NOSSA VISÃO – 12/08/2019

Retrospectiva

Permanecem as tensões provocadas pela batalha comercial travada entre os EUA e a China. As preocupações globais se acentuaram com as notícias de que os Estados Unidos estão segurando licenças à Huawei, a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes e telecomunicações, à medida que os chineses suspendem a compra de grãos americanos.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que o Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) recuou para 51,5% em julho, na comparação com junho que ficou em 52,2%, e aproximando-se da marca dos 50 – que separa crescimento de contração. Apesar do BCE ter mantido o juro estável na última reunião, não é descartada uma queda na próxima.

Nos EUA, o crescimento do setor de serviços desacelerou em julho para o nível mais fraco desde agosto de 2016. O Instituto de Gestão em Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de atividade não manufatureira caiu de 55,1 em junho para 53,7 em julho.  Ainda no setor de serviços, o Índice de Gerente de Compras aumentou para 53,0 em julho, ante 51,5 em junho.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,50% e o FTSE-100, da bolsa inglesa tombou 2,07%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,45% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa perdeu 1,95%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE relativo ao mês de junho. A pesquisa apontou recuo de 1% ante maio, e recuo de 2,3% no acumulado do ano. Dado que o setor de serviços representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e tem, portanto, grande influência na atividade econômica, é esperada uma desaceleração na economia doméstica.

O IPCA encerrou julho com alta de 0,19% em julho, índice bem acima dos 0,01% vistos em junho. Conforme informou o IBGE, foi a taxa mais baixa para o mês de julho desde 2014. Assim, o índice acumula alta de 2,42% no ano, e 3,22% em 12 meses. O que pesou mais no indicador foi o item energia elétrica: as contas de luz ficaram 4,48% mais caras, em média.

Ainda por aqui, o prêmio de risco do Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS), alcançou os 129 pontos na quinta-feira, mesma média dos países classificados como BBB- (grau de investimentos) pelas agências de risco. Entretanto, analistas avaliam que uma elevação da nota de crédito brasileira só deve ocorrer com a volta do crescimento econômico.

Para a bolsa brasileira, apesar do noticiário negativo, a semana foi de alta. Destaque para a divulgação de resultados corporativos que sustentaram o mercado bursátil em meio à safra de resultados do segundo trimestre das empresas listadas na B3. O Ibovespa subiu, 1,29% na semana, com volume médio diário superior a R$ 15 bilhões, aumentando a variação acumulada no ano para 18,33% e a de doze meses para 35,92%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,26% na semana, cotado a R$ 3,9395 na compra e R$ 3,942 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana valorizando 0,90%, acumulando alta de 0,96% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,76% em 2019, ante 3,80% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro continua reduzindo suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, frente a 5,25% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

A expectativa de alta para o PIB em 2019 teve ligeira queda, de 0,82% para 0,81%. Há quatro semanas a expectativa de crescimento era a mesma. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, mesmo valor projetado quatro semanas atrás.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,28 bilhões em 2020, frente a US$ 85,56. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

No Brasil, o Banco Central publica o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica, referente ao mês de julho.

Ainda por aqui, a FGV informará a primeira prévia do IGP-M de agosto.

Na agenda desta segunda-feira, serão conhecidos os números semanais da balança comercial.

No campo da política, a reforma da previdência começa a ser discutida no Senado Federal, passando primeiro pela CCJ para só depois chegar ao plenário da Casa. Os próximos dias devem mostrar o nível de dificuldade que o governo encontrará nesta etapa.

Nesta semana, no exterior, os mercados permanecem acompanhando atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China.

Os investidores também estarão atentos à vizinha Argentina, por conta das eleições primárias que mostrou forte vitória da oposição e gera receio de que a derrota de Maurício Macri em outubro seja inevitável, o que deve levar a um sell-off de ativos argentinos com o temor da volta das políticas populistas de Cristina Kirchner. A esquerda venceu a eleição primária na Argentina com a candidatura do peronista Alberto Fernández, com 47% dos votos. Ele bateu o presidente Mauricio Macri, que obteve 32% dos votos.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –09/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

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NOSSA VISÃO – 05/08/2019

Retrospectiva

No segundo dia de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump acentuou a “guerra” com a China ao anunciar nova tarifa de 10% sobre importações desse país, no valor de US$ 300 bilhões, que ainda não foram taxados anteriormente. Segundo ele, os EUA irão taxar a China até que um acordo comercial seja fechado.

