Nossa Visão – 21/05/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial em março cresceu 0,5%, sobre o mês anterior, quando a expectativa era de uma alta de 0,7% e nova revisão do PIB do primeiro trimestre de 2018 reiterou o crescimento de 0,4% sobre o trimestre anterior e de 2,5% na base anual.

Também foi confirmado pela agência Eurostat, que a inflação do consumidor em abril desacelerou para 1,2% na base anual, ficando ainda mais distante da meta de 2% fixada pelo BCE.

Nos EUA, a produção industrial de abril subiu 0,7% e superou a previsão de um avanço de 0,6%, já as vendas no varejo cresceram 0,3% nesse mês, também em relação ao anterior, conforme o previsto.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,59%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,70%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,54%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,76%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,24% na segunda quadrissemana do mês, sendo que na primeira havia subido 0,32%. Já o IGP-M, acelerou a alta indo de 1,12% na primeira prévia de maio, para 1,20% na segunda, por conta do aumento dos preços no atacado.

Em relação à atividade econômica, o IBC-Br do Banco Central, considerado uma prévia do PIB caiu 0,74% em março, frente a fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com uma queda acumulada de 0,13%.

Por sua vez, o Copom, em sua última reunião contrariou os últimos pronunciamentos de seu presidente e acertadamente manteve a taxa Selic em 6,5%, por conta da piora do cenário internacional, com o continuado fortalecimento do dólar.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 2,51%. Assim, a alta acumulada no ano foi de 8,74%. O dólar, por sua vez, subiu 5,04%, levando a alta no ano para 13,36%, ainda com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 1,63% na semana, acumulando alta de 2,22% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,50% em 2018, frente a 3,44% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,01%, frente a 4,00% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,50%, frente a 2,51% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,43, no fim de 2018, frente a R$ 3,40 no último relatório e em R$ 3,45 no final de 2019, frente a R$ 3,40 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e o de serviços em maio.

Nos EUA, também teremos a divulgação do PMI industrial e o de serviços em maio e os pedidos de bens duráveis em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, inclusive do IPCA-15

Tanto no exterior, quanto no Brasil, a agenda de dados econômicos é mais fraca, no entanto segue merecendo total atenção a escalada do dólar nos mercados internacionais e a alta das taxas de juros nos mercados, por conta de maiores expectativas inflacionárias.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s uma alocação de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 21/05/2018

Índices de Referência – Abril/2018

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NOSSA VISÃO – 14/05/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial alemã cresceu 1% em março, frente fevereiro, sendo que a expectativa era de um avanço de 0,8%.

Nos EUA, a inflação dos consumidores avançou 0,2% em abril, frente ao mês anterior, sendo que a taxa anualizada subiu para 2,5%, já acima da meta de 2% do FED e foi a maior taxa registrada em 14 meses.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas, sendo que o mercado europeu registrou a maior sequência de altas semanais em 3 anos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,42%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 2,08%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 2,41%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,27%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,32% na primeira quadrissemana do mês, sendo que em abril havia subido 0,34%. Já o IGP-M, acelerou a alta indo de 0,18% na primeira semana de abril, para 1,12% na primeira semana de maio.

Por sua vez, o IPCA de abril avançou 0,22%, depois de ter subido 0,09% em março, por conta dos maiores gastos com habitação. No ano, a alta acumulada pelo índice foi de 0,92% e de 2,76% em doze meses.

Em relação à atividade econômica, as vendas no varejo subiram 0,3% em março, frente a fevereiro e 6,5% na comparação com março de 2017. O resultado veio em linha com as expectativas.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana também de alta, com o Ibovespa avançando 2,53%. Assim, a alta acumulada no ano foi de 11,54%. O dólar, por sua vez, subiu 1,13%, levando a alta no ano para 7,92%, ainda com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,73% na semana, acumulando alta de 3,92% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2018, frente a 3,49% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,00%, frente a 4,03% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,51%, frente a 2,70% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2018, frente a R$ 3,37 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em março, de prévia do PIB do primeiro trimestre de 2018 e da inflação do consumidor em abril.

