Nossa Visão – 15/01/2018

Retrospectiva

A não aprovação da reforma da Previdência, está custando ainda mais caro ao país. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou novamente a nota de crédito da dívida soberana do país para BB-, ante BB, em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas e de incertezas devido às eleições deste ano.

Para a diretora de ratings soberanos da agência, Lisa Schineller, será muito difícil a reforma da Previdência ser votada neste ano no Brasil, marcado por eleições presidenciais, bem como avançar com medidas fiscais mais dolorosas. Com o novo rebaixamento, o país fica três níveis abaixo do grau de investimento, perdido em setembro de 2015.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a taxa de desemprego em novembro recuou de 8,8% para 8,7%, em linha com o que se esperava.

Já a produção industrial nesse mês avançou 1% em relação a outubro e as vendas no varejo 2,8%, também sobre o mês anterior. Ambos os indicadores tiveram desempenho melhor que as expectativas.

Nos EUA, a inflação do consumidor subiu 2,1% na base anual em dezembro, conforme se esperava e as vendas no varejo, excluídos os veículos, avançou 0,4%, também conforme o consenso.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi mais de altas e baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,56%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,70% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 2,29%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa recuou 0,26%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe teve alta de 0,55% na primeira semana do ano, repetindo a taxa registrada em dezembro. Já o IPC-S teve alta de 0,31% na primeira quadrissemana, depois de subir 0,21% em dezembro. E o IGP-M, com a alta nos preços dos alimentos, teve avanço de 0,75% na primeira previa do ano.

Quanto ao IPCA de dezembro, a alta foi 0,44%, acima do que se esperava, no entanto foi a primeira vez na história que a variação no ano, de 2,95% ficou abaixo do centro da meta.

Por sua vez, as vendas no varejo subiram em novembro 2,5% sobre o mês anterior, quando a expectativa era de um avanço de 0,8%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa avançando 0,35% e acumulando alta de 3,86% no ano e de 24,66% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 0,65%, levando a queda no ano para 2,67%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 1,06% na semana, acumulando alta de 2,01% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,95% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,25%.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,75%, como na última pesquisa e 8% no final de 2019.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,70%, frente a 2,69% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,80%

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018 e 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em dezembro.

Nos EUA, teremos a divulgação da produção industrial em dezembro e do Livro Bege.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do IBC-Br de novembro.

No exterior, as atenções estarão voltadas para a divulgação do Livro Bege, que relatará o andamento da atividade econômica nos EUA e no Brasil, o mercado estrará atento a divulgação do IBC-Br também para o acompanhamento da evolução da atividade econômica no país.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, mesmo com os avanços em janeiro e com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas e do ajuste fiscal, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 12/01/2018

Índices de Referência – Dezembro/2017

 

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Nossa Visão – 08/01/2018

Retrospectiva

Com a atividade política em recesso, o noticiário econômico concentrou todas as nossas atenções. No setor externo, na zona do euro, a inflação do consumidor, que tinha atingido a marca anual de 1,5% em novembro, recuou para 1,4% em dezembro, conforme a primeira estimativa da agência Eurostat.

Já o PMI industrial de dezembro ao atingir os 58,1 pontos, indicou que a economia da zona do euro teve o crescimento mais forte em quase sete anos, por conta da aceleração das atividades da indústria e dos serviços.

Nos EUA, as encomendas de bens duráveis cresceram 1,3% em novembro, sobre o mês anterior, mas a criação de novas vagas de trabalho no setor não-rural decepcionou. Enquanto a expectativa era da criação de 190 mil novas vagas, a economia americana abriu 148 mil, com a taxa de desemprego se mantendo em 4,1%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 3,1%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,47% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,88%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 4,17%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou a alta para 0,55% em dezembro e subiu 2,27% no ano. Já o IPC-S teve alta de 0,21% em dezembro e fechou o ano com variação de 3,23%.

Quanto à Balança Comercial, o superávit de dezembro foi de US$ 5 bilhões, o que elevou o saldo acumulado no ano para US$ 67 bilhões, o mais alto já registrado.

Para a bolsa brasileira, foi uma primeira semana de expressiva alta, com o Ibovespa avançando 3,49% e acumulando alta de 28,23% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 2,03%, levando a alta em doze meses para 1,10%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,95% na semana, acumulando alta em doze meses de 13,72%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,79% em 2017. Para 2018 a estimativa é que suba 3,95%, frente a 3,96% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,01%, frente a 1% na semana anterior e para 2018 reduziu de 2,70% para 2,69%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,34, no fim de 2018, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da taxa de desemprego, da produção industrial e das vendas no varejo em novembro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da inflação do consumidor em dezembro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do IPCA de dezembro e das vendas no varejo em novembro.

Em relação às perspectivas para 2018, estaremos apresentando os principais aspectos na edição de dezembro do Panorama Econômico.

