Nossa Visão – 28/08/2017

Retrospectiva

Na semana que passou, a reforma política teve duas propostas aprovadas em comissões e agora serão apreciadas pelo plenário do Congresso Nacional, onde necessitam de 308 votos para serem aprovadas. Também a medida provisória 777, que cria a Taxa de Longo Prazo – TLP, foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora começa a ser discutida no Senado.

A TLP é a nova taxa de juros que será utilizada pelo BNDES na concessão de empréstimos de longo prazo e por ser próxima dos juros cobrados pelo mercado, permitirá ao Tesouro Nacional reduzir os gastos com empréstimos subsidiados, uma das principais fontes de desequilíbrio das contas federais.

No âmbito do governo federal, o Ministério de Minas e Energia informou que vai propor ao Programa de Parcerias e Investimentos – PPI a venda de ações da União na Eletrobrás. A expectativa é de arrecadar entre R$ 20 e R$ 30 bilhões, que ajudariam a conter o déficit nas contas públicas em 2018. A Eletrobrás é um conglomerado gigante de empresas e dona de mais de 200 usinas de geração de energia. Ela responde pela oferta de mais da metade da energia elétrica consumida no país.

Além da Eletrobrás, cinquenta e sete bens do estado foram incorporados ao programa de privatizações e concessões impulsionado pela gestão do presidente Temer, a ser executado entre 2017 e 2018. A Casa da Moeda, estradas, aeroportos e portos integram a relação.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PMI industrial atingiu 57,4 pontos em agosto, quando a expectativa era de 56,3 pontos. No mês anterior foi de 56,6 pontos.

Nos EUA, foi divulgado que os pedidos de bens duráveis recuaram 6,8% em julho, em relação ao mês anterior, quando a expectativa era de uma queda de 6%. Já o PMI industrial de agosto caiu para 52,5 pontos, quando em julho tinha chegado aos 53,3 pontos. A expectativa era de que subisse para 53,5 pontos.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,02% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,06%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, evoluiu 0,72% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,09%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que havia subido 0,40% na segunda quadrissemana de agosto, reduziu sua alta para 0,33% na terceira. Já o IPCA-15, cuja expectativa de alta era de 0,40%, surpreendeu e variou 0,35%.

Em julho, as transações correntes apresentaram déficit de US$ 3,4 bilhões, acumulando em doze meses déficit de US$ 13,8 bilhões. Já os investimentos diretos nesse mês totalizaram US$ 4,1 bilhões, acumulando US$ 40,4 bilhões apenas de janeiro a julho de 2017.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta. O Ibovespa subiu 3,43%, acumulando alta de 18,01% no ano e de 23,14% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,61%, aumentando a variação negativa para 3,46% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,41% na semana, acumulando alta de 11,52% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2017, frente a expectativa de 3,51% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,25%, frente a 7,50% na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,39%, frente a 0,34% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,38, frente a R$ 3,39 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e de US$ 76,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação, da confiança do consumidor e o PMI industrial em agosto e a taxa de desemprego em julho.

Nos EUA, serão divulgados a confiança do consumidor, o PMI industrial e a taxa de desemprego em agosto, bem como a segunda prévia do PIB do segundo trimestre.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, o IGP-M de agosto e o PIB do segundo trimestre deste ano.

No exterior as atenções estarão voltadas para os dados de emprego e atividade nos EUA. No Brasil, o mercado estará atento ao IGP-M de agosto, bem como ao PIB do segundo trimestre, em semana que antecede nova reunião do Copom.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido dos índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, por um lado. E da piora do quadro fiscal e do aumento da inflação por conta dos preços mais altos dos combustíveis, por outro, é chegado o momento de revermos a alocação recomendada e sugerir a realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de maiores incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30% e para as aplicações no IRF-M 1, com alocação sugerida de 5%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 25/08/2017

Índices de Referência – Julho / 2017

Anúncios

Nossa Visão – 21/08/2017

Retrospectiva

Depois de uma ampla discussão interna, inclusive com a ala política do governo, a equipe econômica anunciou, na última terça-feira, um aumento da meta do déficit primário, neste e nos próximos três anos. Em 2017, o déficit previsto de R$ 139 bilhões e em 2018, o de R$ 129 bilhões foram elevados para R$ 159 bilhões. Já a previsão do de 2019, de R$ 65 bilhões passou para R$ 139 bilhões e o superávit de 2020, estimado em R$ 10 bilhões teve a previsão alterada para um déficit de R$ 65 bilhões.

