Nossa Visão – 23/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a revisão da inflação do consumidor em março concluiu que o índice variou efetivamente 1,3% na base anual, no mês, ao invés de 1,4% como havia sido inicialmente apurado.

Nos EUA, as vendas no varejo cresceram 0,6% em março, ante fevereiro, quando a alta prevista era de 0,3%. Já a produção industrial no mesmo período subiu 0,5%, quando estava previsto um avanço de 0,4%.

Com a divulgação do Livro Bege, por outro lado, o FED deu conhecimento aos mercados que a atividade se expandiu nos EUA entre meados de março e abril, sendo que os preços subiram em todos os distritos pesquisados. Para os salários, a alta foi modesta.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,79%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,43%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,52%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,76%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,35% na segunda quadrissemana de abril, reduziu a alta para 0,32% na terceira quadrissemana. Já o IPCA-15, prévia da inflação, subiu 0,21% e foi o menor índice para um mês de abril em 12 anos.

Por sua vez, o IGP-M teve alta de 0,40% na segunda prévia de abril, sendo que um mês antes o índice havia subido 0,59%.

Depois de começar o ano em terreno negativo, o IBC-Br, prévia do PIB calculada pelo Banco Central teve alta de 0,09% em fevereiro, após queda de 0,65% em janeiro. No entanto, as expectativas apontavam para uma alta de 0,13%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,44%. Assim, a alta acumulada no ano foi elevada para 11,97% e a de doze meses para 34,18%. O dólar, por sua vez, caiu 0,01%, levando a alta no ano para 3,09%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,20% na semana, acumulando alta de 4,95% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,49% em 2018, frente a 3,48% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,00%, frente a 4,07% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,75%, frente a 2,76% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,33, no fim de 2018, frente a R$ 3.30 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, frente a R$ 3,39 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 77,50 bilhões em 2018, frente a US$ 80 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI composto de abril e a reunião do BCE que deliberará sobre política monetária.

Nos EUA, teremos a divulgação das encomendas de bens duráveis e da primeira prévia do PIB do primeiro trimestre de 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e da taxa de desemprego no trimestre encerrado em março.

No exterior, a principal divulgação é a do PIB do primeiro trimestre deste ano, que nos dará uma visão mais precisa sobre o andamento da economia americana e no Brasil teremos a divulgação da taxa de desemprego como o principal indicador.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/04/2018

Índices de Referência – Março/2018

Anúncios

NOSSA VISÃO – 16/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial decepcionou em fevereiro ao recuar 0,8% em relação a março, quando os analistas previam um avanço de 0,2%.

Nos EUA, os preços ao consumidor recuaram 0,1% em março, frente a fevereiro, registrando a primeira queda desde maio de 2017. Na comparação anual o CPI teve alta de 2,4%.

Foi também divulgada a ata da última reunião do FED em que diversos membros julgaram ser possível um ritmo mais intenso de alta dos juros, também por conta da guerra comercial que se desenvolve.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,64%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,13%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,99%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,98%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,31% na primeira quadrissemana de abril, avançou a alta para 0,35% na segunda quadrissemana com a elevação dos preços do grupo habitação, principalmente.

O IPCA de março, por sua vez, teve ligeira alta 0,09%, depois de ter subido 0,32% em fevereiro. Foi o menor resultado para um mês de março desde o Plano Real. No ano a inflação acumulada foi de 0,70% e de 2,68% em doze meses.

Quanto ao setor varejista, a queda de 0,2% das vendas em fevereiro, frente a janeiro foi inesperada e além de ter sido o pior resultado para o mês em três anos. Já o setor de serviços teve alta de 0,1% em fevereiro, frente a janeiro, resultado dentro do esperado.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa caindo 0,57%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 10,38%, mas a de doze meses subiu para 34,23%. O dólar, por sua vez, subiu 1,30%, levando a alta no ano para 3,10%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,32% na semana, acumulando alta de 4,74% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,48% em 2018, frente a 3,53% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,07%, frente a 4,09% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,76%, frente a 2,80% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,40 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da revisão da inflação do consumidor em março.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em março, além do Livro Bege.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, inclusive do IPCA-15 de abril e do índice IBC-Br do Banco Central.

