NOSSA VISÃO – 09/12/2019

Retrospectiva

Após dias de forte volatilidade nas bolsas mundiais, devido às idas e vindas ao avanço do acordo comercial entre EUA e China, a maioria dos mercados encerrou a semana no azul.

No início da semana o presidente Donald Trump manifestou desprezo ao acordo comercial, ao declarar que não seria de todo ruim esperar até depois das eleições americanas em 2020 para firmar o pacto, num gesto claramente populista em meio ao processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. Trump também disparou sua artilharia contra o Brasil e Argentina, ao ameaçar taxar o aço e o alumínio em represália à desvalorização das moedas locais frente ao dólar. A França também não foi poupada, após Donald Trump ameaçar com imposição de tarifas de 100% sobre importações francesas em retaliação por impostos sobre empresas de tecnologia norte-americanas. São ações claramente eleitoreiras, visando angariar simpatia dos americanos em meio às pressões pré-eleitorais.

Em novembro, a atividade norte-americana deu sinais de moderação, conforme divulgou o Instituto para a Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês). O índice calculado para o setor de serviços recuou a 53,9 pontos, ante 54,7 pontos em outubro, indicando desaceleração no ritmo de expansão do segmento. Já a consultoria IHS Markit revelou uma recuperação marginal da atividade do setor, com os números indicando uma retomada de novas encomendas. O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) avançou a 51,6 pontos em novembro, ante 50,6 pontos da leitura anterior.

Conforme divulgou o Departamento de Trabalho dos EUA, a geração de empregos no setor privado em novembro ficou em 266 mil novos postos, a máxima desde janeiro, e a taxa de desemprego oscilou para 3,5%, o menor patamar em 50 anos. Os números foram impulsionados pela retomada do trabalho após uma greve de trabalhadores da General Motors (GM).

Na China, foi divulgado pela agência Caixin/Markit que o PMI de serviços avançou para 53,5 pontos em novembro, ante 51,5 em outubro. Já o PMI composto da indústria e serviços subiu de 52,0 pontos em outubro, para 53,2 pontos em novembro, o maior nível em 21 meses.

Na zona do euro, destaque para as manifestações populares na França contra a reforma da previdência. Antes mesmo de serem conhecidas alterações a serem propostas, alguns serviços essenciais foram paralisados devido a greves.

A agência IHS Markit divulgou que o PMI para a zona do euro continuou a sinalizar crescimento marginal do setor privado. O índice permaneceu em 50,6 pontos no mês de novembro, repetindo a leitura de outubro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,52 e o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -1,45%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,16% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, avançou 0,26%.

Por aqui, foi divulgado pelo IBGE que o PIB do terceiro trimestre avançou 0,6%, uma leve recuperação diante do crescimento do segundo trimestre, que teve o número revisado para 0,5%. O número foi puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento privado. Em relação ao terceiro trimestre de 2018, o crescimento foi de 1,2%. Embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava, o número deve ser comemorado.

Do lado dos preços, o IBGE divulgou que o IPCA, índice que mede a inflação oficial do Brasil, cresceu 0,51% em novembro, ante 0,10% n o mês anterior. O número foi o maior para o mês de novembro desde 2015. O acumulado do ano foi para 3,12% e o dos últimos doze meses, para 3,27%. A dispersão do índice foi generalizada, com sete dos nove grupos pesquisados em alta. Destaque para o grupo de Despesas Pessoais, com alta de 1,21%, e Alimentação e Bebida, com alta de 0,72% e peso relevante no índice.

Para a bolsa brasileira a semana foi de recuperação e recordes. O Ibovespa avançou 2,67% na semana, aos 111.125 pontos, acumulando valorização no ano de 26,44% e 26,11% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,146 na venda, o menor nível desde 11 de novembro. Na semana, a moeda norte-americana recuou 2,25%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de -1,05%, acumulando ganhos no ano de 21,80%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quinta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,84%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,52%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão também foi mantida em 4,50%. Para 2020, o Top 5, grupo formado pelas instituições financeiras que mais acertam as previsões, projeta a Selic em 4,00% ao ano.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,10%, ante 0,99% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,24% ante 2,22% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,08%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi alterada para R$ 4,15, ante R$ 4,10 da semana anterior. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi ajustada de R$ 4,01 para R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 75,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Entre os principais destaques da agenda desta semana estão as reuniões dos bancos centrais dos EUA, Europa e do Brasil, que decidirão sobre as taxas de juros locais. Nos EUA, os dados relativos ao mercado de trabalho, divulgados na sexta-feira, devem nortear os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) sobre o futuro do juro norte-americano. A expectativa é de que os dados confirmem o cenário de reaquecimento da economia local, e a manutenção do juro é o cenário mais provável.

