NOSSA VISÃO – 11/11/2019

Retrospectiva

Na semana foram divulgados indicadores que medem o nível de atividade da indústria de diversos países.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de atividade de serviços da IHS Markit registrou 50,6 pontos em outubro, uma leve queda diante dos 50,9 registrados em setembro. A queda foi influenciada pela demanda fraca de clientes, diante da hesitação em fazer novos pedidos de compras.

Ainda por lá, a atividade econômica do setor não manufatureiro registrou crescimento em outubro pelo 117º mês consecutivo. O índice registrou 54,7 pontos em outubro, acima da leitura de 52,6 pontos em setembro. Conforme informou a agência NMI, treze indústrias não manufatureiras registraram crescimento, a despeito das preocupações com tarifas e o clima geopolítico.

Na China, o índice do setor de serviços caiu a 51,1 pontos em outubro, ante 51,3 pontos em setembro, conforme divulgou a agência Caixin/Markit. O número igualou a mínima registrada em fevereiro, entretanto permanece acima dos 50 pontos, que separa crescimento e contração, desde o final de 2005.

Na zona do euro, o índice de gerentes de compras industrial subiu de 45,7 em setembro para 45,9 em outubro, conforme divulgou a IHS Markit. Na Alemanha, o PMI industrial, na mesma passagem, subiu de 41,7 para 42,1.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu manter sua taxa de juros de referência em 0,75% ao ano. Entretanto, a decisão não foi unânime, com dois membros defendendo corte de 0,25 ponto percentual. A autoridade monetária também cortou suas previsões para crescimento da economia local, ao afirmar que o crescimento será limitado por um ambiente global mais fraco e pelas novas barreiras comerciais que entrarão em vigor imediatamente após o Brexit.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta diante dos indicadores divulgados, dos avanços nas negociações tarifárias entre EUA e China, além da divulgação de resultados das empresas listadas nas bolsas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,06% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,78%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,85% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,37%.

Do lado doméstico, foi divulgada a ata da última reunião do COPOM, que reduziu a Selic a 5,0% ao ano. O documento ratificou novo corte de meio por cento na próxima reunião, porém não deu pistas para os movimentos futuros do colegiado.

O IBGE divulgou que o IPCA de outubro apresentou variação de 0,10%, ante deflação de -0,04% em setembro. Ainda assim, este foi o menor resultado para o mês de outubro desde 1998. Contribuiu para a manutenção do índice em patamar baixo o grupo de Habitação, que registrou deflação de -0,61%, enquanto os vilões foram os grupos de Vestuário (0,63%), Saúde (0,40%) e Transportes (0,45%). Já o INPC, também divulgado pelo IBGE, apresentou alta de 0,04% em outubro, ante -0,05% registrado em setembro.

Para a bolsa brasileira a semana foi de baixa. Além do movimento de realização de lucros, a sessão de sexta-feira da B3 repercutiu a decisão do STF sobre a prisão em segunda instância.  O Ibovespa recuou -0,52%na semana, acumulando valorização no ano de 22,46% e 25,67% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,168 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 4,33%, a maior alta semanal em mais de um ano. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -1,24%, acumulando ganhos no ano de 22,40%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro alteraram a mediana para o IPCA deste ano para 3,31%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,29%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi mantida em 4,50%.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 manteve-se em 0,92%, encerrando um ciclo de três altas consecutivas, revelou o documento. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,08%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 81,85 bilhões. Para 2020, a expectativa também foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 83,20 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Na agenda da semana, destaque para as falas do presidente norte-americano Donald Trump e do presidente do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), Jerome Powell, em meio a uma incerteza renovada sobre as perspectivas de um acordo tarifário em primeira fase entre EUA e China.

Também serão revelados dados sobre o crescimento trimestral de vários países, além de dados da inflação, vendas no varejo e produção industrial nos EUA.

Por aqui, serão revelados os dados das vendas no varejo referentes ao mês de setembro, além do índice de confiança do consumidor medido pela FGV.

Também deverá ser digerido pelo mercado os impactos da reforma econômica proposta pelo Planalto, o chamado “Plano Mais Brasil”, que propõe uma série de medidas que visam reduzir o custo do Estado.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –08/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 04/11/2019

Retrospectiva

Mais uma semana em que o noticiário político e econômico determinou os rumos do mercado, com o apetite a riscos dos investidores mantendo o ritmo de apreciação dos preços dos ativos negociados nos mercados financeiros globais.

