Nossa Visão – 13/11/2017

Retrospectiva

Uma nova versão do texto da reforma da previdência, com propostas mais enxutas, pode ser apresentada até o final desta semana, de acordo com o ministro Henrique Meirelles. No entanto, para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o calendário para a votação só será definido quando o governo tiver os 308 votos necessários para a aprovação.

Na visão de diferentes analistas, mesmo uma versão do texto da reforma politicamente mais palatável, não será suficiente para convencer a maior parte da base aliada a aprovar regras mais duras para a aposentadoria poucos meses antes da campanha eleitoral. Ainda para piorar, a guerra interna do PSDB em nada facilita a continuidade das reformas. Enquanto isso, a agência Fitch manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo e com perspectiva negativa.

No cenário externo, na zona do euro, foi informado que as vendas no varejo em setembro subiram 0,7% em relação a agosto e 3,7% em relação ao ano anterior, já a indústria, teve em outubro o mês mais forte, em termos de atividade, desde o início de 2011. Assim, a Comissão Europeia elevou suas estimativas para o crescimento do PIB em 2017 para 2,2% e para 2,1% o de 2018.

Por sua vez, fato de grande importância foi a elevação da taxa básica de juros pelo banco central britânico, de 0,25% para 0,5% ao ano, o primeiro aumento de juros em uma década. Houve concordância que qualquer aumento futuro nos juros será a um ritmo gradual e de extensão limitada.

Nos EUA, a criação de novas vagas de trabalho não rural acelerou em outubro e atingiu 261 mil, embora o mercado esperasse a criação de 310 mil. A taxa de desemprego, que era de 4,2% em setembro, recuou para 4,1% em outubro.

Por outro lado, o governo Trump apresentou projeto de lei propondo a redução de impostos corporativos e das famílias. Para as empresas a redução proposta é de 35% para 20% e para os indivíduos a redução de 7 para 4 faixas de tributação.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,61% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,68%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,21% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 1,17%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,36% na primeira medição de novembro, após alta de 0,33% em outubro. Já o IGP-M, que apresentou alta de 0,32% na primeira medição de outubro, teve deflação de 0,02% na primeira prévia de novembro.

Quanto ao IPCA de outubro, por conta dos preços mais altos da energia, a alta foi de 0,42%, contra um avanço positivo de 0,16% em setembro. No ano a inflação acumulada foi de 2,21% e de 2,70% em doze meses. O INPC, por seu turno aumentou 0,37% em outubro e acumulou alta de 1,62% em 2017 e de 1,83% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de baixa, com o Ibovespa recuando -2,37%, mas ainda assim acumulando alta de 19,82% no ano e de 21,93% em doze meses. O dólar, por sua vez, recuou 0,79%, reduzindo a alta no ano para 0,21%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,08% na semana, acumulando alta no ano de 11,79%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,09% em 2017, frente a 3,08% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,04%, comparado a 4,02% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, frente a US$ 75 bilhões na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação de nova estimativa da evolução do PIB do terceiro trimestre do ano, da produção industrial de setembro e da inflação do consumidor em outubro.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor, da produção industrial e das vendas no varejo em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação das vendas no varejo e do IBC-Br de setembro.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 13/11/2017


Índices de Referência – Outubro / 2017

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Nossa Visão – 06/11/2017

Retrospectiva

No cenário externo, a semana foi de muitas reuniões de bancos centrais sobre política econômica. O banco central japonês (BOJ) manteve a taxa de depósito estabilizada em -0,10%. O Federal Reserve – FED (banco central norte americano) foi pela mesma direção e manteve a taxa de juros entre 1,0% e 1,25%, e taxa de refinanciamento em 1,75%, na penúltima reunião do ano. No comunicado pós-reunião, o FED identificou que a economia cresce sólida, o mercado de trabalho fortaleceu e o gasto das famílias aumentou. A inflação mesmo nesse contexto se mantém suave. A atitude do FED de seguir com a política monetária estabilizada era amplamente esperada, mas cresceram as apostas de elevação dos juros na última reunião do ano e mais três altas em 2018. Neste contexto, é importante mencionar que o novo presidente do FED, Jerome Powell, indicado nesta semana pelo presidente Donald Trump, não deverá realizar uma mudança muito forte na política monetária dos EUA, já que é alinhado em termos de postura técnica com a ex-presidente Janet Yellen.