Entre as justificativas apontadas para a revisão das metas está a frustração com a arrecadação federal, por conta da recessão e da inflação mais baixa, causada por preços mais baixos, que ensejam uma menor receita com impostos. Para que as novas metas sejam alcançadas, o governo ainda depende da aprovação dos valores, pelo Congresso Nacional, além de uma série de medidas de aumento das receitas e corte nos gastos com servidores.

Uma das principais consequências das novas metas será o aumento da dívida pública, que poderá chegar a 92% do PIB em 2023, sendo que hoje situa-se ao redor de 75%. Para alguns economistas, apenas em 2024 o Brasil voltará a ter superávit primário. Para outros, sem a reforma da Previdência, dificilmente o país voltará a ter superávits.

A agência de classificação de riscos Standad & Poor’s Global, afirmou que não pretende reduzir o rating do Brasil no curto prazo, dada a sinalização do governo de que está comprometido em resolver o desequilíbrio fiscal do país. Mas dependendo da evolução dos acontecimentos, não descarta faze-lo em 2018. Para a agência Moody’s, a revisão da meta não impacta em seu cenário base para o Brasil, embora uma trajetória mais lenta para uma consolidação fiscal seja negativa.

Ao mesmo tempo em que o governo tenta retomar a reforma da Previdência, a equipe econômica avalia privatizações, a elevação da contribuição previdenciária dos servidores públicos, leilões de reservas do pré-sal e a tributação de fundos de investimentos exclusivos para aumentar as receitas, por exemplo. O ajuste fiscal passou a depender ainda mais da agenda legislativa.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial em junho, frente a maio recuou 0,6% e avançou 2,6% na base anual, quando a expectativa era de uma alta de 2,8%. Por sua vez, a inflação do consumidor em julho repetiu o mês anterior, ao registrar alta anual de 1,3%.

Já o PIB do segundo trimestre, teve sua alta revisada de 2,1% para 2,2%, mostrando uma expansão maior do que a prevista pelos economistas.

Nos EUA, foi divulgado que a produção industrial em julho subiu 0,2%, frente ao mês anterior e que as vendas no varejo aumentaram 0,6% nesse mesmo mês.

Por outro lado, a ata da última reunião do FED revelou que os membros do comitê de política monetária estão divididos sobre os riscos da inflação e alguns integrantes acreditam na necessidade de serem pacientes antes de novo aumento da taxa de juros.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,26% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,19%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,65% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,31%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe registrou alta de 0,22% na segunda leitura de agosto, depois de avançar 0,04% na primeira. O IPC-S, que havia subido 0,41% na primeira quadrissemana de agosto, reduziu sua alta para 0,40% na segunda. Já o IGP-M, depois de ter registrado queda de 0,03% na primeira quadrissemana de agosto, apresentou alta de 0,03% na segunda.

Em relação à atividade econômica, o índice IBC-Br, do Banco Central, surpreendeu em junho ao registrar alta de 0,50% em relação a maio e de 0,25% no segundo trimestre. Ainda em junho, conforme o IBGE, o comércio varejista surpreendeu ao registrar avanço de 1,2% em relação ao mês anterior.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta. O Ibovespa subiu 2,01%, acumulando alta de 14,09% no ano e de 16,27% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,13%, aumentando a variação negativa para 2,88% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,26% na semana, acumulando alta de 10,59% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,51% em 2017, frente a expectativa de 3,50% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,5%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, também como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, frente a R$ 3,25na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,39, frente a R$ 3,40 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e de US$ 76,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PMI composto e da confiança do consumidor em agosto.