No exterior, a principal divulgação é a do Livro Bege o Brasil, que nos dará uma visão sobre o andamento da economia americana e no Brasil teremos a divulgação do IPCA-15 de abril, como o principal indicador a ser conhecido.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/04/2018

Índices de Referência – Março/2018

Nossa Visão – 09/04/2018

Retrospectiva

E Henrique Meirelles deixou a pasta da Fazenda para tentar uma candidatura à Presidência da República. Em seu lugar irá assumir o cargo Eduardo Refinetti Guardia, que era Secretário-Executivo do Ministério. No setor público foi Secretário de Finanças do Estado de São Paulo entre 2003 e 2006 e Secretário Adjunto do Tesouro Nacional no governo de Fernando Henrique Cardoso entre 1999 e 2002.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo em fevereiro subiram apenas 0,1%, quando se esperava uma alta de 0,5%. Já o PMI composto de março recuou para 55,2 pontos, depois de ter registrado 55,3 pontos em fevereiro.

Quanto a taxa de desemprego, que era de 8,6% em janeiro, recuou para 8,5% em fevereiro, atingindo o menor nível desde dezembro de 2008. A inflação do consumidor, por sua vez, se elevou de 1,2% na base anual em fevereiro, para 1,4% em março.

Nos EUA, a criação de novas vagas de trabalho não rural foi de 103 mil postos, quando se esperava 175 mil. A taxa de desemprego se manteve em 4,1% pelo sexto mês seguido.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas na Europa e de queda nos EUA. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,72%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,80%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 1,38%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 2,30%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,17% em março, avançou para 0,31% na primeira quadrissemana de abril, com a elevação dos preços dos alimentos principalmente.

Quanto a produção industrial, a alta de 0,2% em fevereiro ficou aquém das expectativas que apontavam um avanço de 0,6% no mês.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de queda, com o Ibovespa caindo 0,64%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 11,02%, mas a de doze meses subiu para 31,32%. O dólar, por sua vez, subiu 1,29%, levando a alta no ano para 1,77%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,51% na semana, acumulando alta de 4,41% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,53% em 2018, frente a 3,54% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,09%, frente a 4,08% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, frente a 6,50% na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,80%, frente a 2,84% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,40 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em fevereiro.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor em março e da ata da última reunião do FED.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IPCA de março e das vendas no varejo em fevereiro.

No exterior, a principal divulgação é a da ata da última reunião do FED, muito embora o foco maior no mercado internacional neste momento, é a guerra comercial que EUA e China estão travando. No Brasil, teremos a divulgação do IPCA de março como o principal indicador a ser conhecido.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/04/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018

Nossa Visão – 02/04/2018

Retrospectiva

Em tempo de mudanças na equipe, por conta dos que irão disputar cargos nas próximas eleições, o presidente Temer escolheu Eduardo Guardia para comandar o Ministério da Fazenda, no lugar de Henrique Meirelles. Embora o atual secretário executivo do Ministério enfrentasse resistência no Congresso, a escolha de seu nome fez parte de um acordo entre Temer e Meirelles, para que o último se filiasse ao MDB.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a confiança econômica nos 19 países da região caiu de 114,2 pontos em fevereiro, para 112,6 em março. Foi uma nova queda pelo terceiro mês consecutivo.

Nos EUA, a última revisão do PIB do quarto trimestre de 2017 mostrou uma taxa de crescimento de 2,9% sobre o trimestre anterior, ao invés de 2,5% como a penúltima estimativa. No ano, a evolução do PIB foi de 2,6%.

Já os gastos dos consumidores aumentaram marginalmente pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, com o crescimento de 0,2%, sugerindo que a economia pode ter perdido força no primeiro trimestre deste ano.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,77%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,95%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 2,03% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 3,31%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,14% na terceira mediação de março, avançou para 0,17% na última e encerrou o mês como em fevereiro. Já o IGP-M, a inflação do aluguel, encerrou março com uma alta de 0,64%, após ficar em 0,07% em fevereiro. O resultado teve forte participação dos preços no atacado.