Já o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) também se reunirá nesta semana, e o consenso do mercado é pela redução de 0,50 pontos bases, trazendo a Selic a 4,50% ao ano, apesar das recentes pressões de preços sobre a inflação corrente, sendo o mais provável que o comunicado pós-reunião deixe em aberto os movimentos futuros do comitê.

Na zona do euro, o banco central europeu (BCE, na sigla em inglês) deverá manter uma política de expansão monetária, após sinais recentes de que a economia da região está atingindo seu nível mínimo.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –06/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 02/12/2019

Retrospectiva

Em semana encurtada devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA, as atenções se voltaram para a batalha comercial travada entre a China e os Estados Unidos, com sinais controversos entre avanços e recuos.

Na quarta-feira o presidente Donald Trump, que vem declarando intenção de assinar o acordo comercial em primeira fase, sancionou projeto de lei em apoio aos direitos humanos em Hong Kong, estado semiautônomo no território chinês. O Ministério de Relações Exteriores da China criticou a ação, afirmando em comunicado que esse movimento interferiu seriamente nos assuntos internos da China.

Nos EUA, foi divulgado pelo Departamento de Comércio em segunda estimativa que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre, número acima da primeira prévia divulgada no mês passado, que estimava aumento de 1,9%, enquanto no segundo trimestre a economia norte-americana avançou 2,0%.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o número de cidadãos que solicitaram auxílio desemprego caiu para 213 mil na semana encerrada em 23 de novembro, 15 mil a menos do que na semana anterior. Os pedidos haviam registrado máximas de cinco meses nas duas semanas anteriores, apontando para alguma fraqueza no mercado de trabalho.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 49,3 em outubro para 50,2 em novembro, conforme divulgou o Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado veio acima das expectativas que projetavam alta para 49,5. Também foi a primeira vez em sete meses que o indicador ficou acima de 50, o que indica expansão da atividade. Por sua vez, o PMI de serviços avançou para 54,4 em novembro, ante 52,8 registrados em outubro.

No Japão, foi divulgado que as vendas no varejo caíram 7,1% em outubro, na comparação com o ano anterior, acima das previsões que apontavam queda de 4,4%.  A queda foi reflexo do aumento da alíquota de imposto sobre as vendas, que saltou de 8% para 10% afetando, sobretudo os itens mais caros, como carros e eletrodomésticos, além de roupas.

Na zona do euro, foi divulgado pela agência Eurostat que o desemprego registrou queda em outubro, passando de 7,6% em setembro para 7,5%, o menor nível desde julho de 2008. Entre os 19 países que compõem o bloco, a Alemanha registrou desemprego de 3,1% e teve o menor índice. A maior taxa foi registrada na Grécia, de 16,2% conforme dados de agosto.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,55% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,27%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,39% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,78%.

Por aqui, foi divulgado que o Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela FGV, subiu 1,4 ponto em novembro, para 95,0 pontos, maior nível desde fevereiro deste ano, influenciada pela melhora do otimismo do empresário. Em médias móveis trimestrais, o índice cresceu 0,9 ponto no mês.

