Nossa Visão – 20/08/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a segunda revisão do PIB do segundo trimestre, de acordo com a agência Eurostat, apontou um crescimento de 0,4% no período e de 2,5% na base anual. O resultado foi melhor do que estimavam os analistas.

Já a produção industrial em junho, caiu 0,7% frente a maio, resultado pior do que o esperado. Por outro lado, a inflação do consumidor acelerou para 2,1% na base anual, em julho e ficou acima da meta do Banco Central Europeu, que é de 2%.

Quanto à crise turca, o temor mais recente é de que possa haver um efeito dominó provocado pela fuga de capitais do país e pelo colapso da moeda, que acaba alimentando preocupações de que empresas e bancos turcos não possam pagar suas obrigações. Restaria ao FMI ajudar.

Nos EUA, as vendas no varejo avançaram 0,5% em julho, frente a junho e subiram mais do que o previsto. Quanto à produção industrial o crescimento de 0,1% em julho, também frente a junho, ficou aquém das estimativas dos analistas, que apontavam um crescimento de 0,3%.

Para os mercados de ações da Europa, a semana passada foi de quedas, ainda com os temores sobre a Turquia. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,72%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 1,41%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,59%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa recuou 0,12%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,20% na primeira quadrissemana de agosto, subiu 0,19% na segunda. Já o IGP-M, depois de ter subido 0,53% na primeira  prévia do mês, acelerou a alta para 0,67% na segunda prévia.

Conforme o Banco Central, o IBC-Br cresceu 3,29% em junho, recuperando as perdas com a greve dos caminhoneiros e encerrou o segundo trimestre com queda de 0,99% e o semestre com alta de 0,89%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 0,63%. Assim, o ganho acumulado no ano se transformou numa perda de 0,59%. En doze meses houve um avanço de 10,65%. O dólar, por sua vez, subiu 2,38% elevando a alta no ano para 19,07%. O IMA-B Total, por sua vez subiu 1,52% na semana, acumulando alta de 4,46% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,15% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,49%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,70 no final de 2019, novamente como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 68,00 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 72 bilhões, frente a US$ 74 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e de serviço de agosto e a divulgação da ata da última reunião do BCE.

Nos EUA teremos a divulgação da ata da última reunião do FED, do PMI industrial e de serviços de agosto e dos pedidos de bens duráveis em julho.

No Brasil, teremos a divulgação dos resultados parciais da inflação, inclusive do IPCA 15.

No exterior, ganham destaque as atas das últimas reuniões do BCE e do FED, bem como a evolução da crise turca. No Brasil, além da divulgação de novas pesquisas eleitorais, o IPCA-15 poderá dar uma ideia do efeito do dólar valorizado na evolução dos preços internos.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) passamos recomendar uma exposição de 30% e não mais de 20%. E para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s diminuímos a alocação sugerida de 35%, para 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/08/2018

Índices de Referência – Julho/2018

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Nossa Visão – 13/08/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, não houve a divulgação de dados de maior relevância, no entanto, no continente europeu, a crise turca, por conta de desentendimentos com os EUA se aprofundou levando a maioria das moedas dos países emergentes para baixo frente ao dólar.

A crise se iniciou no campo político, pelo desacordo sobre o destino de um pastor americano julgado na Turquia por terrorismo e espionagem e se estendeu para o campo econômico com os EUA duplicando as tarifas de importação sobre o alumínio e o aço turcos. Só na sexta-feira a moeda turca afundou 19%.

Nos EUA, a inflação do consumidor subiu 0,2% em julho e 2,9% na base anual e o núcleo da inflação, em que se exclui a variação dos preços dos alimentos e da energia também subiu 2%, tendo a maior alta desde 2008.

Para alguns mercados de ações da Europa, a semana passada foi de quedas, com temores sobre a Turquia e o possível impacto no setor financeiro. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,52%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,10%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,25%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,01%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,17% em julho, subiu 0,20% na primeira quadrissemana de agosto, já o IGP-M acelerou a alta na primeira prévia do mês, depois de ter subido 0,41% no mesmo período do mês anterior.

O IPCA de julho, por sua vez, teve alta de 0,33%, frente a 1,26% em junho e acumulou avanço de 2,94% no ano e de 4,48% em doze meses.