Nos EUA, serão divulgados o PMI composto e a confiança do consumidor em agosto e os pedidos de bens duráveis em julho.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, com destaque para o IPCA 15, além das contas externas em julho.

No exterior as atenções estarão voltadas para os dados de atividade da zona do euro e dos EUA. No Brasil, o mercado estará atento ao IPCA-15 e o efeito do aumento dos combustíveis na inflação, além da evolução dos trâmites das reformas. O governo deverá enfrentar dificuldades para aprovar no Congresso o aumento do rombo no seu orçamento, dadas as insatisfações inclusive na base aliada.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido dos índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, por um lado, e da piora do quadro fiscal e do aumento da inflação por conta dos preços mais altos dos combustíveis, por outro, é chegado o momento de revermos a alocação recomendada e sugerir a realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de maiores incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido.

Sendo assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total. Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%, e para as aplicações no IRF-M 1 a alocação sugerida é de 5%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 21/08/2017

Índices de Referência – Julho / 2017

Nossa Visão – 14/08/2017

Retrospectiva

Enquanto o assunto reforma da Previdência não volta a ser amplamente discutido, a revisão da meta fiscal de 2017 e 2018, foi o tema que exigiu a maior atenção do governo na semana que passou. Diante das sucessivas frustrações com as receitas e dada a dificuldade de aumentar ainda mais os impostos, para a equipe econômica não restou outra alternativa senão rever as metas, sem desconsiderar o corte adicional de gastos. A ideia é ampliar o déficit deste ano de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões e o de 2018 de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial da Alemanha subiu 2,4% em junho, frente ao mesmo mês do ano anterior, quando a expectativa era de uma evolução de 3,7%.

Nos EUA, foi divulgado que os preços ao consumidor subiram menos que o esperado em julho. Enquanto o mercado estimava em 0,2% a alta do CPI, na realidade ela foi de 0,1% em relação a junho e de 1,7% na base ano. Ainda abaixo da meta de 2% do FED.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de baixas, por conta do aumento da aversão ao risco em função das tensões entre os EUA e a Coréia do Norte. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,81%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 2,69%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 1,43% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,12%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou queda de 0,01% em julho, iniciou o mês de agosto com avanço de 0,04%. O IPC-S, que havia subido 0,38% em julho, começou o mês com alta de 0,41%, por conta da alta da gasolina. Já o IGP-M, depois de ter registrado queda de 0,95% em julho, teve, na primeira quadrissemana de agosto, queda de 0,03%.

Apesar dos combustíveis e da energia elétrica mais caros, a inflação medida pelo IPCA teve alta de 0,24% em julho e em doze meses, a alta 2,71%, ficou abaixo do piso da meta que é de 3%. No ano a inflação acumulada ficou em 1,43%.

Para a bolsa brasileira, a semana foi novamente de avanço. O Ibovespa subiu 0,69%, acumulando alta de 11,84% no ano e de 15,54% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 1,51%, reduzindo a variação negativa para 2,75% no ano. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,55% na semana, acumulando alta de 10,31% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,50% em 2017, frente a expectativa de 3,45% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,5%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, também como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e de US$ 76,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em junho, de nova prévia do PIB do segundo trimestre, da inflação do consumidor em julho e da ata da última reunião do BCE.

Nos EUA, será divulgada a produção industrial e as vendas no varejo em julho e a ata da última reunião do FED.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação e o IBC-Br de junho.

No exterior as atenções estarão voltadas para os dados de atividade da zona do euro e da ata da última reunião do FED. No Brasil, o mercado acompanhará com redobrada atenção a divulgação da revisão da meta do déficit primário em 2017 e 2018.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 11/08/2017

Índices de Referência – Julho / 2017

Nossa Visão – 07/08/2017

Retrospectiva

Após uma intensa articulação política que mobilizou o Palácio do Planalto nas últimas semanas, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na última quarta-feira, a autorização para que o Supremo Tribunal Federal julgue a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Temer. O parecer que recomendava o arquivamento da acusação da PRG recebeu 263 votos favoráveis e 227 contrários.