Conforme divulgou o IBGE, a taxa de desemprego no país fechou em 11,6% no trimestre encerrado em outubro, ante 11,8% do trimestre anterior, e 11,7% em relação ao mesmo trimestre em 2018, e registrou 12,4 milhões de pessoas desocupadas. Já a população que trabalha sem carteira assinada continua batendo recorde, chegando a 11,9 milhões de pessoas.  Assim, a recuperação do mercado de trabalho no país continua lenta e marcada pela informalidade.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ajustes. O Ibovespa recuou -0,42% na semana, acumulando valorização no ano de 23,15% e 20,93% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,241 na venda. Na semana, a moeda norte-americana valorizou 1,14%, em meio a declarações do ministro da economia, Paulo Guedes, de que o dólar tende a um patamar mais alto diante da redução estrutural da taxa Selic. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,91%, acumulando ganhos no ano de 20,53%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quarta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,52%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,46%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão também foi mantida em 4,50%. Para 2020, o Top 5, grupo formado pelas instituições financeiras que mais acertam as previsões, projeta a Selic em 4,00% ao ano.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 se manteve nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano é de 0,99%. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,22% ante 2,20% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 4,10. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi ajustada de R$ 4,00 para R$ 4,01.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 75,00 bilhões, ante US$ 77,00 da semana anterior. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Entre os principais destaques da agenda externa estará a divulgação do Relatório de Emprego dos EUA (Payroll, na sigla em inglês), que deverá confirmar a solidez da economia norte-americana, reduzindo espaço para cortes adicionais do juro pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês). As previsões apontam para a criação de 190 mil novas vagas em novembro.

Por aqui, destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre pelo IBGE. As estimativas apontam para um avanço de 0,1% em relação ao trimestre anterior.

Destaque também para a divulgação do IPCA de novembro, a ser revelado pelo IBGE na sexta-feira. As estimativas apontam para alta de 0,50%, com pressão vinda dos itens de energia, devido à bandeira tarifária, e combustível devido à alta nos preços dos derivados do petróleo.

As atenções permanecerão voltadas ao acordo comercial entre EUA e China, em meio às incertezas em relação à capacidade dos dois lados chegarem a bom termo. A China elege como prioridade para assinatura do acordo a retirada de tarifas existentes sobre produtos chineses, enquanto os EUA programaram para meados de dezembro nova rodada de tarifas adicionais de 15% para mais de US$ 150 bilhões em produtos da China.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –29/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 25/11/2019

Retrospectiva

No início da semana, foi divulgado que o Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou inesperadamente uma importante taxa de financiamento do mercado monetário, evidenciando a preocupação das autoridades chinesas com o crescimento da economia local, à medida que o crescimento oscila perto da mínima de três décadas. Historicamente, as autoridades chinesas prescrevem maiores gastos em infraestrutura, cortes de impostos e injeções de liquidez, em detrimento da redução de custos financeiros, para atenuar a desaceleração da economia.

No Japão, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto avançou para 49,9 pontos na leitura preliminar de novembro, conforme divulgou a agência IHS Markit. O PMI da indústria teve alta de 48,4 em outubro para 48,6 na prévia de novembro. Já o PMI de serviços subiu de 49,7 no mês passado para 50,4 na preliminar deste mês, o que indica expansão da atividade nesse setor da economia japonesa.

Na zona do Euro, destaque para a divulgação do PMI da vários países e também do bloco. O PMI composto do bloco, que inclui indústria e serviços, caiu de 50,6 em outubro para 50,3 na prévia de novembro, conforme divulgou a agência IHS Markit, revelando estagnação da economia da região. Na Alemanha, o PMI composto avançou para 49,2 na prévia de novembro, após ter registrado 48,9 em outubro.

Nos EUA, a leitura preliminar do PMI veio melhor do que o esperado. O índice de gerente de compras da indústria americana subiu para 52,2 neste mês, ante 51,3 em outubro. No setor de serviços, o indicador subiu para 51,6, de 50,6, batendo o consenso de 51,0. O índice composto, que reúne indústria e serviços, veio dentro do esperado, a 51,9, acima dos 50,9 de outubro. Leituras acima de 50,0 indicam expansão da atividade.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi queda na maioria das praças. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -0,59 e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,33%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou -0,33% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -0,82%.

Do lado doméstico, foi divulgado pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Fazenda os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED de outubro. A geração de empregos formais no país subiu pelo sétimo mês consecutivo, com o saldo positivo de 70.852 novas vagas, ante previsão de 65 mil, resultado de 1.365.054 admissões e 1.294.202 desligamentos no período. A pesquisa apresentou um estoque total de empregos em 39,2 milhões, superior aos 38,7 milhões registrados em outubro de 2018.

