foi de 11,9% no trimestre encerrado em setembro, com 12,5 milhões de pessoas sem trabalho. Ainda no final do primeiro semestre essa taxa era de 12,4%.

E em sua reunião na semana passada, o Copom manteve a taxa Selic em seu piso histórico de 6,5% ao ano e ponderou que houve alguma melhora no balanço de riscos, o que deverá manter taxa nesse patamar por um longo período.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa avançando 3,15%. Assim, o ganho acumulado no ano foi de 15,73% e de 19,62% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 0,60% levando a alta no ano para 11,77%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 0,10% na semana, acumulando alta de 10,40% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 01 de novembro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,40% em 2018, frente a 4,43% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,22%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,36%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, frente a R$ 3,71 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 70 bilhões, também como na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo em setembro.

Nos EUA não teremos os dados mais relevantes, sendo que no dia 6 próximo haverá eleições para a renovação do congresso e para a escolha de 36 novos governadores de estado.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, do IPCA de outubro e da ata da última reunião do Copom.

No exterior, as eleições nos EUA é o principal evento. No Brasil, além da ata da última reunião do Copom, o mercado continuará de olho na formação da equipe do novo presidente eleito.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos, por enquanto, a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 01/11/18

Índices de Referência – Setembro/2018

Nossa Visão – 29/10/2018

Retrospectiva

Definido o resultado da eleição presidencial em segundo turno, agora é chegado o momento de se aguardar a composição do novo governo, principalmente a da equipe econômica, que deverá ser comandada por Paulo Guedes, economista, banqueiro e investidor.

Desafios para o novo governo é o que menos falta. Externamente, a conjuntura é desafiadora, na medida em que o avanço da economia norte-americana e a robustez do seu mercado de trabalho têm exigido do FED a normalização da política monetária, que durante anos teve as taxas de juros em suas mínimas históricas. Quando isso acontece, a liquidez global se reduz e dificulta sobremaneira a vida daquelas economias dependentes do fluxo de capital externo. Mesmo com as nossas contas externas em ordem, isso acaba por afetar o mercado local.

Internamente, com um novo Congresso, o maior desafio será o de promover as reformas necessárias, inclusive a da previdência, reduzir os gastos públicos, estimular a atividade econômica e as privatizações e reduzir o elevado desemprego.  Mas tudo começa com a definição da equipe de governo, vamos aguardar.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, os desempenhos da indústria e dos serviços desaceleraram em outubro, conforme o PMI preliminar que recuou para 52,7 pontos, depois de ter registrado 54,1 pontos em setembro.

Já o BCE, por sua vez, manteve inalteradas as taxas de juros na região do euro, sendo a principal em 0% e reforçou a expectativa de que os juros permaneçam no atual patamar até meados de 2019. Sobre o programa de compra de ativos, reiterou que se encerra no próximo dezembro.

Nos EUA, o Livro Bege divulgado na última quarta-feira apontou que as empresas ainda estão otimistas em relação à trajetória de crescimento da economia, mas indicou também receios de que as tarifas comerciais continuem a pressionar os custos.

Conforme a primeira prévia realizada pelo Departamento do Comércio americano, o PIB do terceiro trimestre cresceu a uma taxa anualizada de 3,5%, puxado pelos gastos dos consumidores, que tiveram a maior alta em quase quatro anos e compensaram a forte queda do lado comercial.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 3,06%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 2,81%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 3,94% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 5,98%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,52% na segunda quadrissemana de outubro, acelerou para 0,54% na terceira. Já o IPCA-15 de outubro foi o mais alto para o mês, desde 2015, ao subir 0,58%.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa avançando 1,78%. Assim, o ganho acumulado no ano foi de 12,20% e de 12,83% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 0,88% trazendo a alta no ano para 11,10%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 1,15% na semana, acumulando alta de 10,29% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 26 de outubro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,43% em 2018, frente a 4,44% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,22%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,36%, frente a 1,34% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, frente a 2,49% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,71, frente a R$ 3,75 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 70 bilhões, também como na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da prévia do PIB do terceiro trimestre de 2018, da taxa de desemprego em setembro e da prévia da inflação do consumidor em outubro.

Nos EUA teremos a divulgação dos gastos pessoais em setembro, da taxa de desemprego  e da criação de vagas de trabalho em outubro.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, da taxa de desemprego e da produção industrial em setembro e nova reunião do Copom para deliberar sobre a política monetária.