Conforme o IBGE, as vendas no varejo subiram 0,7% no segundo trimestre de 2018, frente ao primeiro. O desempenho representa uma desaceleração ante o ritmo de crescimento verificado no primeiro trimestre do ano, quando o varejo cresceu 1%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de forte queda, com o Ibovespa caindo 6,04%. Assim, o ganho acumulado no ano chegou a 0,15% e o de doze meses a 13,59%. O dólar, por sua vez, subiu 3,42% elevando a alta no ano para 16,30%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 1,10% na semana, acumulando alta de 2,90% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,15% em 2018, frente a 4,11% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,50%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,70 no final de 2019, novamente como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 68,00 bilhões em 2018, frente a US$ 67 bilhões na última pesquisa e de US$ 74 bilhões, frente a US$ 72 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação de nova estimativa do PIB do segundo trimestre do ano, da produção industrial em junho e da inflação do consumidor de julho.

Nos EUA teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em julho

No Brasil, teremos a divulgação dos resultados parciais da inflação e do IBC-Br de junho .

No exterior, embora sejam relevantes os dados americanos sobre as vendas no varejo e a produção industrial em julho, é na crise turca que estará o maior foco. E no Brasil, onde o dólar provoca inquietações, o mercado também estará focado na Turquia, além das pesquisas eleitorais.

Quanto aos cenários que norteiam as aplicações financeiras dos RPPS, depois das turbulências ocorridas em maio e junho, tanto no exterior quanto no Brasil, tivemos um mês de julho mais calmo e de alguma recuperação das bolsas e dos IMAs. Embora no cenário externo a “guerra” comercial deflagrada pelo governo Trump, a robustez do mercado de trabalho e o alto crescimento do PIB possam levar a uma política de aumento dos juros de forma menos gradual, o cenário local, em que as eleições presidências que dão o tom, parece estar um pouco mais claro, em benefício dos candidatos que são mais bem vistos pelo mercado financeiro, além da inflação, que com a fraqueza da economia segue baixa.

Assim, o nosso Comitê de Investimento deliberou aconselharmos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) passamos recomendar uma exposição de 30% e não mais de 20%. E para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s diminuímos a alocação sugerida de 35%, para 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/08/2018

Índices de Referência – Julho/2018

Nossa Visão – 06/08/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat divulgou a primeira prévia do PIB da região no segundo trimestre, que avançou 0,3% ante o primeiro trimestre e 2,1% na base anual, quando se estimava um avanço de 2,2% nessa base.

 

A taxa de desemprego, por sua vez, manteve-se em 8,3% em junho, como era esperado. Já a inflação do consumidor em julho, conforme estimativa preliminar subiu para 2,1% na base anual, quando a prevista era de 2%.

 

Nos EUA, as 157 mil novas vagas de trabalho não rural criadas em julho vieram abaixo da estimativa, que era de 193 mil vagas. No entanto, a taxa de desemprego que era de 4% em junho, caiu para 3,9%, em linha com a previsão.

 

Por outro lado, o FED em sua reunião da última semana manteve a taxa básica de juros na faixa entre 1,75% e 2% ao ano, mas no comunicado pós-reunião reconheceu que os EUA crescem em ritmo forte, o que deve implicar em novo aumento dos juros na próxima reunião.

 

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,90%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 0,55%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,76% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa perdeu 0,83%.

 

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 1,19% em junho, desacelerou a alta para 0,17% em julho, com o alívio principalmente nos preços da alimentação.

 

Conforme o IBGE, a produção industrial se recuperou em julho, frente à queda de 11% em maio, com um avanço de 13,1%. Na base ano a alta foi de 3,5%. Já a taxa de desemprego no trimestre findo em junho foi de 12,4%, enquanto no ano anterior estava em 12,7%.

 

Em sua reunião na semana anterior, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 6,5% ao ano e indicou não haver mudança tão cedo nos juros, com o impacto da greve sobre a atividade econômica.

 

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,96%. Assim, o ganho acumulado no ano chegou a 6,59%. O dólar, por sua vez, subiu 0,10% elevando a alta no ano para 12,46%. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,47% na semana, acumulando alta de 4,04% no ano.

 

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,11% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, também como na semana anterior.

 

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

 

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,50%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

 

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,70 no final de 2019, novamente como na semana anterior.

 

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67,00 bilhões em 2018, frente a US$ 67,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 72 bilhões, frente a US$ 70 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, não teremos divulgação relevante.

 

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor em julho.

 

No Brasil, teremos a divulgação dos resultados parciais da inflação, do IPCA de julho, da ata da última reunião do Copom e das vendas no varejo em junho.