O IPCA-15, prévia do indicador oficial de inflação, registrou alta de 0,14% em novembro, após ter avançado 0,09% em outubro, conforme informou o IBGE. Esse é o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa foi de -0,11%. Os grupos Vestuário (0,68%) e Despesas Pessoais (0,40%) foram os que apresentaram as maiores altas do índice. Já o principal impacto positivo partiu do segmento de Habitação, que teve variação de -0,22% e influência de -0,04 ponto porcentual no índice.

Para a bolsa brasileira a semana foi de alta. O Ibovespa recuou 2,00% na semana, acumulando valorização no ano de 23,67% e 26,05% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,1929 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,01%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,25%, acumulando ganhos no ano de 21,64%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram a mediana para o IPCA deste ano para 3,46%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,33%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi ajustada para 4,50%, ante 4,25% da semana anterior. Para 2020, o Top 5, grupo formado pelas instituições financeiras que mais acertam as previsões, projeta a Selic em 4,00% ao ano.

A projeção do mercado para o PIB voltou a crescer nesta semana. A expectativa de crescimento da economia em 2019 subiu de 0,92% para 0,99%, após estabilidade nas duas pesquisas anteriores. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,91%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,20 ante 2,17% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 passou de R$ 4,00 para R$ 4,01. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,00 pela quinta semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 77,00 bilhões, ante US$ 80,00 da semana anterior. Há um mês, estava em US$ 80,35 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em semana que será encurtada devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA, ainda assim os negócios serão movimentados por uma agenda que deverá adicionar volatilidade aos mercados.

As lideranças das duas maiores potências econômicas do planeta manifestaram o desejo de fechar um acordo comercial preliminar, interrompendo uma batalha tarifária que já dura 16 meses, com reflexos na economia global. Houve uma convergência maior no final da semana, com o governo chinês divulgando compromisso para estabelecer penas maiores em casos de violações de direitos de propriedade intelectual, buscando atender um dos principais pontos da discórdia entre os países. Os próximos dias serão decisivos, e deverão trazer sinais mais fortes sobre o desfecho.

Nos EUA, serão conhecidos os dados dos PMIs industriais regionais, que trará perspectivas sobre o ritmo do setor fabril, bem como dados de confiança do consumidor americano, que junto da Black Friday darão importantes sinais sobre o consumo por lá. Destaque para a divulgação do PIB americano a ser conhecido na quarta-feira, que certamente balizará a decisão sobre juros que o FED, o banco central, vai tomar na última reunião do ano em dezembro.

Na zona do Euro, serão revelados dados sobre a inflação da região, em meio ao início do mandato da nova chefe do BCE, Christine Lagarde, bem como a taxa de desemprego de outubro.

Na agenda doméstica, destaque para a publicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD Contínua de outubro, que irá revelar a evolução do mercado de trabalho brasileiro, além de dados da confiança do consumidor.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –22/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 18/11/2019

Retrospectiva

Nos EUA, foi divulgado que o índice de produção industrial do FED, o banco central norte-americano, desacelerou em outubro, em grande parte devido à queda de 7,1% na fabricação de automóveis em razão da grave de funcionários da General Motors. A queda do índice foi de 0,8%, a maior desde maio de 2018.

Ainda por lá, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que o índice de preços ao consumidor ficou em 0,4% em outubro, após leitura estável em setembro, com as famílias pagando mais por alimentos, saúde e energia. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 1,8%, ficando acima da expectativa do mercado, de 1,7%.

As vendas do varejo norte-americano cresceram 0,3% em outubro, após uma queda de 0,3% no mês anterior, e acima das expectativas do mercado, conforme divulgou o Departamento de Comércio.

Na China, a produção industrial teve alta de 4,7% em outubro, conforme divulgou o Instituto Nacional de Estatística, ante previsão de 5,4%. Em setembro, o índice havia crescido 5,8%. Já as vendas no varejo, que refletem o consumo da população, aumentaram 7,2%, embora seja o ritmo mais lento em seis meses. Já o crescimento do investimento em capital fixo foi de 5,2% em outubro.