Em represália, conforme o anúncio divulgado hoje e que está mexendo com os mercados globais, a China permitiu que a moeda local fosse negociada abaixo de 7 por dólar, pela primeira vez em 11 anos. O Banco central culpou a queda na taxa cambial ao protecionismo comercial dos EUA.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que as vendas no varejo mudaram o rumo em junho e subiram 1,1% comparado a maio. Frente a um ano antes as vendas varejistas aumentaram 2,6%.

Nos EUA, as encomendas à indústria subiram 0,6% em junho, impulsionadas pela demanda por maquinário e equipamentos de transporte. Já a taxa de desemprego se estabilizou em 3,7% nesse mês e foram criadas 164 mil vagas de trabalho não rural, quando 171 eram esperadas.

Em sua reunião ordinária de política monetária, o FED decidiu reduzir a taxa de juros da faixa entre 2,50% e 2,25% ao ano, para 2% e 2,25% ao ano. No comunicado sinalizou que pode não necessitar promover mais cortes.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 4,41% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 1,88%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 3,10% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,64%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S encerrou julho com alta de 0,31%, depois de ter registrado deflação de 0,02% no mês anterior. Já o IGP-M desacelerou a alta para 0,40% em julho, depois de subir 0,80% em junho.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12% no trimestre encerrado em junho, com 11,5 milhões de pessoas desempregadas. Um ano antes a taxa de desemprego era de 12,4%. Quanto á produção industrial nesse mês, a queda foi de 0,6% ante maio.

O Copom, em nova reunião realizada na semana que passou decidiu reduzir a taxa Selic de 6,50% para 6% ao ano, o menor nível histórico. Foi o primeiro corte após dez reuniões. No comunicado afirmou que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo.

Para a bolsa brasileira, a semana foi uma semana de ligeira baixa. O Ibovespa recuou 0,14%, reduzindo a variação acumulada no ano para 16,83% e a de doze meses para 26,08%. O dólar, por sua vez, avançou 2,64% na semana e o IMA-B Total caiu 0,13%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 02 de agosto, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,80% em 2019, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,25%, frente a 5,50% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,56 bilhões em 2020, frente a US$ 85,28. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI composto de julho.

Nos EUA, também teremos a divulgação do PMI composto de julho, ou seja, o índice de atividade industrial e o de serviços.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, o IPCA de julho, as vendas no varejo em junho e a ata da última reunião do Copom.

Nesta semana, no exterior, os mercados irão acompanhar atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China. No Brasil, a atenção do mercado estará voltada para a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, que deverão ter foco na economia, com a conclusão da votação da reforma previdenciária.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -02/08/19

Índices de Referência -Junho/2019

NOSSA VISÃO – 29/07/2019

Retrospectiva

O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de R$ 12,7 bilhões em junho, totalmente em linha com as expectativas. No acumulado do primeiro semestre de 2019, o déficit foi de R$ 5,7 bilhões, comparado ao rombo de R$ 14,4 bilhões em igual período de 2018. A melhoria foi fruto do melhor resultado apresentado até então, por estados e municípios.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o Banco Central Europeu – BCE manteve inalterados os juros em sua reunião ordinária. A taxa básica, a de refinanciamento e a de depósito foram mantidas em 0% e -0,4%, respectivamente. No comunicado pós reunião, o seu presidente afirmou que a perspectiva econômica está piorando mais e mais na região.

Nos EUA, foi divulgada a primeira estimativa do PIB do segundo trimestre de 2019. Houve uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre e a alta foi 2,1% em taxa anualizada. Os impactos negativos dos investimentos e das exportações foram em parte compensados por aceleração nos gastos dos consumidores e do governo.

Foram também divulgadas as encomendas de bens duráveis em junho, que subiram 2% em relação ao mês anterior, depois de dois meses consecutivos de quedas. Os novos pedidos de aeronaves tiveram alta expressiva.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de recuperação. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,30% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,54%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana avançou 1,65% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,89%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S acelerou para 0,18% na terceira quadrissemana de em julho, depois de ter registrado avanço de 0,14% na segunda. Já o IPCA-15 subiu apenas 0,09% em junho, depois de ter avançado 0,06% em junho. O resultado ficou abaixo das expectativas.

Para a bolsa brasileira, a semana foi também de baixa novamente. O Ibovespa recuou 0,61%, reduzindo a variação acumulada no ano para 16,99% e a de doze meses para 28,74%. O dólar, por sua vez, avançou 0,89% na semana e o IMA-B Total subiu 0,59%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 26 de julho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,80% em 2019, frente a 3,78% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, comparado a 5,75% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,28 bilhões em 2020, frente a US$ 84,20 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da primeira estimativa do PIB do segundo trimestre de 2019, as vendas no varejo em junho e a inflação do consumidor em julho.