No exterior, a divulgação do PIB da zona do euro e a taxa de desemprego nos EUA são os principais eventos. No Brasil teremos nova reunião do Copom, em que a taxa Selic deve ser mantida e talvez a divulgação de alguns nomes da futura equipe do novo presidente eleito.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos, por enquanto, a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção, enquanto não estiver resolvida a disputa eleitoral, bem como a formação de um novo governo.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 26/10/18

Índices de Referência – Setembro/2018

Nossa Visão – 22/10/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a inflação do consumidor em setembro foi de 2,1% na base anual e de 0,5% na base mensal, enquanto na União Europeia foi de 2,2%.

Nos EUA, em setembro, as vendas no varejo cresceram 0,1% ante agosto, bem abaixo das expectativas e a produção industrial aumentou 0,3% também sobre o mês anterior, conforme as expectativas.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,26%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,77% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,02%. O Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,72%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,53% na primeira quadrissemana de outubro, desacelerou para 0,52% na segunda. Já o IGP-M, depois de ter subido 1,06% na primeira parcial de outubro, registrou 0,97% na segunda.  E finalmente o IGP-10 subiu 1,43% em outubro, depois de avançar 1,20% em setembro.

E de acordo com o IBGE, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, cresceu 0,47% em agosto, frente a julho, por conta de melhores resultados do varejo e do setor de serviços.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa avançando 1,57%. Assim, o ganho acumulado no ano foi de 10,23% e de 10,25% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 1,02% trazendo a alta no ano para 12,09%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 1,43% na semana, acumulando alta de 9,03% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 19 de outubro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,44% em 2018, frente a 4,43% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,22%, frente a 4,21% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,34%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,49%, frente a 2,50% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,75, frente a R$ 3,81 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, comparado a US$ 68 bilhões na última pesquisa e de US$ 70 bilhões, frente a US$ 76,50 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e de serviços em outubro, além da reunião do BCE que deliberará sobre as taxas de juros.

Nos EUA teremos a divulgação do Livro Bege, dos pedidos de bens duráveis em setembro e do PIB do terceiro trimestre de 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação.

No exterior, a reunião do BCE e a divulgação do PIB americano do terceiro trimestre são os principais eventos. No Brasil teremos apenas os dados parciais de inflação e o segundo turno da eleição presidencial no domingo.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos, apesar da queda das taxas de juros no mercado com a perspectiva do resultado da eleição, a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção, enquanto não estiver resolvida a disputa eleitoral, bem como a formação de um novo governo.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 19/10/18

Índices de Referência – Setembro/2018

Nossa Visão – 15/10/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial em agosto se recuperou acima do esperado ao subir 1% frente a julho e 0,9% em comparação a agosto do ano passado.

Nos EUA, a inflação do consumidor aumentou 0,1% em setembro, com os custos da energia em baixa, depois do grande avanço em agosto. Em doze meses os preços subiram 2,3%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de quedas generalizadas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 4,86%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 4,41%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 4,10% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 4,58%.

Em relação à economia brasileira, o IGP-M, depois de ter subido 0,79% na primeira parcial de setembro, registrou alta de 1,06% na primeira de outubro.

E de acordo com o IBGE, as vendas no varejo em agosto subiram 1,3% na comparação com setembro e registraram o melhor resultado para o mês em quatro anos.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa avançando 0,73%. Assim, o ganho acumulado no ano foi de 8,53% e de 7,70% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 3,20% trazendo a alta no ano para 13,24%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 2,66% na semana, acumulando alta de 7,49% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 11 de outubro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,43% em 2018, frente a 4,40% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,21%, frente a 4,20% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,34%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,81, frente a R$ 3,89 no último relatório e em R$ 3,83 no final de 2019, frente a R$ 3,80 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 68 bilhões em 2018, comparado a US$ 67,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 76,65 bilhões, frente a US$ 76 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em setembro.

Nos EUA teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em setembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e do IBC-Br de agosto.

No exterior, a divulgação das vendas no varejo nos EUA é o principal evento e no Brasil os dados parciais de inflação.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 11/10/18

Índices de Referência – Setembro/2018

Nossa Visão – 08/10/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a taxa de desemprego em agosto ao recuar para 8,1%, depois de ter registrado 8,2% em julho, alcançou o seu menor patamar desde 2008. Já as vendas no varejo, nesse mês, recuaram 0,2%, depois do avanço de 0,2% em julho.

Nos EUA, as encomendas à indústria subiram 2,3% em agosto, frente a julho, o maior ganho mensal em onze meses. Por outro lado, foram criados em setembro 134 mil novos postos de trabalho não agrícola, quando a expectativa era de 190 mil. A taxa de desemprego, entretanto caiu para 3,7%, o nível mais baixo desde dezembro de 1969.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,36%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 1,16%, enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,04%. O Nikkey 225, da bolsa japonesa ficou estável.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,45% em setembro, registrou alta de 0,53% na primeira quadrissemana de outubro. Já o IPCA de setembro subiu 0,48%, depois de em agosto ter tido variação negativa de 0,09%. Os preços dos combustíveis e das passagens aéreas é que tiveram maior influência. No ano a inflação acumulada ficou em 3,34% e em doze meses 4,53%, ligeiramente acima da meta.