Destaque para a reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que decidiu reduzir a taxa básica de juros norte-americana em 0,25 pontos base, para o intervalo de 1,50% a 1,75%, a terceira queda do ano. Mesmo que o corte já estivesse precificado pelo mercado, o temor era de que houvesse uma mudança de direção depois da divulgação de indicadores do setor de trabalho e de atividade dos EUA. Após a decisão, o presidente do FED, Jerome Powell, declarou que novos cortes no juro são improváveis enquanto as condições de inflação, emprego e atividade permanecerem nos patamares atuais.

Conforme divulgado pelo escritório oficial de estatísticas, o PIB norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 1,9% no terceiro trimestre, uma leve desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando o PIB expandiu 2,0%, porém acima das previsões levantadas pela agência Reuters, de 1,6%. O número foi puxado pelos gastos dos consumidores e um aumento nas exportações.

Ainda por lá, foi divulgado o relatório de empregos não agrícolas (payroll, na sigla em inglês), que mostrou uma criação de 128 mil postos de trabalho em outubro, bem acima da mediana das projeções levantadas pela agência Broadcast, de 75 mil postos. A taxa de desemprego ficou estável em 3,6%.

Na zona do Euro, foi divulgado que o crescimento do PIB foi de 0,2% no terceiro trimestre, o mesmo número do trimestre anterior, conforme revelou a agência Eurostat, número superior as estimativas que apontavam crescimento de 0,1%. Nesse contexto, o Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês) deve manter sua política de juros muito baixa para apoiar a economia, em um ambiente de inflação abaixo de 2% ao ano.

Na Ásia, destaque para a reunião do Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) que decidiu pela manutenção da política monetária expansionista, mantendo a taxa de juros inalterada, em -0,1% no curto prazo e em zero para o rendimento do título de 10 anos. Após a reunião, o presidente do BoJ, Haruhiko Koruda, disse que ainda há espaço para mais redução a fim de evitar que as incertezas globais prejudiquem a economia local.

Ainda no continente asiático, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 51,4 em setembro para 51,7 em outubro, maior leitura registrada desde fevereiro de 2017. Conforme revelou a agência IHS Markit, a melhora substancial da demanda interna e externa contribuiu para a robustez do número.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,52% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,30%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,57% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,22%.

Do lado doméstico, destaque para a decisão do Comitê de Política Monetária – COPOM – do BACEN, que decidiu por nova redução do juro doméstico para 5,0% ante os 5,5% vigentes. A decisão era amplamente esperada pelo mercado, que já precificava sua magnitude nas transações com contratos de DI futuros. No comunicado pós-reunião, o Copom indicou que deverá fazer um novo corte na próxima reunião, marcada para 11 de dezembro, reduzindo a Selic para 4,5% ao ano.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações, seguindo o movimento das principais praças. O Ibovespa avançou 0,77% na semana, a quarta consecutiva de alta, acumulando valorização no ano de 23,11% e 22,37% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 3,995 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,36%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,94%, acumulando ganhos no ano de 23,93%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2019, mesmo número da pesquisa anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi mantida em 4,50%.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 passou de 0,91% para 0,92%, a terceira alta consecutiva conforme o documento revelado hoje. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi de US$ 80,35 bilhões da semana passada para US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 83,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 84,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Na agenda da divulgação de dados da economia, destaque para a revelação da ata da última reunião do Copom, prevista para ocorrer amanhã. O documento poderá dar indícios da trajetória esperada para o juro no próximo ano.

No campo da inflação, o IBGE prevê divulgar os dados da inflação oficial do país, medido pelo IPCA na próxima quinta-feira. Conforme as previsões do mercado financeiro, o indicador deverá ser de alta de 0,08%. A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, teve alta de 0,09% em outubro. Na sexta-feira o IBGE divulga os dados da Pesquisa Industrial Mensal – PIM, referente a setembro.

No cenário externo, as atenções devem se voltar para os dados da indústria e serviços, com os PMIs de países desenvolvidos a serem divulgados ao longo da semana, além da decisão sobre juros do banco central inglês (BoE, na sigla em inglês).