No curto prazo, no exterior, as atenções estarão voltadas para os dados finais de 2017 e seus possíveis impactos nas políticas monetárias do BCE e do FED. No Brasil, o mercado estrará atento a divulgação do IPCA de dezembro, a principal divulgação da semana.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo e com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas e do ajuste fiscal, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 09/01/2018

 

Índices de Referência – Dezembro/2017

Nossa Visão – 18/12/2017

Retrospectiva

E a tentativa de aprovação da reforma da Previdência acabou adiada para fevereiro. Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a votação nessa data será possível caso o governo consiga o convencimento da sociedade e dos parlamentares. Alertou, no entanto, de que após o dia 20 de fevereiro, ficará impossível vota-la por conta do calendário eleitoral.

No setor externo, na zona do euro, a produção industrial em outubro cresceu 3,7%, na base anual, quando as expectativas apontavam um crescimento de 3,2%. Já na reunião do BCE, na última quinta-feira, foi deliberado que a taxa básica permanecerá em 0% e a taxa de depósito em -0,4%. Ficou mantida a redução de 60 par 30 bilhões de euros mensais, a compra de ativos pelo BCE, a partir de janeiro de 2018.

Nos EUA, as vendas no varejo subiram 0,8% em novembro, sobre outubro, quando os analistas esperavam um aumento de 0,3%. A inflação do consumidor em novembro, por sua vez, foi de 0,4%, o que levou a alta de um ano para 2,2%, já acima da meta do FED.

Em sua última reunião do ano, o FED decidiu, sem surpresas, elevar a taxa básica de juros do intervalo entre 1% a 1,25% ao ano, para 1,25% a 1,5% ao ano, na mesma oportunidade a autoridade monetária aumentou a previsão de crescimento da economia americana em 2018, para 2,5%, com a taxa de desemprego recuando para 3,9%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi mista. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,38%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 1,31% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,92%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 1,13%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe subiu 0,39% na primeira medição de dezembro, após alta de 0,29% em novembro. Já o IGP-M teve alta de 0,73% na primeira prévia de dezembro, por conta do avanço nos preços tanto no atacado, quanto no varejo, depois de recuar 0,02% no mesmo período de novembro.

Quanto às vendas no varejo, a queda de 0,9% em outubro, frente ao mês anterior foi a pior para o mês desde 2008. A expectativa era de uma alta de 0,2%. No acumulado do ano a alta é de 1,4% e de 0,3% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 0,17% e acumulando alta de 20,56% no ano e de 24,35% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 1,13%, levando a alta no ano para 1,81%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,03% na semana, acumulando alta no ano de 11,85%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,83% em 2017, frente a 2,88% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,00%, frente a 4,02% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,96%, frente a 0,91% na semana anterior e para 2018 elevou de 2,62% para 2,64%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,29, no fim de 2017, frente a R$ 3,25 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a inflação do consumidor em novembro e a confiança do consumidor em dezembro.

Nos EUA, teremos a divulgação de nova estimativa do PIB do terceiro trimestre e dos indicadores antecedentes de novembro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do IBC-Br de outubro e do Relatório Trimestral de Inflação pelo Banco Central.

No exterior as atenções estarão voltadas para a última revisão do PIB americano e no Brasil, o mercado estrará atento a divulgação do Relatório de Inflação do Banco Central e sua expectativa quanto a inflação e juros.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo e com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 18/12/2017

Índices de Referência – Novembro/2017

Nossa Visão – 11/12/2017

Retrospectiva

O presidente Temer acertou, em reunião com as lideranças da Câmara na última quinta-feira, somente colocar em votação a nova versão da reforma da Previdência na semana entre os dias 18 e 22 de dezembro, a última do ano de atividade legislativa no Congresso. No domingo, admitiu a possibilidade de a reforma ser votada apenas em 2018.

No setor externo, na zona do euro, as vendas no varejo recuaram em outubro 1,1% sobre setembro, embora a atividade empresarial tenha se expandido fortemente em novembro, conforme revelou o PMI, que atingiu os 57,5 pontos no mês, depois de ter registrado 56 pontos em outubro.

Já uma nova estimativa do PIB do terceiro trimestre do ano, apontou uma expansão de 0,6% no período, sobre o trimestre anterior e de 2,6% frente ao ano anterior.

Nos EUA, os pedidos industriais recuaram 0,1% em outubro, frente ao mês anterior, quando a expectativa era de uma queda de 0,4%. Por sua vez, a taxa de desemprego se manteve em 4,1% em novembro, quando foram criados 228 mil empregos não rurais, frente uma expectativa de 200 mil.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 2,27% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,46%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, depois de atingir nova máxima, subiu 0,35% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,03%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,39% na primeira medição de dezembro, após alta de 0,36% em novembro. Já o IPCA de novembro apresentou avanço de 0,28% sobre o mês anterior, acumulando alta de 2,5% no ano e de 2,80% em doze meses.