No Japão, foi divulgado que a economia expandiu a um ritmo de 0,2% anualizado no terceiro trimestre, registrando o quarto trimestre consecutivo de crescimento. Em base trimestral, o PIB aumentou 0,1%, menos que a taxa de 0,2% prevista. O consumo privado, que representa cerca de 60% da economia, cresceu 0,4%, e os gastos de capital aumentaram 0,9%, enquanto as exportações caíram 0,7%.

Na zona do euro, foi divulgado que o PIB expandiu 0,2% no terceiro trimestre, ante o segundo, conforme informou a agência Eurostat. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,2%. O crescimento foi puxado pelo PIB da Alemanha que avançou 0,1% no trimestre, ante expectativa de contração.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,10% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,77%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,88% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,38%.

Do lado doméstico, foi divulgado pelo IBGE que as vendas do comércio varejista nacional cresceram 0,7% em setembro na comparação com agosto, acumulando crescimento de 2,4% no ano. As maiores altas em setembro ocorreram nos segmentos de Móveis e eletrodomésticos (5,2%), Tecidos, vestuário e calçados (3,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%) e Combustíveis e lubrificantes (1,2%).

O índice de confiança do consumidor recuou 0,3% em outubro, conforme divulgou a Fundação Getúlio Vargas – FGV, após alta nos últimos dois meses. Por outro lado, há sinais de aumento moderado na confiança. Comparativamente, de janeiro a junho o índice de confiança recuou, em média, 0,75% ao mês, enquanto de julho a outubro o índice registrou alta média de 0,23% ao mês, considerando a série dessazonalizada.

Já o índice de atividade do banco central – IBC-Br, considerado a prévia do PIB, avançou 0,44% em setembro, acima do esperado pelo mercado. No terceiro trimestre o avanço foi de 0,91%, na comparação com o trimestre anterior.

Para a bolsa brasileira a semana foi de baixa. O Ibovespa recuou -0,99% na semana, acumulando valorização no ano de 21,24% e 23,94% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,193 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,64%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,36%, acumulando ganhos no ano de 21,95%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro alteraram a mediana para o IPCA deste ano para 3,33%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,31%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi ajustada para 4,25%, ante 4,50% da semana anterior.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 manteve-se em 0,92% pela segunda semana consecutiva, revelou o documento. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,88%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,17%, ante 2,08% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa também foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Após uma semana mais curta devido ao feriado da Proclamação da República, a agenda reserva uma série eventos que deverão ser acompanhados de perto.

O noticiário político ganha destaque, com os riscos geopolíticos na região da América do Sul seguindo na pauta e afetando o humor dos investidores. Enquanto no Chile, que enfrenta uma onda de protestos, o banco central local anunciou intervenção no câmbio, na Bolívia a senadora Jeanine Añez, presidente interina do país, apressou-se em anunciar que serão convocadas eleições presidenciais.

Nos EUA, destaque para a divulgação da ata da última reunião do FOMC, o comitê de política monetária do FED, que deverá indicar os próximos movimentos do juro americano, além da divulgação  do índice  de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês).

Na zona do euro, serão revelados dados preliminares do PMI de novembro da Alemanha e também do bloco.

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do IPCA-15 de novembro, com pressão da energia elétrica sobre o indicador. Também serão revelados os dados do CAGED de outubro, com previsão de criação de 65 mil vagas de trabalho.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 11/11/2019

Retrospectiva

Na semana foram divulgados indicadores que medem o nível de atividade da indústria de diversos países.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de atividade de serviços da IHS Markit registrou 50,6 pontos em outubro, uma leve queda diante dos 50,9 registrados em setembro. A queda foi influenciada pela demanda fraca de clientes, diante da hesitação em fazer novos pedidos de compras.

Ainda por lá, a atividade econômica do setor não manufatureiro registrou crescimento em outubro pelo 117º mês consecutivo. O índice registrou 54,7 pontos em outubro, acima da leitura de 52,6 pontos em setembro. Conforme informou a agência NMI, treze indústrias não manufatureiras registraram crescimento, a despeito das preocupações com tarifas e o clima geopolítico.