 

No exterior e no Brasil, os principais eventos serão a ata da última reunião do FED e do Copom, além do IPCA de julho.

 

Quanto aos cenários que norteiam as aplicações financeiras dos RPPS, depois das turbulências ocorridas em maio e junho, tanto no exterior quanto no Brasil, tivemos um mês de julho mais calmo e de alguma recuperação das bolsas e dos IMAs. Embora no cenário externo a “guerra” comercial deflagrada pelo governo Trump, a robustez do mercado de trabalho e o alto crescimento do PIB possam levar a uma política de aumento dos juros de forma menos gradual, o cenário local, em que as eleições presidências que dão o tom, parece estar um pouco mais claro, em benefício dos candidatos que são mais bem vistos pelo mercado financeiro, além da inflação, que com a fraqueza da economia segue baixa.

Assim, o nosso Comitê de Investimento deliberou aconselharmos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) passamos recomendar uma exposição de 30% e não mais de 20%. E para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s diminuímos a alocação sugerida de 35%, para 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/08/2018

Índices de Referência – Junho/2018

Nossa Visão – 30/07/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o PMI composto caiu de 54,9 pontos em junho, para 54,3 pontos em julho, quando se esperava uma queda menor. Embora a taxa de crescimento do setor privado continue sendo relativamente robusta a redução de novos pedidos aconteceu.

Em sua reunião na última quinta-feira, o Banco Central Europeu decidiu manter a taxa básica de juros em 0% e a taxa de depósitos em -0,4% e reafirmou que seu programa de compra de títulos termina realmente em dezembro.

Nos EUA, a prévia do PMI composto apurou 55,9 pontos em julho, sendo que no mês anterior havia registrado 56,2 pontos. Já os pedidos de bens duráveis subiram 1% em junho, quando a estimativa era de uma alta de 3%.

Em relação à evolução do PIB do segundo trimestre, a primeira estimativa apurou uma alta anualizada de 4%, ligeiramente abaixo da previsão de 4,4%. De qualquer forma foi o ritmo de crescimento mais rápido em quase quatro anos, com os consumidores elevando seus gastos e fazendeiros acelerando os embarques de soja para a China, antes que novas tarifas comerciais entrassem em vigor, no início de julho.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 2,38%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,29%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,61% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,07%.

Em relação à economia brasileira, o IGP-M, depois de ter subido 1,87% em junho, desacelerou a alta para 0,51% em julho, com a redução de praticamente todos os índices que compões o indicador.

Para a bolsa brasileira, foi mais uma semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 1,65%. Assim, o ganho acumulado no ano chegou a 4,53%. O dólar, por sua vez, caiu 1,66% e sobe 12,35% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,36% na semana, acumulando alta de 3,56% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,11% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,50%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,70 no final de 2019, novamente como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67,50 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 70 bilhões também como na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em julho, da taxa de desemprego em junho e do PIB do segundo trimestre.

Nos EUA teremos a divulgação das vendas no varejo em junho, da taxa de desemprego em julho, além da reunião do FED sobre a política monetária.

No Brasil, teremos a divulgação dos resultados parciais da inflação, da produção industrial, do resultado fiscal e da taxa de desemprego em junho, além da reunião do Copom sobre política monetária.

No exterior e no Brasil, os principais eventos serão as reuniões do FED e do Copom, sendo que a manutenção das atuais taxas básicas de juros são esperadas..

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante do cenário externo volátil, com a continuada valorização do dólar que também impactará na inflação local e dada a queda na atividade econômica, que deverá ter importante impacto na arrecadação fiscal do setor público consolidado, além das incertezas com as eleições presidenciais, é grande a possibilidade de retornos negativos com os subíndices da família  IMA e IDKA, principalmente os de prazo mais longo. Assim, achamos por bem sugerir aumento de 10% para 15% na exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de não mais 25% e sim de 20% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s aumentamos a alocação sugerida de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 27/07/2018

Índices de Referência – Junho/2018

Nossa Visão – 23/07/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a inflação do consumidor em junho ficou efetivamente em 2% na base anual, em linha com a expectativa dos economistas.

Nos EUA, a produção industrial em junho subiu 0,6%, frente a maio, quando se previa um avanço de 0,7%.  Já as vendas no varejo em junho cresceram 0,5% sobre o mês anterior, conforme as previsões.