No dia seguinte o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou haver disposição do governo em dar impulso para a votação de reformas neste ano. As mudanças na Previdência podem ser votadas até outubro e a reforma tributária até novembro. O ministro também admitiu que com a arrecadação sem crescer, já há estudos para a mudança da meta fiscal.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o índice de preços ao consumidor subiu 1,3% em julho, perante um ano antes, repetindo o número de junho. Já a taxa de desemprego na região ficou em 9,1% em junho, a menor marca desde fevereiro de 2009. Cerca de 14 milhões de pessoas estavam sem emprego.

E a agência Eurostat divulgou a primeira prévia da evolução do PIB da zona do euro, no segundo trimestre deste ano. Foi registrado um crescimento de 0,6% sobre o trimestre anterior e de 2,1% na comparação com o segundo trimestre de 2016.

Nos EUA, foi divulgado que os pedidos industriais tiveram uma alta de 3% em junho, após dois meses de quedas. A inflação do consumidor, por sua vez, ficou em 1,4% na base anual até julho, o nível mais baixo desde outubro, conforme prévia divulgada.

Quanto ao mercado de trabalho, continua robusto. Em julho foram criadas 209 mil novas vagas de trabalho não-rural, quando o esperado era de 178 mil. A taxa de desemprego que no mês anterior estava em 4,4% recuou para 4,3%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas na sua maioria. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,60%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,95%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,19%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,04%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou queda de 0,11% na terceira quadrissemana de julho, fechou o mês com queda de 0,01%. O IPC-S, que havia subido 0,09% na terceira quadrissemana, encerrou o mês com alta de 0,38%, por conta da alta da tarifa de energia elétrica.

Quanto à produção industrial, foi interrompido o período de dois meses seguidos de alta, para uma estabilização em junho, frente a maio. Na comparação anual houve uma ligeira alta de 0,5%.

Também foi divulgada a ata da última reunião do Copom, em que foi decidido o sétimo corte da taxa Selic, desta feita de 10,25% para 9,25% aa. O banco central chegou a discutir a hipótese de 0,75 pontos de redução da taxa Selic, mas acabou prevalecendo o corte de 1 ponto. Os membros do comitê concluíram por sinalizar um corte igual na próxima reunião, dependendo das condições do cenário econômico base.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de avanço. O Ibovespa subiu 2,14%, acumulando alta de 11,07% no ano e de 16,02% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,74%, acumulando variação negativa de 4,19% no ano e o IMA-B Total subiu 1,35% na semana, acumulando alta de 10,92% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2017, frente a expectativa de 3,40% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,5%, frente a 8% na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, frente a 7,75%, na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,30 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, sendo que no último relatório era R$ 3,43.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do sentimento do investidor em julho.

Nos EUA, será divulgada a inflação do consumidor.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação e o IPCA de julho.

É uma semana fraca para a divulgação de indicadores econômicos e no Brasil conheceremos o IPCA de julho, ainda sem refletir totalmente o aumento de impostos incidentes sobre os combustíveis.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 07/08/2017

Índices de Referência – Junho / 2017

Nossa Visão – 31/07/2017

Retrospectiva

Em outra semana de recesso parlamentar, o noticiário político se concentrou no retorno dos trabalhos legislativos que serão retomados no próximo dia 2. Nesse mesmo dia, os deputados poderão analisar em plenário a denúncia contra o presidente Temer apresentada pelo procurador-geral da República. Aliados do presidente disseram já ter 250 votos para barrar a denúncia, sendo que apenas 172, dos 513 possíveis são necessários.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o sentimento econômico atingiu a maior pontuação em uma década, com os 111,2 pontos em julho, em vista do maior otimismo nos setores de serviços e construção civil, segundo dados da Comissão Europeia. A confiança na indústria permaneceu no maior nível em mais de seis anos.