Nos EUA, teremos a divulgação da produção industrial em março e das vendas no varejo em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IBC-Br de março, além da reunião do Copom que deliberará sobre o direcionamento da taxa Selic.

No exterior, o principal fato é a divulgação de dados sobre a atividade econômica e no Brasil, a reunião do Copom, em que nova redução de 0,25 pp da taxa Selic pode ser decidida, mesmo em ambiente de elevação da inflação. Acreditamos que a credibilidade do Banco Central pode sair arranhada.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s uma alocação de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 11/05/2018

Índices de Referência – Abril/2018

Nossa Visão – 07/05/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o crescimento econômico da região registrou desaceleração no primeiro trimestre de 2018 com uma taxa de 0,4%, quando nos últimos três meses de 2017 avançou 0,7%, conforme a primeira estimativa do PIB.

Já a taxa de desemprego ficou em 8,5% em março, como em fevereiro e no menor nível desde o final de 2008. Por sua vez, as vendas no varejo tiveram alta de 0,1% no mês, ante fevereiro, quando os analistas estimavam uma alta de 0,4%.

Quanto a inflação do consumidor, a agencia Eurostat estima que ela tenha ficado em 1,2% em abril, frente ao ano anterior, muito abaixo da meta de 2% do BCE.

Nos EUA, os gastos dos consumidores cresceram 0,4% em março, frente ao mês anterior e a renda pessoal avançou 0,3%, quando a estimativa era de 0,4%.

Por ouro lado, a criação de 164 mil novas vagas de trabalho não rural em abril foi inferior a estimativa de 192 mil, mas a taxa de desemprego que era de 4,11% recuou para 3,9%, a menor taxa em quase dezessete anos.

Em reunião ordinária, o comitê de política monetária do FED decidiu manter a taxa básica de juros no intervalo entre 1,50% e 1,75% ao ano e no comunicado afirmou esperar a inflação perto da meta de 2% de forma efetiva, para breve, o que sugere que ao monitorar de perto o desenvolvimento da inflação ele pode aumentar a taxa básica em junho.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,90%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,87%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,24%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 0,02%.

Em relação à economia brasileira, por conta do feriado, os indicadores parciais de inflação da primeira quadrissemana do mês serão nesta semana divulgados. No entanto, o IBGE divulgou que a produção industrial encerrou o primeiro trimestre do ano estagnada com a queda de 0,1% em março em relação a fevereiro.

Também em março, o déficit primário do setor público consolidado foi de R$ 25,13 bilhões, sendo que um ano antes havia sido de R$ 11,04 bilhões. E em abril, a Balança Comercial teve superávit de R$ 6,14 bilhões elevando o acumulado no ano para US$ 20,09 bilhões.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de quedas, com o Ibovespa recuando 3,85%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 8,79%. O dólar, por sua vez, subiu 1,73%, levando a alta no ano para 6,71%, com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,21% na semana, acumulando alta de 4,68% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,49% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,03%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,70%, frente a 2,75% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,37, no fim de 2018, frente a R$ 3.35 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial na Alemanha.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e do IPCA de abril.

No exterior, o principal fato é a reunião do FED, em que provavelmente não haverá alteração da taxa básica de juros e no Brasil, em semana com feriado, teremos a divulgação do resultado primário do governo em março, como principal indicador.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de redução da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 04/05/2018

Índices de Referência – Março/2018

Nossa Visão – 30/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o crescimento empresarial desacelerou novamente em abril, mas ainda é forte, conforme o PMI composto, que permaneceu na marca de 55,2 pontos no mês.

Já o Banco Central Europeu, em sua reunião, manteve inalterada a política monetária, em que a taxa básica de juros é de 0% e a taxa de depósitos de -0,4%e disse que os estímulos quantitativos poderão ir além de setembro próximo.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis seguiram a sua tendência de alta em março, ao subir 2,6%, impulsionados pelo setor de transporte. Quanto a primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre deste ano, o crescimento de 2,3% veio acima do previsto pelos analistas, mesmo com os gastos dos consumidores crescendo no ritmo mais fraco em quase cinco anos.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,32%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,82%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,01%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 1,38%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,32% na terceira quadrissemana de abril, aumentou a alta para 0,34% na última quadrissemana do mês. Já o IGP-M, teve alta de 0,57% em abril, sendo que um mês antes o índice havia subido 0,64%.