Por sua vez, a divulgação do Livro Bege no decorrer da semana, revelou que o crescimento da atividade econômica nos EUA está acelerado e há pressão sobre os preços em algumas regiões. Os resultados corporativos mantém uma tendência positiva, mas ainda muito se discute o efeito da política comercial externa do governo Trump.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,16%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,22%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,02% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,44%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,38% na terceira quadrissemana de julho, depois de ter subido 0,67% na segunda. Já o IGP-M  subiu  0,53% na segunda prévia de julho, após ter subido 1,75% na segunda prévia de junho.

O IPCA-15 por sua vez, avançou 0,64% em julho e foi a alta mais elevada para o mês desde 2004, quando ficou em 0,93%. Entretanto, o resultado ficou abaixo da previsão dos analistas quer era ao redor de 0,70%.

Quanto à atividade econômica, o IBC-Br, prévia do PIB, caiu 3,34% em maio, frente a abril e 2,9% em um ano. Mais um efeito da greve dos caminhoneiros.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 2,58%. Assim, o ganho acumulado no ano chegou a 2,84%. O dólar, por sua vez, caiu 2,46% e sobe 14,25% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,91% na semana, acumulando alta de 3,19% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,11% em 2018, frente a 4,15% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,50%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,70 no final de 2019, frente a R$ 3,68 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67,50 bilhões em 2018, frente a US$ 70 bilhões na última pesquisa e de US$ 70 bilhões em 2019, frente a US$ 74,65 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI composto de julho e reunião do Banco Central Europeu, que deliberará sobre a política monetária.

Nos EUA também teremos a divulgação do PMI composto de julho, dos pedidos de bens duráveis em junho e do PIB do segundo trimestre de 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos resultados parciais da inflação.

No exterior, a reunião do BCE na zona do euro e a divulgação da primeira prévia do PIB do segundo trimestre dos EUA são as principais divulgações. No Brasil, a agenda é fraca.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante do cenário externo volátil, com a continuada valorização do dólar que também impactará na inflação local e dada a queda na atividade econômica, que deverá ter importante impacto na arrecadação fiscal do setor público consolidado, além das incertezas com as eleições presidenciais, é grande a possibilidade de retornos negativos com os subíndices da família  IMA e IDKA, principalmente os de prazo mais longo. Assim, achamos por bem sugerir aumento de 10% para 15% na exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de não mais 25% e sim de 20% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s aumentamos a alocação sugerida de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/07/2018

Índices de Referência – Junho/2018

NOSSA VISÃO – 16/07/2018

Retrospectiva

Com o término da Copa do Mundo, as atenções do mercado financeiro se voltam agora para a parte final do governo Temer e para as próximas eleições no país. A pauta-bomba recém aprovada no Congresso Nacional durante a votação da LDO de 2019 já provoca reações, como a da secretária-executiva do Ministério da Fazenda, ao afirmar que a equipe econômica não vai cumprir parte das medidas aprovadas pelos parlamentares.  É esperar para ver.

 

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial de maio registrou alta de 1,3% em relação ao mês anterior, quando os analistas previam alta de 1,2%. Na comparação anual a alta foi de 2,4%.

 

Nos EUA, a inflação do consumidor em maio subiu 0,1% frente ao mês anterior e 2,9% na comparação anual. O nível mais alto desde fevereiro de 2012. O núcleo do CPI, que exclui a variação de preços da energia e dos alimentos subiu 2,3%, o patamar mais alto desde janeiro de 2017.

 

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,36%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,58%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,50% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 3,71%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,67% na segunda quadrissemana de julho, depois de ter subido 1,01% na primeira.  Já o IGP-M desacelerou a alta para 0,41% na primeira prévia de julho, após o efeito da greve dos caminhoneiros perder força.

O IGP-10 de julho, por sua vez, avançou 0,78%, depois de subir 0,74% em junho, pressionado pelos aumentos do grupo Habitação, principalmente pela energia elétrica.

Quanto às vendas no varejo, a queda de 0,6% em maio, frente abril veio dentro do esperado, assim como a alta de 2,7% na base anual. Também o encolhimento de 3,8% em maio do setor de serviços veio dentro do esperado, por conta da greve dos caminhoneiros.

Para a bolsa brasileira, foi mais uma semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 2,11%. Assim, a perda acumulada no ano se reverteu e agora existe uma alta de 0,25%. O dólar, por sua vez, caiu 1,32% e agora sobe 17,13% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,23% na semana, acumulando alta de 2,26% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,15% em 2018, frente a 4,17% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,50%, frente a 1,53% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,68 no final de 2019, frente a R$ 3,60 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 74,65 bilhões em 2019, frente a US$ 75,30 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em junho, bem como do Livro Bege.