Em sua última reunião de 2017, o Copom reduziu a taxa básica de juros, a Selic, pela décima vez no ano, desta feita para 7% ao ano, o menor nível da história. O Banco Central deixou claro que os passos seguintes estarão mais sensíveis a eventuais mudanças no cenário de riscos, mas que nova queda da taxa poderá ocorrer na próxima reunião, em 2018.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,65% e acumulando alta de 20,76% no ano e de 20,22% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 0,54%, levando a alta no ano para 0,68%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,05% na semana, acumulando alta no ano de 11,89%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,88% em 2017, frente a 3,03% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,91%, frente a 0,89% na semana anterior e para 2018 elevou de 2,60% para 2,62%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a reunião do BCE para nova deliberação sobre as taxas de juros e a divulgação da produção industrial em outubro.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor, das vendas no varejo e da produção industrial em novembro, além da última reunião do FED no ano.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação das vendas no varejo em outubro.

No exterior as atenções estarão voltadas para a última reunião do FED no ano, onde uma nova elevação dos juros pode ser decidida e no Brasil o mercado estrará atento às negociações envolvendo a reforma da Previdência, além da divulgação da ata da última reunião do Copom.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo e com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 08/12/2017

Índices de Referência – Novembro/2017

Nossa Visão – 04/12/2017

Retrospectiva

Permanece o impasse em relação à votação da PEC da reforma da Previdência. Conforme os analistas políticos, será mais difícil ainda a aprovação do texto se a votação for deixada para 2018. Então, o prazo limite para a votação neste ano seria o dia 15 de dezembro, na medida em que na última semana antes do recesso, em 22 de dezembro, é dedicada às votações do Orçamento do próximo exercício.

No setor externo, na zona do euro, a taxa de desemprego em outubro foi de 8,8%, um décimo abaixo da do mês anterior. Já a inflação do consumidor, avançou de 1,4% em outubro, para 1,5% em novembro, embora os analistas a estimassem em 1,6%.

Nos EUA, a segunda revisão do PIB do terceiro trimestre mostrou que a economia cresceu a um ritmo anual de 3,3%, portanto acima do cálculo de 3% da primeira estimativa e da estimativa de 3,2% da maioria dos analistas.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas e baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,52% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,67%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, depois de atingir nova máxima, subiu 1,53% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,19%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,36% na última medição de novembro, após alta de 0,32% na terceira. Já o IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,32% na terceira medição de outubro, teve alta de 0,29% na última quadrissemana de novembro.

Já o IGP-M, a inflação do aluguel, avançou 0,52% em novembro, após subir 0,20% em outubro, principalmente devido aos aumentos dos preços dos transportes, com destaque para a gasolina.

Em relação à atividade econômica, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre em relação ao anterior, com destaque para a recuperação dos investimentos que subiram 1,6%, após 15 trimestres seguidos em queda.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 2,55%, mas ainda acumulando alta de 19,99% no ano e de 19,81% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 1,04%, levando a alta no ano para 0,14%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,59% na semana, acumulando alta no ano de 11,95%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,03% em 2017, frente a 3,06% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,89%, frente a 0,73% na semana anterior e para 2018 elevou de 2,58% para 2,60%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78 bilhões em 2017, frente a US$ 80 bilhões na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo em outubro, do PMI composto de novembro e de nova revisão do PIB do terceiro trimestre.

Nos EUA, teremos a divulgação do relatório de emprego em novembro e das encomendas à indústria em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a última reunião do Copom em 2017 e a divulgação do IPCA de novembro.

No exterior as atenções estarão voltadas para os dados de emprego nos EUA e no Brasil para a taxa de inflação de novembro, além do direcionamento da taxa Selic que será decidido na reunião do Copom em 6 de dezembro. O mercado estima que haverá uma redução de 0,5 p.p., embora com as dúvidas que permanecem sobre a aprovação da reforma da Previdência, uma decisão mais conservadora não seria surpreendente.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo e com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 04/12/2017

Índices de Referência – Outubro/2017

Nossa Visão – 27/11/2017

Retrospectiva

E foi apresentada pelo governo, a proposta mais enxuta da reforma da Previdência. O texto ficou reduzido a quatro pontos:

  1. Idade mínima para se aposentar, de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens.
  2. Tempo mínimo de contribuição de 15 anos para o Regime Geral e de 25 anos para os RPPS.
  3. Benefício integral exigirá 40 anos de contribuição para todos.
  4. As contribuições sociais deixam de ficar submetidas às DRU.

Na apresentação do projeto para deputados, o presidente Temer falou em colapso, caso a reforma não seja aprovada, sendo que a ideia do governo é votar a proposta na Câmara dos Deputados em dezembro e no Senado em março. Analistas políticos têm afirmado que ainda está distante de ser alcançado os 308 votos necessários para a aprovação na Câmara.