Surpreendente foi a decisão do BOE (BC inglês) de elevar os juros básicos de 0,25% para 0,50%, a primeira em mais de uma década, mas manteve a compra de ativos de 435 bilhões de libras. Também declarou que espera elevar os juros por mais duas vezes até o final de 2020 e reduziu o PIB estimado de 2018 para 1,7% (de 1,8%). Porém, advertiu que a calibragem dos juros segue sem rumo em função das incertezas com o Brexit.

Os indicadores divulgados reforçam o quadro externo de gradualismo. O relatório de emprego dos EUA (payroll), divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho, informou que a taxa de desemprego caiu um décimo e se situou em 4,1% no fechamento do mês de outubro, a mais baixa em 17 anos. No mês, foram criados 261 mil novos empregos, número abaixo da mediana das expectativas.

Em relação aos indicadores de atividade divulgados em diferentes países para o mês de outubro, no geral vieram mostrando encolhimento das atividades. Na China o PMI oficial caiu para 51,6 pontos, de anterior em 52,4 pontos. O Reino Unido divulgou o PMI de serviços em alta para 55,6 pontos, de previsto em 53,4 pontos. No Japão, a produção industrial do terceiro trimestre subiu 0,4% e em setembro encolheu 1,1%, menos que o previsto. Na Espanha o PIB do terceiro trimestre subiu 0,8% e a taxa anualizada está em 3,1%. Na zona do euro o índice de sentimento econômico de outubro subiu para 114 pontos, no maior patamar desde outubro de 2000.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 1,97% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu -0,74%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana valorizou 0,26% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 2,41%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado pelo IBGE que a produção industrial subiu 0,2% em setembro frente a agosto, que havia recuado 0,7% frente a julho. O índice acumula 1,6% no ano, e foi puxado pela alta da produção de veículos, que cresceu 1,0% frente a agosto.

Em relação à inflação, foi divulgado que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, registrou alta de 0,20% em outubro, ante avanço de 0,47% em setembro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do IGP-M, terminou o mês com alta de 0,16%.

Já em termos de troca, foi divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que a balança comercial – mede a diferença entre as importações e as exportações – registrou superávit de US$ 5,2 bilhões. Com os produtos brasileiros cada vez mais competitivos no mercado internacional, as exportações ficaram em US$ 18,8 bilhões no mês, enquanto as importações totalizaram US$ 13,6 bilhões. Diante desse resultado, o saldo comercial brasileiro acumula US$ 58,4 bilhões de janeiro a outubro, valor que já supera o recorde registrado em todo ano de 2016, que foi US$ 47,7 bilhões.

No campo da política, passada a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo tem se esforçado para ressaltar o bom momento da economia e alertar para a necessidade dos ajustes fiscais para evitar a interrupção do crescimento. Faltando pouco mais de 4 semanas para o encerramento do ano legislativo, na prática resta pouca margem para o governo tentar aprovar medidas de impacto na área tributária e previdenciária.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de baixa, com o Ibovespa recuando -2,71%, ainda assim acumulando alta de 22,73% no ano e de 20,00% em doze meses. O dólar, por sua vez, avançou 0,36%, elevando a alta no ano para 1,01%. O IMA-B Total, por sua vez, recuou -1,16% na semana, reduzindo a alta acumulada no ano para 11,70%.

No fechamento do mês de outubro, o Ibovespa apresentou estabilidade (alta de 0,02%), enquanto o IMA-B Total recuou -0,38%, ao passo que o CDI rendeu 0,65%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,08% em 2017, mesmo número da semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, frente a R$ 3,19 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Passada a fase de expectativas com o anúncio do próximo presidente do FED que substituirá Janet Yellen a partir de fevereiro de 2018, a confirmação de Jerome Powell deve ser referendada pelo Congresso americano.

Assim, o foco se volta para o anúncio das mudanças na tributação. Entretanto, não deverá ser tão fácil, pois o parlamento norte-americano está dividido e pode pender para qualquer dos lados. De qualquer forma, não é de se esperar a tão alardeada repatriação de US$ 4 trilhões, ainda que alguma ocorrerá, principalmente se os juros forem elevados como se espera.

Por aqui, os números positivos da economia devem continuar a aparecer, mas o lado político continuará a fazer preços dos ativos e a produzir volatilidade nos mercados de risco.

Após uma semana encurtada pelo feriado de finados, os próximos dias trazem como destaque o intenso noticiário corporativo com a divulgação de diversos resultados, com pelo menos 83 balanços agendados para o período entre 06 e 10 de novembro.