Na China, o índice do setor de serviços caiu a 51,1 pontos em outubro, ante 51,3 pontos em setembro, conforme divulgou a agência Caixin/Markit. O número igualou a mínima registrada em fevereiro, entretanto permanece acima dos 50 pontos, que separa crescimento e contração, desde o final de 2005.

Na zona do euro, o índice de gerentes de compras industrial subiu de 45,7 em setembro para 45,9 em outubro, conforme divulgou a IHS Markit. Na Alemanha, o PMI industrial, na mesma passagem, subiu de 41,7 para 42,1.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu manter sua taxa de juros de referência em 0,75% ao ano. Entretanto, a decisão não foi unânime, com dois membros defendendo corte de 0,25 ponto percentual. A autoridade monetária também cortou suas previsões para crescimento da economia local, ao afirmar que o crescimento será limitado por um ambiente global mais fraco e pelas novas barreiras comerciais que entrarão em vigor imediatamente após o Brexit.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta diante dos indicadores divulgados, dos avanços nas negociações tarifárias entre EUA e China, além da divulgação de resultados das empresas listadas nas bolsas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,06% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,78%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,85% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,37%.

Do lado doméstico, foi divulgada a ata da última reunião do COPOM, que reduziu a Selic a 5,0% ao ano. O documento ratificou novo corte de meio por cento na próxima reunião, porém não deu pistas para os movimentos futuros do colegiado.

O IBGE divulgou que o IPCA de outubro apresentou variação de 0,10%, ante deflação de -0,04% em setembro. Ainda assim, este foi o menor resultado para o mês de outubro desde 1998. Contribuiu para a manutenção do índice em patamar baixo o grupo de Habitação, que registrou deflação de -0,61%, enquanto os vilões foram os grupos de Vestuário (0,63%), Saúde (0,40%) e Transportes (0,45%). Já o INPC, também divulgado pelo IBGE, apresentou alta de 0,04% em outubro, ante -0,05% registrado em setembro.

Para a bolsa brasileira a semana foi de baixa. Além do movimento de realização de lucros, a sessão de sexta-feira da B3 repercutiu a decisão do STF sobre a prisão em segunda instância.  O Ibovespa recuou -0,52%na semana, acumulando valorização no ano de 22,46% e 25,67% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,168 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 4,33%, a maior alta semanal em mais de um ano. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -1,24%, acumulando ganhos no ano de 22,40%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro alteraram a mediana para o IPCA deste ano para 3,31%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,29%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi mantida em 4,50%.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 manteve-se em 0,92%, encerrando um ciclo de três altas consecutivas, revelou o documento. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,08%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 81,85 bilhões. Para 2020, a expectativa também foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 83,20 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Na agenda da semana, destaque para as falas do presidente norte-americano Donald Trump e do presidente do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), Jerome Powell, em meio a uma incerteza renovada sobre as perspectivas de um acordo tarifário em primeira fase entre EUA e China.

Também serão revelados dados sobre o crescimento trimestral de vários países, além de dados da inflação, vendas no varejo e produção industrial nos EUA.

Por aqui, serão revelados os dados das vendas no varejo referentes ao mês de setembro, além do índice de confiança do consumidor medido pela FGV.

Também deverá ser digerido pelo mercado os impactos da reforma econômica proposta pelo Planalto, o chamado “Plano Mais Brasil”, que propõe uma série de medidas que visam reduzir o custo do Estado.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –08/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 04/11/2019

Retrospectiva

Mais uma semana em que o noticiário político e econômico determinou os rumos do mercado, com o apetite a riscos dos investidores mantendo o ritmo de apreciação dos preços dos ativos negociados nos mercados financeiros globais.

Destaque para a reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que decidiu reduzir a taxa básica de juros norte-americana em 0,25 pontos base, para o intervalo de 1,50% a 1,75%, a terceira queda do ano. Mesmo que o corte já estivesse precificado pelo mercado, o temor era de que houvesse uma mudança de direção depois da divulgação de indicadores do setor de trabalho e de atividade dos EUA. Após a decisão, o presidente do FED, Jerome Powell, declarou que novos cortes no juro são improváveis enquanto as condições de inflação, emprego e atividade permanecerem nos patamares atuais.