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –04/11/19

Índices de Referência –Setembro/2019

NOSSA VISÃO – 28/10/2019

Retrospectiva

Mais uma semana em que o noticiário político e econômico determinou os rumos do mercado, com o apetite a riscos dos investidores mantendo o ritmo de apreciação dos preços dos ativos negociados nos mercados financeiros globais.

EUA e China mantiveram conversas animadoras e avançaram em temas específicos do acordo tarifário. O gabinete do representante comercial americano emitiu comunicado informando que as partes estão próximos de concluir algumas seções do acordo da chamada “fase 1”, cujo foco é o tema “propriedade intelectual”.

Na região do Euro, a Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou, por maioria de votos, o acordo para a saída da união europeia proposto pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Porém, não foi aprovado o cronograma de saída, cuja data está marcada para 31 de outubro. Com isso, o bloco deverá decidir sobre a extensão do prazo.

O Banco Central Europeu, o BCE, decidiu manter a política monetária da região inalterada, com a taxa de refinanciamento mantida em 0% e a de depósito em -0,50%. A autoridade monetária local também confirmou que retomará seu programa de alívio quantitativo (QE, na sigla em inglês), através do qual comprará 20 bilhões de euros em ativos mensalmente a partir de 1º novembro.

O índice de confiança do consumidor da zona do Euro caiu mais que o previsto em outubro, com recuo em 1,1 pontos, para -7,6 pontos, ante uma leitura de -6,5 pontos em setembro. Conforme a Comissão Europeia, o índice mantém uma trajetória acima da média de longo prazo, de -10,7 pontos.

Ainda na zona do Euro, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores industrial e de serviços subiu para 50,2 pontos, ante 50,1 pontos em setembro, conforme informou a agência IHS Markit. Destaque para o setor de serviços do bloco que aumentou de 51,6 em setembro para 51,8 em outubro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi movida também pela safra de balanços trimestrais divulgados, com destaque para os resultados corporativos das empresas do setor de tecnologia. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,07% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 2,43%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,22% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 1,37%.

Do lado doméstico, em semana de agenda fraca, foi divulgado que o Índice de Confiança do Comércio – ICOM, da FGV, passou para 98,4 pontos, ante 97,2 pontos em setembro. Conforme a FGV, a melhora recente no mercado de trabalho adicionado de novas rodadas de liberação de recursos do FGTS deve manter o cenário de recuperação gradual no curto prazo.

Destaque para a aprovação em segundo turno (60 votos a 19), pelo Senado Federal, da reforma da previdência. Com a votação, o texto da reforma vence os dois turnos necessários na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e deverá ser promulgado pelo Congresso Nacional em sessão simbólica até meados de novembro para então entrar em vigor.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações, seguindo o movimento das principais praças. O Ibovespa avançou 2,52% na semana, acumulando valorização no ano de 22,16% e 25,25% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0094 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 2,67%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,42%, acumulando ganhos no mês de 2,70% e no ano de 22,78%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2019, uma elevação ante os 3,26% da pesquisa anterior e interrompendo uma larga sequencia de previsões em queda. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,60%, ante 3,66% da pesquisa anterior. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi reduzida para os mesmos 4,50% deste ano, ante 4,75% da semana anterior.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 passou de 0,88% para 0,91%, a segunda alta consecutiva conforme o documento revelado hoje. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi de US$ 80,00 bilhões da semana passada para US$ 80,35 bilhões. Há um mês, estava em US$ 83,40 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 83,20 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em agenda carregada de indicadores econômicos, os destaques semanais são as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central do Brasil – BACEN, na quarta-feira dia 30/10.

Para a reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BACEN, se espera um corte de meio ponto percentual, com a Selic caindo dos atuais 5,50% para 5,00% ao ano. Qualquer movimento diferente será considerado surpresa pelo mercado.

Para a reunião do Comitê de Política Monetária (FOMC) do Federal Reserve, a expectativa do mercado é de um corte na taxa em 25 pontos bases, o que levaria as taxas de juros da economia americana ao patamar entre 1,50% e 1,75%.

Também ocorrerão reuniões dos bancos centrais do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e Canadá (BoC, na sigla em inglês), nas quais se esperam manutenções das políticas monetárias.