Também de acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira caiu 0,3% em agosto, depois de uma queda de 0,1% em julho. A expectativa era de um crescimento de 0,4%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa avançando 4,57%. Assim, o ganho acumulado no ano subiu para 12,67% e para 13,68% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 2,87% trazendo a alta no ano para 13,63%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 1,93% na semana, acumulando alta de 6,72% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 05 de outubro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,40% em 2018, frente a 4,30% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,34%, frente a 1,35% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,89, como no último relatório e em R$ 3,83 no final de 2019, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 76 bilhões, frente a US$ 75,65 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da ata da última reunião do BCE e da produção industrial em agosto.

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor em setembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e das vendas no varejo em agosto.

No exterior, a divulgação da taxa da inflação do consumidor nos EUA é o principal evento, em um momento em que as taxas de juros dos títulos do tesouro americano de 10 anos se  consolidaram nas ultimas semanas, acima do patamar de 3%. No Brasil, além das movimentações políticas em função do segundo turno das eleições presidenciais teremos a divulgação das vendas no varejo em agosto.

Conhecido o resultado das eleições presidenciais no primeiro turno, os juros futuros de longo prazo, principalmente, caíram e voltaram para o patamar de maio deste ano. A bolsa, por sua vez também acabou registrando importante alta rumo aos 90 mil pontos.

Entendemos que esses movimentos refletem muito mais o alívio do mercado financeiro com a perda de espaço político dos partidos de esquerda, do que expectativas efetivas e bem delineadas com um novo governo à direita.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, entendemos que o mais apropriado neste momento é mantermos as recomendações que vínhamos apresentando, até que tenhamos elementos mais concretos sobre o que seria o novo governo. Embora para a bolsa o cenário seja mais convidativo em função do potencial de desempenho, para a renda fixa o cenário é mais incerto, inclusive por conta do que ocorre no exterior.

Assim, em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 05/10/18

Índices de Referência – Setembro/2018

Nossa Visão – 01/10/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a prévia da inflação do consumidor em setembro foi de 2,1% na base anual, sendo que em agosto ela havia sido de 2%.

Nos EUA, os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica aumentaram 0,3% em agosto, impulsionados pelos gastos com saúde, que compensaram a queda nas compras de veículos.

Em relação à atividade econômica, nova prévia do PIB do segundo trimestre de 2018 revelou uma alta anualizada de 4,2%, o melhor desempenho em quase quatro anos.

Em nova reunião o banco central americano, o FED elevou pela terceira vez no ano a taxa básica de juros em 0,25 pp. levando-a para a faixa entre 2% e 2,25% ao ano. Conforme projeções divulgadas após a reunião, nova alta ainda este ano poderá ocorrer.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,48%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,27%. E enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,54%, o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 1,05%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,32% na terceira quadrissemana do mês, encerrou setembro com alta de 0,45%. Em agosto a alta havia sido de 0,07%. Já o IGP-M encerrou setembro subindo 1,52%, mais que o dobro da alta de agosto que foi de 0,70%. A principal pressão inflacionária veio dos preços ao produtor.

Quanto ao desemprego, a taxa do trimestre encerrado em agosto foi de 12,1%. Conforme o IBGE, 12,7 milhões de trabalhadores estavam sem emprego.

Por outro lado, na ata da sua última reunião, o Copom reforçou a indicação de um possível aumento da taxa Selic, com a trajetória da inflação se inclinando para o lado negativo. E destacou a importância de ter flexibilidade para subir os juros gradualmente, quando houver necessidade.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 0,13%. Assim, o ganho acumulado no ano caiu para 3,85%. Em doze meses foi 6,80%. O dólar, por sua vez, caiu 1,69% trazendo a alta no ano para 21,04%. O IMA-B Total, por sua vez recuou 0,20% na semana, acumulando alta de 2,88% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 28 de setembro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,30% em 2018, frente a 4,28% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, frente a 4,18% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,35%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,89, frente a R$ 3,90 no último relatório e em R$ 3,83 no final de 2019, frente a R$ 3,80 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 75,65 bilhões, frente a US$ 75,30 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da taxa de desemprego e das vendas no varejo em agosto.

Nos EUA teremos a divulgação das encomendas à indústria em agosto e da taxa de desemprego em setembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IPCA de setembro e da produção industrial em agosto.

No exterior, a divulgação da taxa de desemprego nos EUA é o principal evento e no Brasil a divulgação do IPCA de setembro.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 28/09/2018

Índices de Referência – Agosto/2018