Destaque para a divulgação do IPCA de outubro, prevista para sexta-feira. A mediana das estimativas coletada pela Bloomberg indica que o índice deve acelerar para 0,48%.

Mantemos nosso entendimento de que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 03/11/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

Nossa Visão – 30/10/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, destaque para a reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), composto pelos governadores dos bancos centrais dos 19 países da zona euro e os seis membros do Comité Executivo da entidade, que decidiu pela manutenção das taxas de juros aplicáveis ao refinanciamento em 0,00%, e de depósitos em -0,40%. O Comitê também decidiu pela manutenção do atual programa de recompra de ativos no ritmo mensal de € 60 bilhões até o final de dezembro de 2017, reduzindo então para € 30 bilhões até, pelo menos setembro de 2018. Cabe ressaltar que a decisão não foi unânime, em razão de diferentes visões sobre os dados econômicos recentes da zona do euro.

Nos EUA, o Congresso aprovou a resolução sobre o orçamento de 2018, abrindo espaço para uma redução gigantesca dos impostos, de cerca de US$ 1,5 bilhão. A decisão foi apertada, com 216 deputados votando a favor e 212 votando contra, assim como tinha sido no Senado uma semana antes. As grandes linhas da reforma são uma redução nos impostos das empresas da ordem de 35% a 20%. Os opositores à reforma denunciam que a medida levaria à explosão do déficit orçamentário.

Ainda por lá, o mercado financeiro reagiu às especulações de que a atual presidente do Fed, Janet Yellen, estaria fora da disputa pela vaga para o próximo mandato. A escolha deverá recair entre os candidatos Jerome Powell e John Taylor. Com o cerco se fechando, aumenta a possibilidade de um novo presidente mais conservador, o que significaria mais altas no juro pelo Fed.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou, em sua primeira estimativa, que o PIB do 3º trimestre cresceu a uma taxa anual de 3%. É a primeira vez em três anos que o PIB cresce ao menos 3% por dois trimestres consecutivos. Contribuiu para a robustez do número o consumo das famílias, que responde por mais de 2/3 da atividade econômica norte americana, e o crescimento do investimento privado e dos estoques.

Enquanto no Japão, a vitória do Partido Liberal Democrático (PLD), do primeiro-ministro Shinzo Abe, nas eleições do Parlamento, garante a manutenção da maioria absoluta do partido nas duas casas parlamentares, e deverá trazer a manutenção das políticas econômicas e monetárias expansionistas no país, com taxa de juros no campo negativo e a manutenção do programa de compra de bônus governamentais.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 1,74% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,24%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana valorizou 0,22% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 2,57%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que o índice de confiança da indústria, medido pela FGV, avançou expressivos 1,9% na primeira prévia para o mês de outubro. Já o resultado das contas públicas voltou a ficar no vermelho em setembro. O governo central registrou déficit primário de R$ 22,7 bilhões no mês, e embora negativo, é melhor que o resultado observado no mesmo período do ano passado, quando o rombo foi de R$ 25,2 bilhões. Foi observada melhora na arrecadação de impostos, que pode ser interpretado como um sinal de recuperação do crescimento da economia.

Na semana ocorreu a penúltima reunião do Copom de 2018, com seus membros votando pela redução de 75 pontos- base, para 7,50% ao ano, menor nível desde abril de 2013 e próxima da mínima histórica de 7,25%. O corte representou uma diminuição do ritmo de baixa dos juros. A leitura do mercado é de que, com as baixas sucessivas de 100 pontos-base nas últimas reuniões, o espaço para mais cortes diminuiu.

No campo da política, a câmara dos deputados decidiu, por maioria de votos, pela rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Apesar de contar com menos votos da base aliada que na votação da primeira denúncia, o governo sai fortalecido e com agenda limpa para votar as medidas de ajuste fiscal, com destaque para a reforma da previdência.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,08% em 2017, frente à expectativa de 3,06% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,19, no fim de 2017, frente a R$ 3,16 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Os próximos dias serão marcados por eventos importantes para os mercados, como a reunião do Fed, banco central dos Estados Unidos, além dos números sobre o mercado de trabalho norte-americano, previsto para ser divulgado na sexta-feira.

O Fed se reúne ofuscado pela expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, anuncie ainda nesta semana a decisão de substituir a presidente da instituição, Janet Yellen. Não se espera alteração na taxa básica nesta reunião, com seus membros adiando qualquer movimento para dezembro, enquanto lutam com uma inflação persistentemente baixa, apesar do desemprego em queda e o crescimento econômico robusto.