Quanto ao desemprego, o Brasil encerrou o primeiro trimestre do ano com uma taxa de 13,1%, a mais alta desde maio do ano passado, com 13,1 milhões de desempregados, em meio ao aumento da dispensa de trabalhadores diante de uma economia que vem mostrando menos força que a esperada.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,05%. Assim, a alta acumulada no ano foi elevada para 13,14%. O dólar, por sua vez, subiu 1,76%, levando a alta no ano para 4,90%, com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,04% na semana, acumulando alta de 4,91% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,49% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,03%, frente a 4,00% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,75%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2018, frente a R$ 3.33 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre, da taxa de desemprego em março e da inflação do consumidor e das vendas no varejo em abril.

Nos EUA, teremos a divulgação dos gastos dos consumidores em março, da taxa de desemprego e das vagas de trabalho não rural criadas em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e dos dados fiscais de março.

No exterior, o principal fato é a reunião do FED, em que provavelmente não haverá alteração da taxa básica de juros e no Brasil, em semana com feriado, teremos a divulgação do resultado primário do governo em março, como principal indicador.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 02/05/2018

Índices de Referência – Março/2018

Nossa Visão – 23/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a revisão da inflação do consumidor em março concluiu que o índice variou efetivamente 1,3% na base anual, no mês, ao invés de 1,4% como havia sido inicialmente apurado.

Nos EUA, as vendas no varejo cresceram 0,6% em março, ante fevereiro, quando a alta prevista era de 0,3%. Já a produção industrial no mesmo período subiu 0,5%, quando estava previsto um avanço de 0,4%.

Com a divulgação do Livro Bege, por outro lado, o FED deu conhecimento aos mercados que a atividade se expandiu nos EUA entre meados de março e abril, sendo que os preços subiram em todos os distritos pesquisados. Para os salários, a alta foi modesta.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,79%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,43%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,52%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,76%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,35% na segunda quadrissemana de abril, reduziu a alta para 0,32% na terceira quadrissemana. Já o IPCA-15, prévia da inflação, subiu 0,21% e foi o menor índice para um mês de abril em 12 anos.

Por sua vez, o IGP-M teve alta de 0,40% na segunda prévia de abril, sendo que um mês antes o índice havia subido 0,59%.

Depois de começar o ano em terreno negativo, o IBC-Br, prévia do PIB calculada pelo Banco Central teve alta de 0,09% em fevereiro, após queda de 0,65% em janeiro. No entanto, as expectativas apontavam para uma alta de 0,13%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,44%. Assim, a alta acumulada no ano foi elevada para 11,97% e a de doze meses para 34,18%. O dólar, por sua vez, caiu 0,01%, levando a alta no ano para 3,09%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,20% na semana, acumulando alta de 4,95% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,49% em 2018, frente a 3,48% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,00%, frente a 4,07% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,75%, frente a 2,76% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,33, no fim de 2018, frente a R$ 3.30 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, frente a R$ 3,39 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 77,50 bilhões em 2018, frente a US$ 80 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI composto de abril e a reunião do BCE que deliberará sobre política monetária.

Nos EUA, teremos a divulgação das encomendas de bens duráveis e da primeira prévia do PIB do primeiro trimestre de 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e da taxa de desemprego no trimestre encerrado em março.

No exterior, a principal divulgação é a do PIB do primeiro trimestre deste ano, que nos dará uma visão mais precisa sobre o andamento da economia americana e no Brasil teremos a divulgação da taxa de desemprego como o principal indicador.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/04/2018

Índices de Referência – Março/2018

NOSSA VISÃO – 16/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial decepcionou em fevereiro ao recuar 0,8% em relação a março, quando os analistas previam um avanço de 0,2%.

Nos EUA, os preços ao consumidor recuaram 0,1% em março, frente a fevereiro, registrando a primeira queda desde maio de 2017. Na comparação anual o CPI teve alta de 2,4%.