Além da política monetária, dados de emprego nos EUA deve ter impacto nos preços dos ativos financeiros. Na sexta-feira será revelado o relatório do mercado de trabalho, conhecido como “payroll”, além da leitura do PIB local dois dias antes.

Também é aguardada a divulgação do PIB do terceiro trimestre na zona do Euro, além de dados de emprego e inflação por lá.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –28/10/19

Índices de Referência –Setembro/2019

NOSSA VISÃO – 21/10/2019

Retrospectiva

Os mercados de maior risco mantiveram a semana no ganho, influenciados por indicadores econômicos divulgados e por noticiários políticos.

O Fundo Monetário Internacional – FMI – divulgou as projeções para o crescimento da economia mundial, refletindo o grau de incerteza causado pelas tensões comerciais entre EUA e China. Conforme revelou o relatório, o crescimento da economia mundial será de 3% em 2019, ante 3,2% da projeção anterior, o nível mais baixo desde a crise financeira de 2008. Em relação à América Latina, as previsões também foram reduzidas para 0,2% em 2019 e 1,8% em 2020. No caso do Brasil, o relatório informa que o crescimento em 2019 será de 0,9%, enquanto para 2020 a estimativa é de avanço em 2,0%. As previsões de crescimento nos EUA para 2019 foram de 2,4%, devido à incerteza sobre as tensões comerciais. Na zona euro, as previsões de crescimento para 2019 ficaram em 1,2%, enquanto em 2020 foram reduzidas para 1,4%, devido à situação da principal economia europeia, a Alemanha, afetada pelo estresse global do comércio. O FMI estima que a economia chinesa cresça 6,1% em 2019, uma desaceleração de 0,5 pontos percentuais a menos do que em 2018.

Na China, foi divulgado que a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) acelerou para o ritmo mais alto em seis anos, tendo subido 3,0% em setembro em relação ao ano anterior. A taxa foi puxada pelos alimentos, que subiram 11,2% na mesma comparação.

Conforme divulgou o Escritório Nacional de Estatísticas chinês (NBS, na sigla em inglês), o PIB da China avançou 6,0% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado. A leitura marca o ritmo mais lento de crescimento da economia chinesa desde o início da série histórica, em 1992. O resultado atingiu a margem inferior da meta de crescimento do governo chinês em 2019, entre 6,0% e 6,5%.

Na zona do euro, foi divulgado que a inflação caiu para o ritmo mais baixo em mais de três anos em setembro. Conforme informou a agência Eurostat, os preços nos 19 países da zona do euro subiram 0,8% em setembro sobre o ano anterior, contra estimativa anterior de 0,9% e expectativa do mercado de 0,9%. A leitura revisada da inflação marcou uma desaceleração mais intensa do que a taxa de 1% de agosto. Foi o resultado mais fraco desde novembro de 2016, quando os preços subiram 0,6%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi movimentos mistos nas bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,97% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -1,33%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,54% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, avançou 3,18%.

Aqui no Brasil, foi divulgado que o país criou 157.213 novas vagas de empregos formais em setembro. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED – o resultado é o melhor setembro desde 2013, quando foi registrado número positivo de 211.068 vagas. No acumulado do ano, o país gerou 761.776 empregos.

O Bacen divulgou que o IBC-Br, considerado a prévia do PIB, avançou 0,7% em agosto ante julho, após recuo de -0,7% em julho. A leve alta do índice ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas. O índice acumula alta de 0,66% no ano e 0,87% em doze meses.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0,86% na semana, acumulando valorização no ano de 19,18% e 24,35% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,1193 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,59%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,05%, acumulando ganhos no mês de 2,27% e no ano de 22,86%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,26% em 2019, uma redução ante os 3,28% da semana anterior, sendo a décima primeira revisão consecutiva para baixo. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,66%, ante 3,73% da pesquisa anterior. O resultado se distancia ainda mais da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro reduziu suas expectativas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, ante 4,75% da semana anterior. Para 2020, a previsão foi mantida e, 4,75%. Agora, a projeção geral se alinha à do Top-5, grupo que mais acerta as previsões, que já havia feito esse movimento no levantamento anterior.