No Brasil, além da divulgação dos resultados parciais da inflação, em especial do IPCA-15, conheceremos o IBC-Br de maio.

No exterior, a inflação do consumidor da zona do euro e o Livro Bege são as principais divulgações e no Brasil, o IBC-Br , que deverá mostrar a queda da atividade ainda por conta da greve, bem como o IPCA-15.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante do cenário externo volátil, com a continuada valorização do dólar que também impactará na inflação local e dada a queda na atividade econômica, que deverá ter importante impacto na arrecadação fiscal do setor público consolidado, além das incertezas com as eleições presidenciais, é grande a possibilidade de retornos negativos com os subíndices da família  IMA e IDKA, principalmente os de prazo mais longo. Assim, achamos por bem sugerir aumento de 10% para 15% na exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de não mais 25% e sim de 20% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s aumentamos a alocação sugerida de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

** Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

Indicadores Diários – 13/07/2018

Índices de Referência – Junho/2018

NOSSA VISÃO – 09/07/2018

Retrospectiva

 

E a guerra comercial provocada pelos EUA continua. Na última sexta-feira a China anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre importações de produtos dos EUA no valor de US$ 34 bilhões, em resposta aos encargos pelo mesmo valor de mercadorias importadas da China.  No mesmo dia, a Rússia disse estar impondo taxas adicionais de importação sobre alguns produtos industriais dos EUA, que impuseram tarifas sobre importações de aço e alumínio. E também alertou que mais medidas de retaliação podem ser adotadas, em um contexto de guerra comercial global.

 

Ainda em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo decepcionaram em maio e ficaram estáveis frente a abril. Na comparação anual a alta foi de 1,4%. Já em junho a atividade empresarial melhorou, com o PMI composto subindo para 54,9 pontos, já que em maio havia sido de 54,1 pontos.

 

Nos EUA, as  encomendas à indústria subiram 0,4% em maio, frente abril e em junho, foram criados 213 mil postos de trabalho não rural, quando se esperava a criação de 195 mil vagas. Por outro lado, com mais pessoas procurando emprego, a taxa de desemprego subiu de 3,8% em maio, para 4% em junho.

 

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,55%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,25%. E enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 1,52%, o Nikkey 225, da bolsa japonesa recuou 2,32%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 1,01% na primeira quadrissemana de julho, depois de ter subido 1,19% em junho, por conta principalmente da alta do grupo alimentos.

Por sua vez, o IPCA de junho teve alta de 1,26%, a maior para o mês desde 1995, frente a alta de 0,40% em maio. No ano a alta acumulada ficou em 2,60% e em 12 meses em 4,39%. Já o INPC subiu 1,43%, frente a 0,43% em maio e acumulou 2,57% no ano e 3,53% em 12 meses.

Quanto à produção industrial, a queda em maio foi de 10,9%, também em consequência  da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país por 10 dias. A queda maior foi no setor automobilístico que caiu quase 30%.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 3,09%. Assim, a perda acumulada no ano recuou para 1,82%. O dólar, por sua vez, subiu 1,83%, aumentando a alta no ano para 18,69%. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,86% na semana, acumulando alta de 2,03% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,17% em 2018, frente a 4,03% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,53%, frente a 1,55% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,60 no final de 2019, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 75,30 bilhões em 2019, frente a US$ 76,60 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em maio.

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor em junho. .

No Brasil, além da divulgação dos resultados parciais da inflação, conheceremos  as vendas no varejo em maio e o IBC-Br.

No exterior, a inflação do consumidor americano é a principal divulgação e no Brasil, o IBC-Br .

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante do cenário externo volátil, com a continuada valorização do dólar que também impactará na inflação local e dada a queda na atividade econômica, que deverá ter importante impacto na arrecadação fiscal do setor público consolidado, além das incertezas com as eleições presidenciais, é grande a possibilidade de retornos negativos com os subíndices da família  IMA e IDKA, principalmente os de prazo mais longo. Assim, achamos por bem sugerir aumento de 10% para 15% na exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de não mais 25% e sim de 20% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s aumentamos a alocação sugerida de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

** Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

Indicadores Diários – 06/07/2018

Índices de Referência – Junho/2018