Foi também divulgada a ata da última reunião do FED em que diversos membros julgaram ser possível um ritmo mais intenso de alta dos juros, também por conta da guerra comercial que se desenvolve.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,64%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,13%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,99%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,98%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,31% na primeira quadrissemana de abril, avançou a alta para 0,35% na segunda quadrissemana com a elevação dos preços do grupo habitação, principalmente.

O IPCA de março, por sua vez, teve ligeira alta 0,09%, depois de ter subido 0,32% em fevereiro. Foi o menor resultado para um mês de março desde o Plano Real. No ano a inflação acumulada foi de 0,70% e de 2,68% em doze meses.

Quanto ao setor varejista, a queda de 0,2% das vendas em fevereiro, frente a janeiro foi inesperada e além de ter sido o pior resultado para o mês em três anos. Já o setor de serviços teve alta de 0,1% em fevereiro, frente a janeiro, resultado dentro do esperado.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa caindo 0,57%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 10,38%, mas a de doze meses subiu para 34,23%. O dólar, por sua vez, subiu 1,30%, levando a alta no ano para 3,10%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,32% na semana, acumulando alta de 4,74% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,48% em 2018, frente a 3,53% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,07%, frente a 4,09% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,76%, frente a 2,80% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,40 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da revisão da inflação do consumidor em março.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em março, além do Livro Bege.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, inclusive do IPCA-15 de abril e do índice IBC-Br do Banco Central.

No exterior, a principal divulgação é a do Livro Bege o Brasil, que nos dará uma visão sobre o andamento da economia americana e no Brasil teremos a divulgação do IPCA-15 de abril, como o principal indicador a ser conhecido.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/04/2018

Índices de Referência – Março/2018

Nossa Visão – 09/04/2018

Retrospectiva

E Henrique Meirelles deixou a pasta da Fazenda para tentar uma candidatura à Presidência da República. Em seu lugar irá assumir o cargo Eduardo Refinetti Guardia, que era Secretário-Executivo do Ministério. No setor público foi Secretário de Finanças do Estado de São Paulo entre 2003 e 2006 e Secretário Adjunto do Tesouro Nacional no governo de Fernando Henrique Cardoso entre 1999 e 2002.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo em fevereiro subiram apenas 0,1%, quando se esperava uma alta de 0,5%. Já o PMI composto de março recuou para 55,2 pontos, depois de ter registrado 55,3 pontos em fevereiro.

Quanto a taxa de desemprego, que era de 8,6% em janeiro, recuou para 8,5% em fevereiro, atingindo o menor nível desde dezembro de 2008. A inflação do consumidor, por sua vez, se elevou de 1,2% na base anual em fevereiro, para 1,4% em março.

Nos EUA, a criação de novas vagas de trabalho não rural foi de 103 mil postos, quando se esperava 175 mil. A taxa de desemprego se manteve em 4,1% pelo sexto mês seguido.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas na Europa e de queda nos EUA. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,72%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,80%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 1,38%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 2,30%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,17% em março, avançou para 0,31% na primeira quadrissemana de abril, com a elevação dos preços dos alimentos principalmente.

Quanto a produção industrial, a alta de 0,2% em fevereiro ficou aquém das expectativas que apontavam um avanço de 0,6% no mês.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de queda, com o Ibovespa caindo 0,64%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 11,02%, mas a de doze meses subiu para 31,32%. O dólar, por sua vez, subiu 1,29%, levando a alta no ano para 1,77%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,51% na semana, acumulando alta de 4,41% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,53% em 2018, frente a 3,54% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,09%, frente a 4,08% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, frente a 6,50% na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,80%, frente a 2,84% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,40 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em fevereiro.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor em março e da ata da última reunião do FED.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IPCA de março e das vendas no varejo em fevereiro.

No exterior, a principal divulgação é a da ata da última reunião do FED, muito embora o foco maior no mercado internacional neste momento, é a guerra comercial que EUA e China estão travando. No Brasil, teremos a divulgação do IPCA de março como o principal indicador a ser conhecido.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/04/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018