A expectativa de crescimento da economia em 2019 passou de 0,87% para 0,88%. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, ante R$ 3,95 de um mês atrás. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi de R$ 3,95 para R$ 4,00, ante R$ 3,90 de quatro pesquisas atrás.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 80,00 bilhões em 2019 e de US$ 80,0 bilhões em 2020, ambos piores que a pesquisa anterior.

Perspectiva

O calendário desta semana está repleto de dados relevantes que devem influenciar os preços dos ativos negociados no mercado financeiro, com um viés de baixa, caso os números venham piores do que as estimativas.

Nos EUA, serão conhecidos os números de vendas de imóveis existentes e de imóveis novos, e também os números do estoque de petróleo, bem como o número de pedidos de bens duráveis. Por lá também serão revelados o PMI de manufatura e de serviços.

Na Europa, será divulgado o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) alemão e o índice de confiança do consumidor na zona do euro, além do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) na Alemanha e na zona do euro.

Por aqui, destaque para o noticiário político. Os investidores acompanharam o progresso da votação da reforma da previdência no Senado, após o destravamento da pauta com a aprovação da divisão dos recursos do pré-sal.

Na pauta também a crise provocada pelo racha entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e políticos ligados ao deputado que comanda o PSL, Luciano Bivar.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –21/10/19

Índices de Referência –Setembro/2019

NOSSA VISÃO – 14/10/2019

Retrospectiva

A semana foi de recuperação para os ativos de riscos, com o alívio vindo do noticiário externo após a trégua na guerra comercial que envolve os EUA e a China, anunciada antes do fechamento dos mercados na sexta-feira.

Ainda que parcial, o acordo firmado entre as duas maiores potências econômicas traz certa estabilidade para o comércio mundial. O acordo abrange questões sobre agricultura, moeda e proteção da propriedade intelectual, e representa o maior avanço para a resolução da batalha comercial que já dura 15 meses.

Em virtude do pacto, os EUA decidiram suspender o aumento de 25% para 30% as tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses, que deveriam entrar em vigor na próxima semana. Por sua vez, o país asiático se comprometeu a adquirir de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões em produtos agrícolas norte-americano.

Nos EUA, foi revelado que a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) referente ao mês de setembro apresentou deflação de 0,3%, aumentando ainda mais as chances de novo corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês).

Ainda por lá, foi conhecida a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do FED, que decidiu pela redução do juro norte-americano. O documento mostra um banco central mais preocupado com o ritmo de crescimento da economia local, na medida em que foram discutidos alguns modelos de projeções que mostraram um aumento na probabilidade de recessão nos próximos meses.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de expressivas valorizações nas bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 4,15% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,28%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,62% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, ganhou 1,81%.

Do lado doméstico, destaque para o noticiário político. O plenário da Câmara aprovou o projeto de Lei que define o rateio de parte dos reursos captados na cessão onerosa do leilão de petróleo do pré-sal entre os estados e municípios. Pelo acordo, 15% do excedente ficarão com os estados, 15% com os municípios e 3% com os estados confrontantes à plataforma continental. Agora, o projeto de Lei passará pelo Senado.

O IBGE divulgou que as vendas no varejo cresceram 0,1% em agosto, na comparação com o mês anterior. As projeções indicavam crescimento de 0,3%, segundo a Reuters. Na comparação com agosto de 2018, o avanço foi de 1,3%. O crescimento foi sustentado pelos supermercados, indicando um perfil de consumo mais básico, destinado às compras de primeira necessidade.

Quanto à inflação, o IBGE divulgou que o IPCA de setembro variou -0,04%, o menor resultado para o mês de setembro deste 1998. O resultado veio no piso das estimativas da agência Broadcast. No acumulado do ano de 2019, o IPCA registra inflação em 2,49% e, no acumulado dos últimos 12 meses, em 2,89%. O índice segue abaixo da meta oficial para o ano, que é de 4,25% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A queda no índice foi puxada principalmente pelo grupo “alimentação e bebidas”, que variou -0,43%.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,98% na semana, acumulando valorização no ano de 18,14% e 25,22% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,095 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,95%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,02%, acumulando ganhos no mês de 1,20% e no ano de 20,99%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,28% em 2019, uma redução ante os 3,42% da semana anterior, sendo a décima revisão consecutiva para baixo. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,73%, ante 3,78% da pesquisa anterior. O resultado se distancia ainda mais da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve as expectativas com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Há um mês estava em 5,00%. Para 2020, a previsão foi reduzida para 4,75%, ante 5,00% das últimas pesquisas. Destaque para as estimativas do Top-5, grupo que mais acerta as previsões, que passou a ver a Selic deste ano em 4,50%.