Conforme divulgado pelo escritório oficial de estatísticas, o PIB norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 1,9% no terceiro trimestre, uma leve desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando o PIB expandiu 2,0%, porém acima das previsões levantadas pela agência Reuters, de 1,6%. O número foi puxado pelos gastos dos consumidores e um aumento nas exportações.

Ainda por lá, foi divulgado o relatório de empregos não agrícolas (payroll, na sigla em inglês), que mostrou uma criação de 128 mil postos de trabalho em outubro, bem acima da mediana das projeções levantadas pela agência Broadcast, de 75 mil postos. A taxa de desemprego ficou estável em 3,6%.

Na zona do Euro, foi divulgado que o crescimento do PIB foi de 0,2% no terceiro trimestre, o mesmo número do trimestre anterior, conforme revelou a agência Eurostat, número superior as estimativas que apontavam crescimento de 0,1%. Nesse contexto, o Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês) deve manter sua política de juros muito baixa para apoiar a economia, em um ambiente de inflação abaixo de 2% ao ano.

Na Ásia, destaque para a reunião do Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) que decidiu pela manutenção da política monetária expansionista, mantendo a taxa de juros inalterada, em -0,1% no curto prazo e em zero para o rendimento do título de 10 anos. Após a reunião, o presidente do BoJ, Haruhiko Koruda, disse que ainda há espaço para mais redução a fim de evitar que as incertezas globais prejudiquem a economia local.

Ainda no continente asiático, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 51,4 em setembro para 51,7 em outubro, maior leitura registrada desde fevereiro de 2017. Conforme revelou a agência IHS Markit, a melhora substancial da demanda interna e externa contribuiu para a robustez do número.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,52% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,30%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,57% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,22%.

Do lado doméstico, destaque para a decisão do Comitê de Política Monetária – COPOM – do BACEN, que decidiu por nova redução do juro doméstico para 5,0% ante os 5,5% vigentes. A decisão era amplamente esperada pelo mercado, que já precificava sua magnitude nas transações com contratos de DI futuros. No comunicado pós-reunião, o Copom indicou que deverá fazer um novo corte na próxima reunião, marcada para 11 de dezembro, reduzindo a Selic para 4,5% ao ano.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações, seguindo o movimento das principais praças. O Ibovespa avançou 0,77% na semana, a quarta consecutiva de alta, acumulando valorização no ano de 23,11% e 22,37% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 3,995 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,36%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,94%, acumulando ganhos no ano de 23,93%.

 

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2019, mesmo número da pesquisa anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi mantida em 4,50%.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 passou de 0,91% para 0,92%, a terceira alta consecutiva conforme o documento revelado hoje. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi de US$ 80,35 bilhões da semana passada para US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 83,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 84,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Na agenda da divulgação de dados da economia, destaque para a revelação da ata da última reunião do Copom, prevista para ocorrer amanhã. O documento poderá dar indícios da trajetória esperada para o juro no próximo ano.

No campo da inflação, o IBGE prevê divulgar os dados da inflação oficial do país, medido pelo IPCA na próxima quinta-feira. Conforme as previsões do mercado financeiro, o indicador deverá ser de alta de 0,08%. A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, teve alta de 0,09% em outubro. Na sexta-feira o IBGE divulga os dados da Pesquisa Industrial Mensal – PIM, referente a setembro.

No cenário externo, as atenções devem se voltar para os dados da indústria e serviços, com os PMIs de países desenvolvidos a serem divulgados ao longo da semana, além da decisão sobre juros do banco central inglês (BoE, na sigla em inglês).

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –04/11/19

Índices de Referência –Setembro/2019

NOSSA VISÃO – 28/10/2019

Retrospectiva

Mais uma semana em que o noticiário político e econômico determinou os rumos do mercado, com o apetite a riscos dos investidores mantendo o ritmo de apreciação dos preços dos ativos negociados nos mercados financeiros globais.

EUA e China mantiveram conversas animadoras e avançaram em temas específicos do acordo tarifário. O gabinete do representante comercial americano emitiu comunicado informando que as partes estão próximos de concluir algumas seções do acordo da chamada “fase 1”, cujo foco é o tema “propriedade intelectual”.