Mantemos nosso entendimento de que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 30/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

Nossa Visão – 23/10/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, a China divulgou que o PIB cresceu 6,8% no terceiro trimestre em relação a igual período do ano passado, enquanto a produção industrial e vendas do varejo avançaram mais do que o esperado em setembro, com altas de 6,6% e 10,3%, respectivamente. Por outro lado, as vendas de imóveis recuaram 2,4% em setembro, em relação ao ano anterior.

No Japão, o índice de atividade industrial subiu para 105,1 pontos, alta de 0,1% em relação a agosto. A bolsa nipônica manteve uma sequencia de pregões em alta, diante da expectativa de vitória folgada nas eleições governistas, confirmada neste final de semana com a manutenção de 2/3 dos 465 assentos na câmara baixa do parlamento japonês pela coligação do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Na zona do Euro, as tensões políticas envolvendo o governo espanhol e a Catalunha se intensificaram, após o primeiro-ministro Mariano Rayol anunciar intervenção no governo regional catalão e a consequente suspensão parcial de sua autonomia. Rayol anunciou também a antecipação das eleições regionais, que deverão ser realizadas em até seis meses.

Em relação ao bloco europeu, a cúpula da União Europeia reuniu-se em Bruxelas para uma conferência. A primeira-ministra britânica, Thereza May, se esforça em reiniciar as negociações sobre o acordo de separação, oferecendo maiores concessões para os cidadãos do bloco preocupados com seus direitos no Reino Unido após o “Brexit”.

Nos EUA, Donald Trump disse que deve escolher o presidente do Federal Reserve até o princípio de novembro. Entrevistou alguns candidatos e até Janet Yellen, atual titular detém o mandato em fevereiro de 2018, porém demonstrou inclinação pelo atual diretor Jerome Powell.

O Senado americano aprovou, por 51 votos favoráveis e 49 contrários, uma resolução orçamentária que abre espaço em direção à reforma tributária pretendida por Donald Trump. O corte de impostos impulsionará a economia norte-americana, principalmente os setores de construção e indústria, mas pode elevar os déficits orçamentários em até US$ 1,5 trilhão em 10 anos. Com o aval do Senado, Trump precisará apenas de maioria simples na Câmara dos Representantes para aprovar seu plano tributário, que prevê redução de impostos para empresas e para a faixa mais alta de renda de pessoas físicas.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã permaneceu estável e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,16%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana valorizou 0,86% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 1,43%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que a atividade econômica recuou em agosto, após dois meses de alta. O chamado índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,38% em agosto, na comparação com julho. Porém, quando comparado com agosto de 2016, o índice aumentou 1,64%.

Dos indicadores parciais de inflação, destaque para o IPCA-15 que acelerou para 0,34% em outubro, na comparação com setembro que havia acelerado 0,11%. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado.

No campo político, destaque para a decisão do Senado que derrubou, por 44 votos a 26, a decisão da Primeira Turma do STF que havia determinado o afastamento de Aécio Neves do mandato. Com a decisão, Aécio retoma suas funções no Senado Federal. Ainda no campo político, por decisão da maioria da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da Câmara dos Deputados, foi rejeitado o prosseguimento da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer. Agora, caberá ao plenário da Câmara a palavra final, em votação marcada para esta semana.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de baixa, com o Ibovespa recuando 0,78% e acumulando alta de 26,84% no ano e de 19,16% em doze meses. O dólar, por sua vez, avançou 0,83%, reduzindo a variação negativa para 2,33% no ano. O IMA-B Total, por sua vez acelerou 0,53% na semana, acumulando alta de 14,13% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,06% em 2017, frente à expectativa de 3,00% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,73%, frente a 0,72% na pesquisa anterior, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,16, no fim de 2017, frente a R$ 3,15 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram elevadas para um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, nos EUA, Do PIB relativo ao terceiro trimestre, que deve trazer novas sinalizações sobre o nível de recuperação da maior economia do mundo.

Ainda na pauta externa, destaque ainda para a divulgação de PMI’s nos EUA e Europa, e dados do PIB do Reino Unido.

No Brasil, destaque para a penúltima reunião do COPOM deste ano. É amplamente esperada pelo mercado uma redução do ritmo de corte na taxa Selic, que deverá recuar 75 pontos-base para 7,50% ao ano. Ainda na agenda doméstica, será divulgado o resultado fiscal do governo central de setembro.