O levantamento semanal manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN mantiveram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano. Para o encerramento de 2020, a estimativa também foi mantida em R$ 3,95.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 81,85 bilhões em 2019 e de US$ 83,2 bilhões em 2020.

Perspectiva

A semana vem recheada de eventos que certamente exercerão influência sobre os preços dos ativos negociados nos mercados financeiros.

Após o anúncio do acordo comercial parcial entre EUA e China, a partir de agora serão conhecidos os detalhes das negociações, que serão colocadas no papel para assinatura pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Porém, os chineses já adiantaram que pretendem incluir outras questões no acordo antes da assinatura, elevando o grau de incerteza sobre o tema.

No Brasil, o destaque para a votação, pelo Senado, do projeto aprovado na Câmara definindo as regras de rateio entre estados e municípios de verba originária da cessão onerosa do pré-sal. A aprovação é dada como certa e a finalização do debate é essencial para garantir a votação da reforma da Previdência, prevista para acontecer neste mês.

Na agenda de indicadores a serem revelados, destaque para o número do PIB chinês e dados da indústria, varejo e balança comercial chinesa.

Nos EUA, serão conhecidos os dados de varejo e construção, enquanto na região do Euro serão conhecidos os dados da produção industrial.

Por aqui, o banco central divulgará o IBC-Br de agosto, considerado a prévia do PIB nacional e utilizado como parâmetro avaliativo do ritmo de crescimento da economia brasileira.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/10/19

Índices de Referência –Setembro/2019

NOSSA VISÃO – 07/10/2019

Retrospectiva

O noticiário externo deu o tom em semana de aversão a risco para os mercados, diante da divulgação de importantes indicadores da economia americana.

Nos EUA, o índice de atividade industrial divulgado pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) recuou de 49,1 em agosto para 47,8 em setembro, o nível mais baixo desde junho de 2009, e abaixo das projeções dos analistas de alta em 50,1. A queda reflete uma diminuição da confiança nos negócios, com o comércio global no cerne da questão em razão da guerra tarifária.

O setor de serviços também recuou ao menor nível em três anos, conforme divulgou o ISM. O índice caiu para 52,6 em setembro, ante 56,4 no mês anterior. A leitura ficou abaixo das expectativas de 55,0 de uma pesquisa da Reuters com 67 economistas, e foi a mais baixa desde agosto de 2016.

O relatório de emprego não agrícola americano revelou que foram criados 136 mil postos de trabalho em setembro, ante previsão de 150 mil. A taxa de desemprego norte-americana caiu para 3,5%, a menor em 50 anos.

Outro dado que reflete a preocupação de um cenário macroeconômico recessivo é a queda do petróleo. O mercado parecia equilibrado, com o preço variando em US$ 60 para o tipo WTI e de US$ 70 para o Brent após o ataque de 14 de setembro às instalações de petróleo da Arábia Saudita, está agora de volta aos mínimos pré-ataque. Hoje, o petróleo WTI é negociado na casa dos US$ 53, enquanto o Brent a US$ 58.

Em meio à escalada das tensões comerciais e a perspectiva de desaceleração global, a Organização Mundial do Comércio (OMC, na sigla em inglês) divulgou a projeção para o crescimento das transações globais em 2019. Conforme o relatório, a expansão será de 1,2% este ano, bem abaixo da projeção apresentada apenas seis meses atrás, de 2,6%. Para 2020, a previsão é de crescimento de 2,7%, ante previsão de 3% feita em abril.

Os mercados chineses permaneceram fechados durante a semana, em razão dos festejos pelos 70 anos de aniversário da fundação da República Popular da China, não sem antes serem revelados números sobre a economia local. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria da China subiu a 49,8 em setembro, um pouco melhor do que o esperado e ante 49,5 em agosto, porém abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração. A pesquisa do instituto Caixin/Markit mostrou também que a atividade industrial acelerou inesperadamente para a máxima de 51,4 em setembro, devido principalmente ao aumento nas encomendas domésticas conforme fazem efeito as medidas de suporte do governo.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -2,97% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -3,65%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, perdeu -0,33% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cedeu -2,14%.