Nos EUA, teremos a divulgação da taxa de desemprego em julho, as encomendas à indústria em junho e nova reunião do FED para deliberar sobre a taxa de juros.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, a produção industrial e a taxa de desemprego em junho e teremos nova reunião do Copom para deliberar sobre a taxa de juros.

No exterior, nos EUA e no Brasil, os principais eventos na semana serão as reuniões dos comitês de política monetária dos respectivos bancos centrais. Tanto no Brasil, quanto lá, o mercado estima que haverá redução da taxa básica de juros. As chances são realmente boas.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –26/07/19

Índices de Referência –Junho/2019

NOSSA VISÃO – 22/07/2019

Retrospectiva

Com o Legislativo em recesso no Brasil, as atenções dos mercados locais e também dos internacionais se voltam para a divulgação dos diversos indicadores macroeconômicos, principalmente aqueles indicativos da atividade. Neste momento os principais bancos centrais estão preparados para reduzir as suas taxas de juros, se for necessário.

Em relação à economia internacional, a zona do euro, o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em junho contra maio e teve variação de 1,3% no ano, depois de ter subido 1,2% na base anual, no mês anterior.

Nos EUA, as vendas no varejo aumentaram acima da previsão em junho, ao registrar avanço de 0,4%, o quarto aumento mensal consecutivo. Já a produção industrial nesse mês ficou estável, apesar de que uma alta era esperada.

Foi também divulgado o Livro Bege pelo FED, que reportou que a economia norte-americana tem crescido em ritmo modesto nos últimos meses e que a inflação segue fraca, mas indicando perspectivas positivas em geral.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,51% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 1,23% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,01%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S acelerou para 0,14% na segunda quadrissemana de em julho, depois de ter registrado avanço de 0,05% na primeira. Já o IGP-M subiu 0,53% na segunda prévia, depois de ter subido 0,75% na segunda prévia do mês anterior.

Conforme o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, subiu 0,54% em maio, frente a Abril e foi a primeira elevação do índice no atual governo.

Para a bolsa brasileira, a semana foi também de baixa. O Ibovespa caiu 0,44%, reduzindo a variação acumulada no ano para 17,71% e a de doze meses para 31,67%. O dólar, por sua vez, caiu 0,12% na semana e o IMA-B Total caiu 0,03%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 19 de julho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,78% em 2019, frente a 3,82% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 5,75%, comparado a 6% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, frente a 0,81% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, frente a R$ 3,80 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 84,20 bilhões em 2020, frente a US$ 85,56 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos reunião do BCE, sobre taxa de juros e a divulgação da confiança do consumidor em julho.

Nos EUA, teremos a divulgação do PIB do segundo trimestre de 2019 e dos pedidos de bens duráveis em junho.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, inclusive do IPCA-15 .

No exterior, a reunião do BCE em que novos estímulos à economia poderão ser discutidos, é o principal evento e no Brasil a divulgação do IPCA-15..

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -19/07/19

Índices de Referência -Junho/2019

NOSSA VISÃO – 15/07/2019

Retrospectiva

Com um placar muito acima do esperado (setenta e um votos acima do necessário) foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, o texto base da reforma da Previdência. A votação em segundo turno irá ocorrer no retorno do recesso parlamentar.

Cinco dos destaques foram aprovados, sendo que o texto voltou à comissão especial da casa, quando foi consolidado e também aprovado. Estima-se ao redor de 850 bilhões a economia que a reforma deverá produzir nas contas públicas nos próximos dez anos.

Em relação à economia internacional, a zona do euro, de acordo com o FMI, deverá ter crescimento econômico fraco neste ano, por conta dos crescentes riscos devido às tensões comerciais, ao Brexit e à vulnerabilidade da Itália.

Nos EUA, a inflação do consumidor foi de apenas 0,1% em junho, mas o núcleo teve variação de 0,3%, contra 0,1% que era esperado. O preço dos aluguéis, vestuário e veículos usados se fortaleceram no mês, ajudando a compensar a fraqueza nos preços dos alimentos e da energia.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi mais de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,95% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,62%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,78%, mas o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,28%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S acelerou para 0,05% na primeira quadrissemana de em julho, depois de ter caído 0,02% no mês anterior. Já o IGP-M subiu 0,40% na primeira prévia, depois de ter subido 0,73% no mês anterior.