No setor externo, na zona do euro, foi informado que o PMI de serviços atingiu a máxima de seis meses ao alcançar os 56,2 pontos em novembro, ante 55 em outubro, já o PMI industrial chegou aos 60 pontos, sendo que em outubro estava em 58,5 pontos. As empresas da região continuam se fortalecendo.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis caíram 1,2% em outubro, quando os analistas estimavam um aumento de 0,4%. Já o PMI industrial recuou de 54,6 pontos em outubro, para 53,8 pontos em novembro.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,51%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,39%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, depois de atingir nova máxima, subiu 0,91% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,69%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,32% na terceira medição de novembro, após alta de 0,30% na segunda. Já o IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,34% na segunda medição de outubro, teve alta de 0,32% na terceira quadrissemana de novembro.

Já o IPCA-15, prévia da inflação de novembro, subiu 0,32%, puxado principalmente pelos preços da energia elétrica. Em contrapartida, as passagens aéreas e os alimentos ficaram mais baratos.

Em relação à atividade econômica, o Banco Central informou que o IBC-Br cresceu 0,40% em setembro e 1,3% em relação ao ano anterior. O comportamento no mês foi influenciado pela alta de 0,2% da produção industrial, de 0,5% de alta do varejo e pelo recuo de 0,3% no volume de serviços.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,98% e acumulando alta de 23,13% no ano e de 20,47% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu  1,49%, levando a baixa no ano para 0,89%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,21% na semana, acumulando alta no ano de 12,62%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,06% em 2017, frente a 3,09% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, comparado a 4,03% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 elevou de 2,51% para 2,58%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram também mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da taxa de desemprego em outubro e da inflação do consumidor em novembro.

Nos EUA, teremos a divulgação de nova estimativa do PIB do terceiro trimestre e do Livro Bege.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do PIB do terceiro trimestre.

Tanto no Brasil, quanto no exterior as atenções estarão voltadas para os dados de atividade econômica, principalmente no Brasil onde ele está em processo de recuperação. No entanto, o foco do mercado financeiro estará no avanço das tratativas para a aprovação da reforma previdenciária.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 27/11/2017

Índices de Referência – Outubro / 2017

Nossa Visão – 20/11/2017

Retrospectiva

Conforme fontes palacianas, diante da reação negativa da base aliada a uma ampla troca de ministros, o presidente Temer teria decidido fazer uma reforma ministerial pontual nos próximos dias a fim de tentar garantir os 308 votos para a aprovação da reforma da previdência.

Numa costura com a base aliada, o governo deverá divulgar uma nova versão do texto, bem mais enxuta, nos próximos dias, já que corre contra o tempo para a aprovação ainda este ano. Deverá ser contemplada a adoção da idade mínima e a equiparação dos benefícios pagos a servidores públicos aos funcionários da iniciativa privada.

No setor externo, na zona do euro, foi informado que de acordo com a segunda revisão da agência Eurostat, o PIB da região cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2017, em relação ao anterior e 2,5% na base anual.

Já a produção industrial em setembro caiu 0,6%, frente agosto, como o previsto, mas avançou 3,3% na base ano. Por sua vez a inflação do consumidor da região foi confirmada em 1,4% na base ano, ainda distante da meta de 2%.

Nos EUA, a produção industrial subiu 0,9% em outubro, frente ao mês anterior, quando a expectativa era de uma alta de 0,5%. Já as vendas no varejo aumentaram 0,2% no mesmo mês, frente ao anterior, graças as fortes vendas de automóveis, que compensaram as quedas na venda de materiais de construção.

Quanto à inflação do consumidor, os preços subiram marginalmente em outubro, por causa da reversão da alta dos preços dos combustíveis. O avanço do CPI no mês foi de 0,1%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 0,61%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,70%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,13% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,25%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,30% na segunda medição de novembro, após alta de 0,36% na primeira. Já o IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,31% na primeira medição de outubro, teve alta de 0,34% na segunda quadrissemana de novembro.

Em relação à atividade econômica, as vendas no varejo do país cresceram 0,5% em setembro, em relação a agosto e 6,4% na base ano. Já os serviços tiveram queda de 0,3%, inesperada pela maioria dos analistas.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 1,76% e acumulando alta de 21,93% no ano e de 22,47% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 0,39%, elevando a alta no ano para 0,69%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,53% na semana, acumulando alta no ano de 12,38%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,09% em 2017, como na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,03%, comparado a 4,04% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 elevou de 2,50% para 2,51%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,20 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram também mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e de serviços de novembro.

Nos EUA, em semana de feriados, teremos a divulgação dos pedidos de bens duráveis em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do IBC-Br de setembro.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/11/2017

Índices de Referência – Outubro / 2017