Do lado doméstico, foi revelado que a produção industrial medida pelo IBGE teve uma alta de 0,8% em agosto ante julho, interrompendo três meses consecutivos de queda. No acumulado do ano, o índice tem queda de 1,7%.

Conforme divulgou o Ministério da Economia, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,25 bilhões, o pior resultado para o mês de setembro em cinco anos e uma queda de 55% em comparação a setembro do ano passado. As exportações somaram US$ 18,74 bilhões, uma queda de 11,63% em relação um ano atrás, enquanto as importações somaram US$ 16,49 bilhões.

Para a bolsa brasileira a semana foi de desvalorização nos preços das ações. O Ibovespa recuou 2,40% na semana, acumulando valorização no ano de 16,69% e 24,57% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,057 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 2,39%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,18%, acumulando ganhos no mês de 0,18% e no ano de 19,76%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,42% em 2019, uma redução ante os 3,43% da semana anterior, sendo a nona revisão consecutiva para baixo. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,78%, ante 3,79% da pesquisa anterior. O resultado se distancia ainda mais da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve as expectativas com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Há um mês estava em 5,00%. Para 2020, a previsão foi mantida em 5,00%.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN mantiveram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano. Para o encerramento de 2020, a estimativa foi aumentada para R$ 3,95, ante R$ 3,91 da projeção anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 83,00 bilhões em 2019 e de US$ 84,00 bilhões em 2020.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, com muitos dados econômicos e importantes eventos políticos aqui e no exterior.

No Brasil, o governo vai continuar negociando com os senadores para garantir a aprovação em segundo turno da reforma da previdência, que emperrou em meio à pressão dos parlamentares por verbas do leilão de cessão onerosa do pré-sal. Na agenda econômica destaque para os dados de inflação, com IBGE divulgando o IPCA de setembro. Serão divulgados, também pelo IBGE, os dados de varejo e do setor de serviços de agosto.

Na agenda internacional, o destaque será a ata da mais recente reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), que reduziu a taxa de juro americana em 0,25 pontos-base. Está previsto discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, que pode dar pistas sobre a condução da política monetária na próxima reunião do Fomc, prevista para o dia 30 deste mês. Destaque para o encontro nos dias 10 e 11 na capital Washington, entre altos funcionários dos EUA e China para discutir o conflito tarifário e buscar negociações que ponham um ponto nas questões, e que ocorre em meio ao pedido de impeachment contra o presidente norte-americano Donald Trump. O processo ganhou mais força no fim de semana com a informação de que outro agente do serviço de inteligência teria confirmado as acusações de que o presidente tentou negociar com o governo da Ucrânia investigações contra o filho do possível candidato democrata Joe Biden.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -07/10/19

Índices de Referência -Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 30/09/2019

Retrospectiva

Apesar da volatilidade, a semana encerrou no azul para os ativos de riscos com o cenário político se sobrepondo ao econômico.

Na zona do euro, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que abrange os setores industrial e de serviços, caiu para 50,4 em setembro, ante 51,9 em agosto, conforme divulgou a IHS Markit, atingindo o menor nível desde junho de 2013. As expectativas eram de estabilidade no número. Apesar da queda, leituras acima de 50 mostram que a atividade do bloco continua em expansão. Já o PMI industrial indica contração mais acentuada da manufatura, ao diminuir para 45,6 em setembro ante 47 em agosto.

Nos EUA, foi divulgado que o PIB do segundo trimestre apresentou crescimento de 2%, conforme dados oficiais. Apesar de o número vir alinhado às projeções, mostrou desaceleração frente ao ritmo de crescimento do primeiro trimestre, quando a economia avançou 3,1% anualizado. Consumo e gastos do governo compensaram a fraqueza do investimento privado no índice.