Quanto ao IPCA, a queda nos preços dos alimentos e combustíveis fez a inflação de junho ser a menor do ano. A alta foi de apenas 0,01%, abaixo ainda do 0,12% registrado em maio. No primeiro semestre a inflação brasileira foi de 2,23% e de 3,37% em doze meses. Já o INPC também subiu 0,01% em junho, 2,45% no ano e 3,31% em doze meses.

Conforme o IBGE, as vendas do comércio varejista caíram 0,1% em maio, frente a abril, mas na comparação com 2018 tiveram alta de 1%.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de ligeira baixa. O Ibovespa caiu 0,18%, reduzindo a variação acumulada no ano para 18,23% e a de doze meses para 35,66%. O dólar, por sua vez, caiu 1,97% na semana e o IMA-B Total subiu 0,67%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 12 de julho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,82% em 2019, frente a 3,80% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, contra 3,91% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 6,00%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,81%, frente a 0,82% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, frente a 2,20% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,56 bilhões em 2020, frente a US$ 84,68 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em junho, bem como do Livro Bege.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação e IBC-Br de maio.

No exterior, o Livro Bege nos dará uma ideia sobre o andamento da economia norte americana em maio-junho e no Brasil, com o recesso parlamentar o foco do mercado estará em novas medidas que o governo prepara.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –12/07/19

Índices de Referência –Junho/2019

 

NOSSA VISÃO – 01/07/2019

Retrospectiva

Sem dúvida, a grande notícia da semana que passou foi a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Tendo sido iniciadas há 20 anos, as negociações foram interrompidas em 2004 e relançadas em 2010, até que na última sexta-feira foi concluída a parte comercial do acordo, que eliminará as tarifas de importação de mais de 90% dos produtos negociados entre os dois blocos.

Assim, os países do Mercosul e da União Europeia formarão uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Juntos os dois blocos representam cerca de 25% da economia mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas.

Para o Brasil, segundo estimativa do Ministério da Economia, o acordo poderá gerar aumento do PIB de até R$ 125 bilhões em quinze anos e considera a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. O presidente espera que o Congresso brasileiro seja um dos primeiros a aprovar o acordo.

Quanto à reforma da Previdência, a Câmara dos Deputados cancelou a reunião da comissão especial agendada para a última quinta-feira, em que o relator iria apresentar nova versão da proposta. Nesta segunda-feira o partido do presidente irá decidir se vai ou não apresentar destaques na votação do relatório, que deverá ser apresentado pelo relator no dia seguinte.

Em relação à economia internacional, merece destaque a reunião do G-20 realizada neste último final de semana, sendo que o principal fato acabou sendo o encontro entre o presidente americano e o chinês, em que uma nova trégua na guerra comercial entre os dois países foi anunciada, permitindo a retomada das negociações.

Na zona do euro, a estimativa inicial da agência Eurostat apontou que a inflação anual do consumidor em junho foi de 1,2%, a mesma do mês de maio, resultado que continua muito abaixo da meta de 2% do BCE.

Nos EUA, de acordo com a última estimativa, o PIB do primeiro trimestre de 2019 cresceu a uma taxa anual de 3,1%, com as despesas dos consumidores, que representa dois terços da atividade econômica do país crescendo 0,5%, o menor aumento do último ano.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,70% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,24%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,29% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 2,22%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S teve deflação de 0,02% em junho, depois de ter subido 0,22% em maio. Já o IGP-M acelerou para 0,80% em junho, depois de ter subido 0,45% no mês anterior.

Quanto ao IPCA-15, a alta de 0,06% em junho foi a mais baixa para o mês desde o ano de 2006, quando recuou 0,15%. No acumulado de doze meses a desaceleração foi 4,93% até maio, para 3,84% até junho.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil foi de 12,3% no trimestre encerrado em maio, abaixo dos 12,4% do trimestre encerrado em abril. O número de desempregados era de 12,98 milhões de pessoas.

Em relação a ata da última reunião do Copom, foi reforçada a ideia de que a inflação pode ficar em torno da meta neste ano, em um cenário de taxa básica de juros mais baixa que os atuais 6,50% ao ano.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de baixa. O Ibovespa caiu 1,03%, reduzindo a variação acumulada no ano para 14,88% e a de doze meses para 38,76%. O dólar, por sua vez, subiu 1,01% na semana e o IMA-B Total subiu 0,75%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 28 de junho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,80% em 2019, frente a 3,82% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,91%, contra 3,95% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, frente a 5,75% na pesquisa anterior e em 2020 em 6,00%, frente a 6,50% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,85%, frente a 0,87% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,20%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 84,36 bilhões em 2020, frente a US$ 84,28 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da taxa de desemprego e das vendas no varejo em maio.