Nos EUA, foi divulgado um aumento maior que o esperado de pedidos de bens duráveis. A alta foi de 6,5%, enquanto os analistas esperavam um aumento de 2,9% em junho. Já a confiança do consumidor se recuperou em julho, com o índice atingindo 121,1 pontos, próximo do recorde.

Foi também divulgada a primeira estimativa da evolução do PIB no segundo trimestre, que registrou alta de 2,6% na comparação anual, frente uma expectativa de 2,8%. O consumo das famílias e o investimento empresarial que mais impulsionaram a atividade.

Por sua vez, a reunião do FOMC não apresentou surpresas, com a manutenção da taxa básica de juros entre 1% e 1,25% aa, graças a ausência sinais inflacionários relevantes.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,29%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,13%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,02%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,70%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou queda de 0,11% na terceira quadrissemana de julho, sendo que havia caído 0,15% na segunda. O IPC-S, que havia recuado 0,05% na segunda quadrissemana, registrou alta de 0,09% na terceira. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, recuou 0,72% em julho, e completou o quarto mês com deflação.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil em junho, apurada através da Pnad Contínua foi de 13%, com 13,4 milhões de pessoas desempregadas. No final do primeiro trimestre a taxa de desemprego era de 13,7%.

Além da reunião do Copom, em que foi decidido o sétimo corte da taxa Selic, desta feita de 10,25% para 9,25% aa, foi também divulgado na semana que o setor público consolidado registrou déficit de R$ 19,6 bilhões em junho, elevando para R$ 35,2 bilhões o déficit acumulado no ano.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de alta. O Ibovespa avançou 1,26%, acumulando alta de 8,75% no ano e de 14,29% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 0,64%, acumulando variação negativa de 3,48% no ano e o IMA-B Total subiu 0,63% na semana, acumulando alta de 9,44% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,40% em 2017, frente a expectativa de 3,33% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,75%, frente a 8%, na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, igual a pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,43, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor, da taxa de desemprego, das vendas no varejo e do PMI industrial, em julho, bem como o PIB do segundo trimestre.

Nos EUA, serão divulgados o consumo pessoal, o PMI industrial e a taxa de desemprego em julho.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, a produção industrial em junho e a ata da última reunião do Copom.

No que diz respeito à economia internacional, serão divulgados importantes dados de atividade e do emprego tanto na zona do euro, quanto nos EUA.

No Brasil, além da divulgação da produção industrial em junho, o mercado estará atento a ata da última reunião do Copom, já de olho na próxima redução da taxa Selic.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 31/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017

Nossa Visão – 24/07/2017

Retrospectiva

Em uma semana de recesso parlamentar, o governo anunciou, na quinta-feira, uma forte elevação nas alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, objetivando uma injeção de R$ 10,4 bilhões nos cofres públicos, neste ano. Também comunicou sobre um contingenciamento adicional de R$ 5,9 bilhões no Orçamento federal, buscando assegurar a meta fiscal deste ano. Segundo estudos, o impacto das novas alíquotas no IPCA será ao redor de 0,5%.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado que a inflação da região em junho foi de 1,3% na base anual, totalmente em linha com as expectativas do mercado.

Nos EUA, foi divulgado o indicador Empire Manufacturing que caiu de 19,8 pontos em maio, para 9,8 em junho, sendo que o consenso era que caísse para 15 pontos.

Na China, que no primeiro semestre deste ano, importou 25% de tudo que o Brasil exportou, o crescimento do PIB no segundo trimestre foi de 6,9%, ritmo igual ao do primeiro. Já as vendas do varejo cresceram 11% em junho sobre o ano anterior e a produção industrial 7,6%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,54%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,01%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,54%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,09%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou estabilidade na primeira quadrissemana de julho, caiu 0,15% na segunda. O IPC-S, que havia recuado 0,18% na primeira quadrissemana, registrou queda de 0,05% na segunda. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, que recuou 0,95% na primeira prévia de julho, caiu 0,71% na segunda prévia.