Em relação ao desemprego, o IBGE divulgou que a taxa de desocupação no trimestre encerrado em fevereiro foi de 12,6%, com o total de desempregados chegando a 13,1 milhões de pessoas. Em janeiro a taxa de desemprego era de 12,2%

Foi também divulgada a ata da última reunião do Copom, em que foi decidida a redução da taxa Selic de 6,75% para 6,50%. Além de sinalizar a probabilidade de um novo corte em maio, a ata explicou os motivos que levaram o colegiado a projetar o fim do ciclo de redução da taxa Selic nas próximas reuniões a partir de junho.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de alta, com o Ibovespa avançando 1,17%. Assim, a alta acumulada no ano foi ampliada para 11,73% e de doze meses para 30,80%. O dólar, por sua vez, subiu 0,60%, levando a alta no ano para 0,48%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,13% na semana, acumulando alta de 4,94% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,54% em 2018, frente a 3,57% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,08%, frente a 4,10% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, frente a 6,50% na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,84%, frente a 2,89% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, frente a R$ 3,39 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo e da taxa de desemprego em fevereiro, bem como do PMI composto e da inflação do consumidor de março.

Nos EUA, teremos a divulgação do relatório de emprego e da taxa de desemprego de março.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e da produção industrial de fevereiro.

No exterior, a principal divulgação é a da taxa de desemprego e a criação de vagas de trabalho não rural em março, quando saberemos a evolução dos ganhos salariais e do seu potencial impacto na inflação. No Brasil, além dos dados parciais de inflação, teremos a divulgação da produção industrial em fevereiro, de forma a melhor dimensionarmos o processo de recuperação da atividade econômica.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 02/04/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018

Nossa Visão – 26/03/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, tanto o PMI industrial, quanto o de serviços recuaram em relação ao mês anterior e abaixo das estimativas dos economistas. Isso revelou que as empresas da zona do euro encerram o primeiro trimestre de 2018 com o crescimento mais lento em um ano.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis registraram alta de 3,1% em fevereiro, acima do esperado pelos analistas. E quanto à reunião do FED, a decisão foi a de elevar a taxa básica do patamar entre 1,25% e 1,50% ao ano para o entre 1,50% e 1,75%. Em suas estimativas trimestrais os membros do FED avaliaram que deverão ocorrer mais duas elevações da taxa neste ano.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 4,06%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 3,38%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 5,95% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 4,20%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,12% na segunda mediação de março, avançou para 0,14% na terceira medição. Já o IPCA-15, dada a queda nos preços dos alimentos, registrou o seu nível mais baixo em 18 anos para o mês. Com um avanço de 0,10% frente ao mês anterior.

Nesse contexto, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic de 6,75% para 6,50% e surpreendeu o mercado anunciando que nova redução de 0,25% pode ser possível em março, o que encerraria o ciclo de queda da taxa Selic.

Quanto à atividade econômica, o Banco Central anunciou que o IBC-Br recuou 0,56% em janeiro, frente a dezembro, porém menos do que o esperado.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 0,60%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 10,44% e de doze meses para 32,14%. O dólar, por sua vez, subiu 0,41%, levando a queda no ano para 0,12%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,23% na semana, acumulando alta de 5,08% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,57% em 2018, frente a 3,63% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, frente a 4,20% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,89%, frente a 2,83% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 77,50 bilhões em 2018, frente a US$ 80 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da confiança do consumidor em março.

Nos EUA, teremos a divulgação da última revisão do PIB do quarto trimestre de 2017 e os gastos do consumidor em fevereiro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IGP-M de março, além da taxa de desemprego em fevereiro.

Tanto no exterior quanto no Brasil, por conta de feriados na semana, a agenda de divulgação de indicadores econômicos é mais fraca, estando reservada para a próxima semana a divulgação de indicadores de maior relevância.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 23/03/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018

Nossa Visão – 19/03/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat informou que a inflação do consumidor em fevereiro foi de 1,1%, depois de ter atingido 1,3% no mês anterior. A expectativa era de uma elevação de 1,2%. Por outro lado, a produção industrial avançou 2,7% na base anual, em janeiro, quando a expectativa era de uma alta de 4,6%.

Nos EUA, as vendas no varejo caíram 0,1% em fevereiro, a terceira queda seguida, por conta da redução da compra de veículos e outros bens de maior valor. Já a produção industrial avançou 1,1% no mês, enquanto o consenso era de uma alta de 0,4%.