Ainda por lá, foi divulgado que a deputada democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA, anunciou a abertura de processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. O pedido é baseado em denúncia de que ele teria pressionado o presidente da Ucrânia a investigar o filho do pré-candidato democrata Joe Biden. A gravidade do ato de abuso de poder é contundente, porque o presidente praticamente chantageou o governante ucraniano, retendo recursos de ajuda militar para a defesa do país sob ameaça da Rússia, ferindo princípios básicos da segurança nacional dos EUA.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -0,70% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,11%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou -1,01% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cedeu -0,91%.

Do lado doméstico foi divulgado que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, registrou leve alta de 0,09% em setembro, ante leitura de 0,08% registrada em agosto. Conforme noticiou o IBGE, o grupo de Alimentação e Bebidas contribuiu positivamente ao recuar -0,34%. Por outro lado, o grupo Habitação avançou 0,76%.

Conforme divulgou a FGV, o Índice de Confiança da Indústria – ICI ficou estável em setembro, na comparação com agosto, em 95,6 pontos, indicando que o setor continuou andando de lado no terceiro trimestre e não haverá contribuição da indústria na recuperação da economia, que segue lenta.

Também foi divulgado que o IGP-M recuou -0,01% em setembro, uma alta em relação à queda de -0,67% verificada em agosto. No ano, o IGP-M acumula alta de 4,09%, e em 12 meses a alta é de 3,37%.

Outro dado que mostra a fraqueza da economia veio na divulgação dos dados de emprego. Conforme divulgou o IBGE, através da Pnad Contínua, a pesquisa mostrou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto, uma queda em relação ao trimestre anterior, de 12,3%. O resultado foi puxado pela criação de vagas informais, sem carteira assinada, que bateu recorde no período. Ainda assim, há 12,6 milhões de desempregados no país.

Durante a semana, foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central – Copom, quando os juros básicos da economia recuaram para 5,50% ao ano. O documento mostra que o comitê estimou que o PIB deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre do ano, reforçado pelos estímulos decorrentes da liberação dos recursos do FGTS e PIS-PASEP, além de projetar inflação abaixo da meta em 2019 e 2020. Neste cenário benigno para a inflação prospectiva, o Copom indica novo corte no juro ainda este ano.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0.25% na semana, acumulando valorização no ano de 19,56% e 32,44% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,155 na compra R$ 4,156 na venda. Na semana, a moeda norte-americana permaneceu estável. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,24%, acumulando ganhos no mês de 2,86% e no ano de 19,54%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,43% em 2019, uma redução ante os 3,44% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,79%, ante 3,80% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro alterou as expectativas e reduziu a projeção para abaixo dos 5,00%, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Para 2020, a previsão foi mantida em 5,00%.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN elevaram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano, ante R$ 3,95 da projeção anterior. Para o encerramento de 2020, a estimativa foi aumentada para R$ 3,91.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 83,40 bilhões em 2019 e de US$ 83,20 bilhões em 2020, ambos abaixo das projeções anteriores.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, diante do noticiário político e econômico, apesar dos mercados chineses permanecerem fechados ao longo da semana em razão do feriado prolongado local.

Destaque para a agenda marcada para os dias 10 e 11 na capital Washington, entre altos funcionários dos EUA e China para discutir o conflito tarifário e buscar negociações que ponham um ponto nas questões. Entretanto, o governo Donald Trump estaria considerando novas e radicais táticas de pressão financeira sobre Pequim, incluindo a possibilidade de excluir empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas. É possível que esses movimentos tenham como objetivo tirar o foco da abertura do processo de impeachment, ainda que seu andamento seja considerado improvável diante da dificuldade em se obter apoio do Senado, de maioria republicana.

Por aqui, destaque para a votação da reforma da previdência no Senado, com previsão de que tanto o parecer do relator Tasso Jereissati na CCJ, quanto o texto enviado pelo governo sejam apreciados pela Casa ainda esta semana.

Na pauta de indicadores a serem divulgados, destaque para os números de emprego na zona do Euro e do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial também na zona do Euro e Alemanha, que podem confirmar se a economia da região caminha ou não para a recessão.  Nos EUA, destaque para a divulgação dos dados de emprego (payroll) a serem divulgados pelo Departamento do Trabalho, que podem influenciar as decisões sobre o rumo dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, destaque para a divulgação da Produção Industrial de agosto e Balança Comercial de setembro.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -30/09/19

Índices de Referência -Agosto/2019