Já o IPCA-15, depois de ter avançado 0,16% em junho, registrou a sua primeira deflação em sete anos ao recuar 0,18% em julho. Alimentação, bebidas e transportes, registraram as maiores quedas nos preços.

Por outro lado, foi anunciado pela Receita Federal que a arrecadação federal no primeiro semestre do ano somou R$ 648,5 bilhões e se expandiu em 0,77%, descontada a inflação, na comparação com o primeiro semestre de 2016.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de queda. O Ibovespa recuou 1,15%, mas acumula alta de 7,40% no ano e de 13,48% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 2,02%, acumulando variação negativa de 4,10% no ano e o IMA-B Total subiu 1,77% na semana, acumulando alta de 8,76% no ano.

 

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,33% em 2017, frente a expectativa de 3,29% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, e para o final de 2018 também em 8%, ambas como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, igual a pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,43, frente a R$ 3,45 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança na economia, em julho.

Nos EUA, será divulgada as encomendas de bens duráveis em junho, o PMI industrial e a confiança do consumidor em julho, o PIB do segundo trimestre, além da reunião do FOMC que irá deliberar sobre a política monetária.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, a taxa de desemprego em junho, além da reunião do Copom que irá deliberar sobre a política monetária.

No que diz respeito à economia internacional, o principal evento será a reunião do FED, enquanto no Brasil será a reunião do Copom, quando é esperada a redução de 1 p.p da taxa Selic.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017

Nossa Visão – 17/07/2017

Retrospectiva

E a reforma trabalhista foi aprovada no Senado, na última terça-feira e já sancionada pelo presidente Temer. Por 50 votos a favor e 26 contrários, numa seção conturbada e que ficou suspensa por mais de 6 horas, o texto foi aprovado e todas as propostas de alteração rejeitadas. Após a publicação da lei no Diário Oficial, as mudanças aprovadas na legislação trabalhista entrarão em vigor em 120 dias.

Já na quinta-feira, com intensas manobras orientadas pelo governo para trocar integrantes, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados rejeitou, por 40 votos a 25. O parecer que era a favor da autorização de que a denúncia por corrupção contra o presidente Temer possa ser julgada pelo STF.

Um dia antes, o ex-presidente Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex do Guarujá. A repercussão no mercado financeiro, acabou sendo bastante positiva.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado que a produção industrial na região, em maio, cresceu 1,3% em relação ao mês anterior e 4% na base anual.

Nos EUA, foi divulgado que a inflação do consumidor ficou estável em junho, frente a maio, sendo que a alta em 12 meses se situou em 1,6%.

Por sua vez, enquanto a produção industrial avançou 0,4% em junho, em relação a maio, as vendas no varejo recuaram 0,10% nesse mesmo período. Para o FED, conforme o Livro Bege, a economia americana teve expansão de leve a moderada em junho.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 2,04% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,37%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,41% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,95%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou estabilidade na primeira quadrissemana de julho, depois de ter subido 0,05% na última de junho. Já o IGP-M, a inflação do aluguel, recuou 0,95% na primeira prévia de julho, depois de ter recuado 0,51% na primeira prévia de junho.

Conforme o Banco Central, a atividade em maio caiu 0,51% na comparação com abril, medida através do IBC-Br. Já conforme a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, as vendas no varejo recuaram 0,1% nesse mês e 3,6% em 12 meses.

Para a bolsa brasileira, a semana também foi de alta. O Ibovespa avançou 5%, acumulando alta de 8,65% no ano e de 18,16% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 3,03%, acumulando variação negativa de 2,12% no ano e o IMA-B Total subiu 1,40% na semana, acumulando alta de 6,87% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2017, frente a expectativa de 3,38% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, frente a 4,24% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, sendo que na semana anterior era de 8,25%. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, frente a R$ 3,35 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,45, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, será divulgado o índice Empire de manufaturados.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação.

No que diz respeito à economia nacional e internacional a semana é fraca em termos de divulgação de indicadores. O dado de maior relevância será o PIB da China no segundo trimestre de 2017, onde a atividade econômica tem demonstrado força.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017