Do lado da política, o centro das atenções fica para a votação da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer no plenário da Câmara dos Deputados. As expectativas são de que a peça seja rejeitada pelos parlamentares na quarta-feira, em decisão não tão folgada quanto na denúncia anterior, em meio a uma agenda negativa que poderá afetar a capacidade do governo em conduzir alguma agenda de reformas em novembro, antes do recesso parlamentar.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

COMUNICADO – ALTERAÇÃO RESOLUÇÃO CMN N° 3.922/2010

Prezados Clientes,

Informamos que foi publicado no dia 23 de outubro de 2017 a Resolução CMN nº 4.604 que altera a Resolução CMN nº 3.922/2010, que dispõe sobre as aplicações dos recursos dos Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS.

O processo de mudança foi iniciado a alguns meses, com modificações em seu conteúdo desde então.

Neste comunicado, faremos uma análise técnica sobre as mudanças, possibilitando assim uma visão geral dos pontos, levando cada um à sua própria interpretação.

Em muitos comunicados já disponibilizados, foram destacados que as alterações vieram para aperfeiçoar as normas e adequações da gestão dos ativos dos RPPSs à melhores práticas de investimentos, com transparência e segurança nas aplicações dos correspondentes recursos.

Era evidente para todo o mercado a necessidade de revisão e alteração da Resolução, para evoluir e seguir uma linha comparativa com as alterações de comportamento versus cenário das Resoluções das Entidades Fechadas de Previdência Complementar em conjunto com alguns estudos de composição e otimização de portfolios.

Os limites impostos pela Resolução devem funcionar como meio para otimizar a relação risco e retorno, de modo a não gerar ineficiências de alocação e inibição na diversificação mais adequada às características e perfil das obrigações passivas do plano de benefícios.

Analisando o histórico de alterações das Resoluções, desde o começo da normatização, é possível notar claramente uma ampliação progressiva das alternativas de investimentos e uma forte preocupação com a proteção de tais recursos contra investimentos que não são adequados pelo seu perfil de risco.

As arrecadações e o patrimônio do RPPS deve ser suficiente para o custeio das despesas futuras com seu plano de benefício. Todos sabemos que os RPPSs precisam alcançar suas metas atuariais e para tal necessitam de acesso a produtos financeiros de maior estruturação e, consequente, maior retorno

Em meio à discussão do processo de diversificação dos investimentos em função da expectativa de queda da taxa de juros da economia, a necessidade permanente de desenvolvimento do mercado de capitais e a busca de novas oportunidades de investimentos que possam representar rentabilidade de longo prazo, já era apontado pelo mercado que todo esse processo poderia ser retardado em caso de alteração nos limites quantitativos existentes na legislação vigente.

Com as alterações feitas, a preocupação do mercado se mantém. Em nossa visão, ficou uma falsa sensação de aumento de possibilidades o que na realidade, tornou-se mais restritiva.

As principais mudanças trazidas pela nova Resolução abrangem:

  1. Os fundos 100% títulos públicos enquadrados no Art. 7º Inciso I alínea “b” não trazem mais a obrigatoriedade de terem como benchmark os indicadores ANBIMA (IMA / IDKA / IRF-M);
  2. As operações compromissadas em títulos públicos enquadradas no Art. 7º inciso II passaram a ter o limite de 5%, antes era de 15%;
  3. Os fundos do Artigo 7º Inciso III, passaram a ter limite de até 60%, antes era 80%, e não trazem mais a obrigatoriedade de terem como benchmark os indicadores ANBIMA (IMA / IDKA / IRF-M);
  4. Os fundos do Artigo 7º IV, passam a ter limite de até 40%, antes era de 30%
  5. Foi aberta a possibilidade de aplicação em CDB, até 15%, limitado ao montante garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que atualmente é de R$ 250.000,00;
  6. A possibilidade de aplicação em poupança teve seu limite reduzido de 20% para 15%;
  7. Não existe mais distinção de limite para FIDC aberto ou fechado, passando o limite total somados a 5%. Houve a inclusão de exigência de uma série de regras restritivas dentro da estrutura do produto, entre as de maior impacto são:
    a.    A exigência de que seja comprovado que o gestor do fundo de investimento já realizou, pelo menos, dez ofertas públicas de cotas seniores de fundo de investimento em direitos creditórios encerradas e integralmente liquidada;
    b.    A limitação que o as cotas seniores sejam adquiridas no máximo em 50% por RPPS.
  8. Aberta a possibilidade de aplicação em cotas de fundo de investimento em Fundos que adquiram ao menos 85% de debentures emitidas por sociedade de propósito específico, constituída sob a forma de sociedade por ações, dos certificados de recebíveis imobiliários e de cotas de emissão de fundo de investimento em direitos creditórios, constituídos sob a forma de condomínio fechado, relacionados à captação de recursos com vistas em implementar projetos de investimento na área de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação;
  9. A exposição em FIDC’s, fundos de crédito privado e fundos de debentures (definido acima) deverão somar ao máximo 5% da carteira do RPPS;
  10. O Art. 8º, inciso I, alínea “a”, passa a enquadrar todos os Fundos que possuam algum benchmark divulgado por bolsa de valor no Brasil, em até 30%, sem fazer distinção entre Fundos indexados e Fundos livres;
  11. O Art. 8º, inciso II, alínea “a”, passa a enquadrar Fundos de ações, sem definição da origem do benchmark, podendo ser benchmark de bolsas internacionais, no limite máximo de 20%. Passa a ser permitido aplicações em ativos financeiros no exterior;
  12. A alínea “b” dos incisos I e II do Art. 8º, enquadram fundos de índice (ETF) cujas as carteiras sigam o definido na alínea “a” dos respectivos incisos;
  13. Os fundos multimercados, agora enquadrados no Art. 8°, inciso III (antes inciso IV), tiveram o limite máximo alterado de 5% para 10%;
  14. Os investimentos em FIP e em FII, passam a ter o limite máximo somados em até 5%, anteriormente podiase investir no máximo 5% em cada tipo de ativo
  15. Mantida a possibilidade de fundos de investimento imobiliário (FII) porém exigindo agora que tenha presença em 60% (sessenta por cento) nos pregões de negociação em mercados regulamentados de valores mobiliários no período de doze meses anteriormente à aplicação.
  16. Passa-se a ser permitido ao RPPS integralizar imóveis vinculados a sua pessoa jurídica em Fundos de Investimentos Imobiliário que façam negociação de suas cotas no mercado secundário. A esse investimento não se faz limite máximo de participação do patrimônio, nem exigência de participação mínima nos últimos pregões. Fica vedado o investimento direto em imóveis;
  17. Passa-se a exigir maiores regras na estrutura dos Fundos de Participações (FIP). Entre elas destacamos:
    a.    O gestor do fundo, ou gestoras ligadas ao seu respectivo grupo econômico, mantenham a condição de cotista do fundo em percentual equivalente a, no mínimo, 5% (cinco por cento) do capital subscrito do fundo, sendo vedada cláusula que estabeleça preferência, privilégio ou tratamento diferenciado de qualquer natureza em relação aos demais cotistas;
    b.    Seja comprovado que o gestor do fundo já realizou, nos últimos dez anos, desinvestimento integral de, pelo menos, três sociedades investidas no Brasil por meio de fundo de investimento em participações ou fundo mútuo de investimento em empresas emergentes geridos pelo gestor e que referido desinvestimento tenha resultado em recebimento, pelo fundo, da totalidade do capital integralizado pelo fundo nas referidas sociedades investidas, devidamente atualizado pelo índice de referência e taxa de retorno previstos no regulamento;
  18. Alteração do Artigo 14º que trata sobre o total das aplicações dos recursos do regime próprio de previdência social em um mesmo fundo de investimento, antes limite de 25%, agora deverá representar, no máximo, 15% sendo que esse limite muda para 5% para FIDC, Multimercado, FIP e FII.
  19. O total das aplicações de um RPPS não pode representar mais de 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um único gestor.

PONTOS POSITIVOS

  1. A alteração traz algumas novas opções de investimentos, como CDB e Fundos de Debentures, mesmo que a representação máxima dessas novas oportunidades seja ínfima;
  2. Passa a ser permitido que o RPPS integralize seus imóveis em Fundos de investimento, a esses investimentos não se faz as restrições abusivas que outros investimentos em FII terão;
  3. Passa a ser permitido que o RPPS invista em Fundos de Ações que não sigam benchmarks da Bolsa nacional, e que façam investimentos em ativos no exterior.