Por outro lado, a inflação do consumidor em fevereiro subiu de 2,1% na base anual, em janeiro, para 2,2%, conforme o consenso.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas e baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 0,35%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,84%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, por sua vez caiu 1,24%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa, subiu 0,976%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,13% na primeira mediação de março, reduziu o avanço para 0,12% na segunda medição. Já o IGP-M, a inflação do aluguel registrou alta de 0,59% na segunda medição de março, depois de ter subido 0,60 na primeira.  O IGP-10, que subiu 0,23% em fevereiro, acelerou a alta para 0,45% em março, por conta do forte aumento dos preços dos alimentos no atacado.

Conforme o IBGE, as vendas no varejo em janeiro subiram 0,9% em relação a março, quando a expectativa era de um avanço de 0,7%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 1,72%. Assim, a alta acumulada no ano foi de 11,10% e de 32,20% a de doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 1,26%, levando a queda no ano para 0,53%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,47% na semana, acumulando alta de 4,83% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,63% em 2018, frente a 3,67% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,83%, frente a 2,87% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,38 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018 e 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e o de serviços em março.

Nos EUA, teremos a divulgação das encomendas de bens duráveis em fevereiro, além da reunião do FED sobre a evolução das taxas de juros.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, incluso o IPCA-15, do IBC-Br de janeiro, bem como uma nova reunião do Copom que deliberará sobre a taxa Selic.

No exterior o principal evento será a reunião do FED, em que nova elevação da taxa básica de juros poderá ser anunciada e no Brasil, teremos a reunião do Copom, em que nova redução da taxa Selic, poderá ser decidida, mesmo com o fracasso da reforma previdenciária, por conta da inflação muito baixa e da atividade econômica ainda fraca.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/03/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018

Nossa Visão – 12/03/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat procedeu a nova revisão do PIB, em que a taxa de crescimento foi ajustada de 2,5% para 2,3% em 2017. No quarto trimestre a evolução foi efetivamente de 0,6%.

Em sua segunda reunião no ano, o Banco Central Europeu manteve a taxa básica de juros em 0% e a de depósitos em -0,4% e manifestou a disposição de continuar a comprar títulos no mercado depois de setembro, se necessário. O fim do programa de estímulos de 30 bilhões de euros deve se encerrar nesse mês.

Nos EUA, a criação de vagas de trabalho fora do setor agrícola teve em fevereiro o ritmo mais forte em um ano e meio. Foram criados 313 mil postos, quando a expectativa era de 205 mil. A taxa de desemprego, por sua vez, permaneceu em 4,1% pelo quinto mês, uma vez que mais pessoas passaram a procurar emprego.

Já o Livro Bege revelou que as empresas estão reportando um aperto persistente no mercado de trabalho, com aceleração dos ganhos salariais em muitas regiões. No geral, a atividade econômica se expandiu num ritmo moderado.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 3,63%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 2,19%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 3,54% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 1,36%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,17% em fevereiro, reduziu o avanço para 0,13% na primeira medição de março. Já o IGP-M, a inflação do aluguel registrou alta de 0,60% na primeira medição de março, depois de ter subido 0,16% em fevereiro, por conta dos maiores preços dos alimentos.

Quanto ao IPCA, depois de ter subido 0,29% em janeiro, acelerou a alta para 0,32% em fevereiro, por conta principalmente dos reajustes das mensalidades escolares. Mesmo assim foi a menor alta para um mês de fevereiro em 18 anos.

Foi divulgado pelo IBGE que a indústria brasileira produziu 2,4% a menos em janeiro, frente a dezembro, a queda mais forte em dois anos, por conta de ajuste na produção de veículos.

Para a bolsa brasileira, foi uma também semana de alta, com o Ibovespa avançando 0,71%. Assim, a alta acumulada no ano foi de 13,05% e de 33,55% a de doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 0,36%, levando a queda no ano para 1,77%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,18% na semana, acumulando alta de 4,35% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,67% em 2018, frente a 3,70% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, frente a 4,24% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, frente a 6,75% na última pesquisa e em 8% no final de 2019, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,87%, frente a 2,90% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,38 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018 e 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em fevereiro, da produção industrial em janeiro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo, da produção industrial e da inflação do consumidor em fevereiro.

No Brasil, teremos a divulgação dos resultados parciais da inflação e das vendas no varejo em janeiro.

No exterior a principal divulgação será a da inflação do consumidor em fevereiro, num momento em que se discute a possibilidade do FED ser mais agressivo na elevação dos juros e no Brasil, teremos a divulgação das vendas no varejo, importante indicativo da atividade econômica.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 09/03/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018