Nos EUA, teremos a divulgação das encomendas à indústria em maio e da taxa de taxa de desemprego e criação de vagas de trabalho não rural em junho.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação e a produção industrial em maio.

No exterior, em semana com feriado nos EUA, o relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano é o dado mais importante. No Brasil o foco do mercado estará no avanço da proposta de reforma da Previdência.

Importante destacarmos a realização de nosso Comitê de Investimento na semana que passou. Em nossas análises enxergamos o cenário internacional mais tranquilo, principalmente no que diz respeito aos impactos de uma guerra comercial EUA x China. Considerados os fundamentos macroeconômicos, continuou prevalecendo uma inflação do consumidor muito baixa nos países desenvolvidos, o que pode até possibilitar a queda dos juros norte-americanos e da zona do euro, caso a atividade econômica fraqueje.

No Brasil, tem sido indiscutível a solidez do balanço dos pagamentos no aspecto internacional por um lado, bem como a baixa inflação em uma economia ainda fragilizada por outro lado. Não foi à toa que depois de um longo período estimando a taxa Selic em 6,50% no final deste ano, o mercado, através da Pesquisa Focus houve por bem reduzir essa estimativa para 5,50% no último relatório, o que possibilita quedas adicionais das taxas de juros praticadas nos mercados.  Há que se considerar também o otimismo com o avanço das reformas.

Assim, em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –28/06/19

Índices de Referência –Maio/2019

NOSSA VISÃO – 24/06/2019

Retrospectiva

Um dia antes que se iniciasse o fim de semana mais longo, na semana que passou, tanto o banco central norte-americano, quanto o brasileiro, deram motivos para que a bolsa tivesse uma boa alta e os juros de mercado uma boa queda em ambos os mercados financeiros.

Nos EUA o FED manteve a taxa básica de juros na faixa entre 2,25% e 2,50% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de cortes futuros ainda este ano e prometeu agir para sustentar o crescimento econômico.  Os rendimentos dos títulos do tesouro americano caíram abaixo de 2% ao ano, fato que não ocorria desde 2016 e os índices das bolsas atingiram níveis recorde.

No Brasil, o Banco Central manteve a taxa Selic em 6,50% pela décima vez seguida, mas sugeriu que há espaço para a queda dos juros desde que a aprovação da reforma da previdência evolua de forma concreta. Paralelamente, o grupo de economistas que mais acertaram as previsões contidas na Pesquisa Focus, o chamado Top 5, com a inflação baixa e a atividade econômica muito fraca passou a ver a taxa básica mais baixa tanto neste ano, quanto no próximo.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, após revisão foi confirmada a desaceleração da inflação anual do consumidor em 1,2% no mês de maio, resultado muito abaixo da meta de 2% do BCE.

Nos EUA, como dissemos, o comitê de política monetária do FED manteve a taxa básica de juros inalterada.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 2,01% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,84%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana avançou 2,20% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,67%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S teve deflação de 0,05% na terceira quadrissemana de junho, depois de ter subido 0,04% na segunda. Já o IGP-M acelerou um pouco mais a alta a 0,75% na segunda prévia de junho, depois de ter subido 0,73% no mesmo período do mês anterior.

Para a bolsa brasileira, foi também outra semana de alta. O Ibovespa subiu 4,05%, atingindo nova pontuação recorde em termos nominais. No ano a variação positiva é de 16,07% e em doze meses de 44,41%. O dólar, por sua vez, caiu 1,44% na semana e o IMA-B Total subiu 1,67%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 21 de junho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,82% em 2019, frente a 3,84% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,95%, contra 4,00% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,75%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 6,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,87%, frente a 0,93% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,20%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, frente a US$ 84,30 bilhões na última pesquisa e de US$ 84,28 bilhões em 2020, frente a US$ 84,36 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da estimativa da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, teremos a divulgação de nova estimativa do PIB do primeiro trimestre de 2019 e dos pedidos de bens duráveis em maio.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, inclusive do IPCA 15, bem como a ata da última reunião do Copom e da taxa de desemprego em maio.

No exterior, a confirmação do PIB do primeiro trimestre do ano dos EUA e no Brasil a última apuração da taxa de desemprego são os eventos mais importantes.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –21/06/19

Índices de Referência –Maio/2019