PONTOS NEGATIVOS

  1. A nova resolução traz limites máximos de investimentos bem mais restritivos quando comparado com a 3.922/10, tivemos uma involução nesse quesito;
    a.    Fundos com risco ligado a crédito (FIDC / Fundo de Crédito Privado) podiam somar até 15% do patrimônio líquido do RPPS, agora não podem ultrapassar 5% em sua soma;
    b.    Fundos Imobiliários e Fundos de Participações podiam somar 10% do patrimônio do RPPS, este valor foi reduzido a 5%;
  2. Para investimentos em FIDC’s e em FIP’s são feitos uma série de exigências deixando impraticável a abertura e manutenção de Fundos com essas características e que sejam enquadrados para RPPS. Essas exigências não são aumento da governança, como defendido pelos órgãos responsáveis por essas mudanças, e sim uma criação de uma barreira a entrada gigante, aumentando as imperfeições deste mercado e logicamente diminuindo a sua eficiência;
  3. Diminuição da exposição máxima de um RPPS a 15% do patrimônio de um Fundo, e quando se trata de Fundos estruturados (FIDC/ FII/ FIP) esse limite cai para 5%, outra gigante barreira a entrada;
  4. Exigência de que investimentos em CDB seja limitado ao montante garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Vale ressaltar que este limite é de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), valor irrisório para quase que a totalidade dos RPPS;
  5. Limitação de que todos os ativos de renda fixa que não sejam títulos públicos, sejam emitidos apenas por instituições financeiras e/ou companhias abertas;

Podemos destacar que a Nova Resolução traz uma ideia ilusória de aumento de diversificação, muito embora o novo texto permita novos produtos, nunca antes permitidos, as exigências que se faz para que o FIDC e o FIP sejam enquadrados, somado a enorme barreira a entrada de novos gestores que foi determinado por esta nova resolução faz com que concluamos que os investimentos dos RPPS caminharão naturalmente à concentração. Continuamos com uma resolução que concentra o risco assumido pelo RPPS, onde ele será praticamente só risco de mercado. Produtos que assumem outros riscos (Crédito / Liquidez) sofrem mais exigências, e agora compartilham de menos exposição máxima do patrimônio do RPPS.

Vale ressaltar que barreira a entrada é uma das maiores imperfeições de mercado que podemos ter, quando criamos barreira e limitamos a entrada de novos concorrentes, os produtos caminham naturalmente para uma queda de qualidade. Em outras palavras, a nova Resolução irá concentrar os investimentos dos RPPS em produtos com risco de mercado e que sejam geridos por grandes instituições, que atualmente já se mostram ineficazes neste sentido.

Concluímos que a nova Resolução anda na contramão do mercado de capitais, onde cada vez mais busca-se a diversificação e a assunção de novos riscos, e anda também na contramão das previsões econômicas, onde a crescente queda de juros deixa o mercado de título público cada vez menos interessante, fazendo com que os investidores busquem rentabilidades em produtos que tragam o ganho da economia real, como produtos de crédito ou investimentos em empresas de uma forma geral. O cumprimento de metas atuarias fica extremamente prejudicada com essas novas condições.

Aqui constam linhas gerais ainda, sobre uma análise preliminar, porém a mudança é maior. Nossa equipe encontra-se reunida, analisando todos os pontos alterados de forma minuciosa, pois alguns enquadramentos de fundos também devem mudar, levando modificação em nosso sistema, relatórios e podendo causar desenquadramentos nas carteiras dos RPPS. Cabe destacar que seguindo o Artigo 21º da Resolução os regimes próprios de previdência social que, em decorrência da entrada em vigor desta Resolução, passem a apresentar aplicações em desacordo com o estabelecido, poderão mantê-las em carteira por até 180 dias.

Vamos avaliar a extensão dos impactos nos fundos presentes nas carteiras com a maior brevidade possível.

Considerando que estamos às vésperas do prazo final para o envio da Política de Investimentos de 2018, a Secretaria prorrogou o prazo de envio para 31 de dezembro de 2017.

Existe previsão de alteração da Política caso tenha mudança de Resolução, sendo assim não terá problemas para aqueles que já enviaram. O conceito de cenário, das necessidades e desafios para o próximo exercício, as metodologias de gerenciamento de risco, enfim, a estrutura da política como um todo não sofre impacto, apenas serão necessários ajustes nos limites.

Em breve será emitido novo comunicado com maiores informações.

Por fim, reforçamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e lembramos que nossos consultores e corpo técnico estão à disposição para quaisquer esclarecimentos que julgar necessário.