Na região do Euro, a Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou, por maioria de votos, o acordo para a saída da união europeia proposto pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Porém, não foi aprovado o cronograma de saída, cuja data está marcada para 31 de outubro. Com isso, o bloco deverá decidir sobre a extensão do prazo.

O Banco Central Europeu, o BCE, decidiu manter a política monetária da região inalterada, com a taxa de refinanciamento mantida em 0% e a de depósito em -0,50%. A autoridade monetária local também confirmou que retomará seu programa de alívio quantitativo (QE, na sigla em inglês), através do qual comprará 20 bilhões de euros em ativos mensalmente a partir de 1º novembro.

O índice de confiança do consumidor da zona do Euro caiu mais que o previsto em outubro, com recuo em 1,1 pontos, para -7,6 pontos, ante uma leitura de -6,5 pontos em setembro. Conforme a Comissão Europeia, o índice mantém uma trajetória acima da média de longo prazo, de -10,7 pontos.

Ainda na zona do Euro, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores industrial e de serviços subiu para 50,2 pontos, ante 50,1 pontos em setembro, conforme informou a agência IHS Markit. Destaque para o setor de serviços do bloco que aumentou de 51,6 em setembro para 51,8 em outubro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi movida também pela safra de balanços trimestrais divulgados, com destaque para os resultados corporativos das empresas do setor de tecnologia. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,07% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 2,43%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,22% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 1,37%.

Do lado doméstico, em semana de agenda fraca, foi divulgado que o Índice de Confiança do Comércio – ICOM, da FGV, passou para 98,4 pontos, ante 97,2 pontos em setembro. Conforme a FGV, a melhora recente no mercado de trabalho adicionado de novas rodadas de liberação de recursos do FGTS deve manter o cenário de recuperação gradual no curto prazo.

Destaque para a aprovação em segundo turno (60 votos a 19), pelo Senado Federal, da reforma da previdência. Com a votação, o texto da reforma vence os dois turnos necessários na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e deverá ser promulgado pelo Congresso Nacional em sessão simbólica até meados de novembro para então entrar em vigor.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações, seguindo o movimento das principais praças. O Ibovespa avançou 2,52% na semana, acumulando valorização no ano de 22,16% e 25,25% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0094 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 2,67%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,42%, acumulando ganhos no mês de 2,70% e no ano de 22,78%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2019, uma elevação ante os 3,26% da pesquisa anterior e interrompendo uma larga sequencia de previsões em queda. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,60%, ante 3,66% da pesquisa anterior. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi reduzida para os mesmos 4,50% deste ano, ante 4,75% da semana anterior.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 passou de 0,88% para 0,91%, a segunda alta consecutiva conforme o documento revelado hoje. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi de US$ 80,00 bilhões da semana passada para US$ 80,35 bilhões. Há um mês, estava em US$ 83,40 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 83,20 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em agenda carregada de indicadores econômicos, os destaques semanais são as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central do Brasil – BACEN, na quarta-feira dia 30/10.

Para a reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BACEN, se espera um corte de meio ponto percentual, com a Selic caindo dos atuais 5,50% para 5,00% ao ano. Qualquer movimento diferente será considerado surpresa pelo mercado.

Para a reunião do Comitê de Política Monetária (FOMC) do Federal Reserve, a expectativa do mercado é de um corte na taxa em 25 pontos bases, o que levaria as taxas de juros da economia americana ao patamar entre 1,50% e 1,75%.

Também ocorrerão reuniões dos bancos centrais do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e Canadá (BoC, na sigla em inglês), nas quais se esperam manutenções das políticas monetárias.

Além da política monetária, dados de emprego nos EUA deve ter impacto nos preços dos ativos financeiros. Na sexta-feira será revelado o relatório do mercado de trabalho, conhecido como “payroll”, além da leitura do PIB local dois dias antes.

Também é aguardada a divulgação do PIB do terceiro trimestre na zona do Euro, além de dados de emprego e inflação por lá.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –28/10/19

Índices de Referência –Setembro/2019