Equipe Plena Consultoria de Investimentos

Nossa Visão – 16/10/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial cresceu 1,4% em agosto, frente ao mês anterior, quando a expectativa era de um avanço de 0,6%. Na base anual a alta da produção foi de 3,8%.

Nos EUA, a inflação do consumidor foi de 1,7% na base anual, em setembro, assim como havia sido no mês anterior. Já as vendas no varejo cresceram 1,6% nesse mês, frente agosto, ligeiramente abaixo do consenso.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,28%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,17%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,15% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,24%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que havia subido 0,02% em setembro, acelerou na primeira quadrissemana de outubro para alta de 0,10%. Já o IPC-S, que havia subido 0,14% na abertura de setembro, acelerou para alta de 0,28% na segunda medição do mês. E o IGP-M avançou 0,34% na primeira prévia de outubro, contra 0,34% no mesmo período do mês anterior.

Já as vendas no varejo recuaram 0,5% em agosto, na comparação com o mês anterior e subiram 3,6% sobre o ano anterior.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,23% e acumulando alta de 27,83% no ano e de 24,65% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,24%, aumentando a variação negativa para 3,13% no ano. O IMA-B Total, por sua vez recuou 0,01% na semana, acumulando alta de 13,52% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,00% em 2017, frente a expectativa de 2,98% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,72%, frente a 0,70% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,50%, comparado a 2,43% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,15, no fim de 2017, frente a R$ 3,17 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em setembro.

Nos EUA, teremos a divulgação, além do Livro Bege, da produção industrial em setembro e na China teremos a divulgação do PIB do terceiro trimestre, além da inflação do consumidor em setembro.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, além do IBC-Br de agosto.

No exterior, o dado mais importante é o da divulgação do PIB chinês e no Brasil, teremos a divulgação do IPCA-15, que pode vir um pouco maior por conta de pressões nos preços dos alimentos.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

Nossa Visão – 09/10/2017

Retrospectiva

No lado político, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o deputado Rodrigo Pacheco declarou que a votação da denúncia contra o presidente Temer, na comissão, deve acontecer apenas na próxima semana.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as empresas cresceram mais rapidamente em setembro, conforme revelou o PMI industrial. Já as vendas no varejo recuaram 0,5% em agosto, quando a expectativa era de um avanço de 0,30%.

Quando à taxa de desemprego na região, ficou mantida em 9,1% em agosto, quando se esperava que ela descesse para 9%.

Nos EUA, em agosto, os pedidos industriais subiram 1,2% em relação a julho, sobretudo no setor de transporte. Por sua vez, a atividade industrial avançou em setembro, marcando o centésimo mês consecutivo que o índice fica acima de 50 pontos, a fronteira entre o crescimento e a contração da atividade.

Por outro lado, pela primeira vez em sete anos, o número de vagas de emprego não rural se contraiu, devido aos furacões. Foram perdidos 33 mil postos de trabalho. No entanto a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,2%, a taxa mais baixa desde fevereiro de 2001.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,99%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 2,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,19%, depois de estabelecer nova pontuação recorde e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,64%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que havia subido 0,10% em agosto, encerrou setembro, com alta de 0,02%. Já o IPCA, que havia subido 0,19% em agosto, avançou 0,16% em setembro, um pouco acima do que o mercado esperava. No ano o índice acumulou elevação de 1,78% e de 2,54% em doze meses. Os grandes responsáveis pela baixa inflação foram os preços dos alimentos.

Por seu turno, a produção industrial brasileira surpreendeu em agosto, ao apresentar queda de 0,8% em comparação com julho. Em um ano a alta foi de 4%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de recorde, com o Ibovespa subindo 2,37% e atingindo os 78 mil pontos pela primeira vez na história. Assim, acumulou alta de 26,28% no ano e de 24,46% em doze meses. Lembramos que estamos desde o início do ano sugerindo o investimento em ações. O dólar, por sua vez caiu 0,10%, aumentando a variação negativa para 2,89% no ano. O IMA-B Total, por sua vez avançou 0,34% na semana, acumulando alta de 13,54% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,98% em 2017, frente a expectativa de 2,95% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, frente a 4,06% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,70%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,43%, comparado a 2,38% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,16, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em setembro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da inflação do consumidor em setembro, além da divulgação da ata da última reunião do FED no mês que passou.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, além das vendas no varejo em agosto.

No exterior, as atenções estarão voltadas para a ata da reunião do FED e no Brasil, teremos a divulgação das vendas no varejo, em uma semana cortada por feriado.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 09/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017