Nossa Visão – 16/10/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial cresceu 1,4% em agosto, frente ao mês anterior, quando a expectativa era de um avanço de 0,6%. Na base anual a alta da produção foi de 3,8%.

Nos EUA, a inflação do consumidor foi de 1,7% na base anual, em setembro, assim como havia sido no mês anterior. Já as vendas no varejo cresceram 1,6% nesse mês, frente agosto, ligeiramente abaixo do consenso.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,28%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,17%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,15% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,24%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que havia subido 0,02% em setembro, acelerou na primeira quadrissemana de outubro para alta de 0,10%. Já o IPC-S, que havia subido 0,14% na abertura de setembro, acelerou para alta de 0,28% na segunda medição do mês. E o IGP-M avançou 0,34% na primeira prévia de outubro, contra 0,34% no mesmo período do mês anterior.

Já as vendas no varejo recuaram 0,5% em agosto, na comparação com o mês anterior e subiram 3,6% sobre o ano anterior.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,23% e acumulando alta de 27,83% no ano e de 24,65% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,24%, aumentando a variação negativa para 3,13% no ano. O IMA-B Total, por sua vez recuou 0,01% na semana, acumulando alta de 13,52% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,00% em 2017, frente a expectativa de 2,98% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,72%, frente a 0,70% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,50%, comparado a 2,43% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,15, no fim de 2017, frente a R$ 3,17 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em setembro.

Nos EUA, teremos a divulgação, além do Livro Bege, da produção industrial em setembro e na China teremos a divulgação do PIB do terceiro trimestre, além da inflação do consumidor em setembro.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, além do IBC-Br de agosto.

No exterior, o dado mais importante é o da divulgação do PIB chinês e no Brasil, teremos a divulgação do IPCA-15, que pode vir um pouco maior por conta de pressões nos preços dos alimentos.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

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Nossa Visão – 09/10/2017

Retrospectiva

No lado político, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o deputado Rodrigo Pacheco declarou que a votação da denúncia contra o presidente Temer, na comissão, deve acontecer apenas na próxima semana.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as empresas cresceram mais rapidamente em setembro, conforme revelou o PMI industrial. Já as vendas no varejo recuaram 0,5% em agosto, quando a expectativa era de um avanço de 0,30%.

Quando à taxa de desemprego na região, ficou mantida em 9,1% em agosto, quando se esperava que ela descesse para 9%.

Nos EUA, em agosto, os pedidos industriais subiram 1,2% em relação a julho, sobretudo no setor de transporte. Por sua vez, a atividade industrial avançou em setembro, marcando o centésimo mês consecutivo que o índice fica acima de 50 pontos, a fronteira entre o crescimento e a contração da atividade.

Por outro lado, pela primeira vez em sete anos, o número de vagas de emprego não rural se contraiu, devido aos furacões. Foram perdidos 33 mil postos de trabalho. No entanto a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,2%, a taxa mais baixa desde fevereiro de 2001.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,99%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 2,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,19%, depois de estabelecer nova pontuação recorde e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,64%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que havia subido 0,10% em agosto, encerrou setembro, com alta de 0,02%. Já o IPCA, que havia subido 0,19% em agosto, avançou 0,16% em setembro, um pouco acima do que o mercado esperava. No ano o índice acumulou elevação de 1,78% e de 2,54% em doze meses. Os grandes responsáveis pela baixa inflação foram os preços dos alimentos.

Por seu turno, a produção industrial brasileira surpreendeu em agosto, ao apresentar queda de 0,8% em comparação com julho. Em um ano a alta foi de 4%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de recorde, com o Ibovespa subindo 2,37% e atingindo os 78 mil pontos pela primeira vez na história. Assim, acumulou alta de 26,28% no ano e de 24,46% em doze meses. Lembramos que estamos desde o início do ano sugerindo o investimento em ações. O dólar, por sua vez caiu 0,10%, aumentando a variação negativa para 2,89% no ano. O IMA-B Total, por sua vez avançou 0,34% na semana, acumulando alta de 13,54% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,98% em 2017, frente a expectativa de 2,95% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, frente a 4,06% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,70%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,43%, comparado a 2,38% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,16, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em setembro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da inflação do consumidor em setembro, além da divulgação da ata da última reunião do FED no mês que passou.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, além das vendas no varejo em agosto.

No exterior, as atenções estarão voltadas para a ata da reunião do FED e no Brasil, teremos a divulgação das vendas no varejo, em uma semana cortada por feriado.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 09/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

Nossa Visão – 02/10/2017

Retrospectiva

No lado político, as coisas continuaram complicadas. Enquanto a maioria dos ministros da primeira turma do STF decidiu afastar novamente o senador Aécio Neves de seu mandato, os deputados aprovaram, por margem muito estreita, a garantia de foro privilegiado ao ministro Moreira Franco, do PMDB, ao reconhecer o status de ministério do posto quer ocupa. Cresceram as dificuldades do governo, para aprovações no Congresso Nacional, no momento em que as denúncias contra o presidente Temer aguardam votação.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor ficou novamente em 1,5% na base anual, em setembro. Por sua vez, a confiança econômica na região atingiu o maior nível em dez anos, segundo estudo mensal publicado pela Comissão Europeia.

Nos EUA, a terceira e última revisão do PIB do segundo trimestre revelou que o avanço da atividade econômica foi de 3,1%, frente a 3% da última revisão. Por outro lado, a confiança dos consumidores caiu levemente em setembro, como esperavam os analistas.

Em uma semana marcada por pronunciamentos de membros do FED, a sua presidente, Janet Yellen afirmou que altas graduais das taxas de juros deverão continuar, apesar da inflação ainda fraca.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi novamente de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,88%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,75%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,68% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,29%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que havia caído 0,07% na terceira quadrissemana de setembro, encerrou o mês com queda de 0,02%, depois de haver registrado alta de 0,13% em agosto. Contrariamente o IGP-M, a inflação do aluguel, depois de haver subido 0,10% em agosto, acelerou a alta para 0,47% em setembro, por conta principalmente do avanço dos preços dos combustíveis e lubrificantes.

Também foi divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego no trimestre findo em agosto, que recuou para 12,6%, depois de ter registrado 13,3% no final do trimestre encerrado em maio. A taxa anunciada representou 13,1 milhões de pessoas desempregadas.

Do lado fiscal foi anunciado que o déficit primário do setor público consolidado foi de R$ 9,5 bilhões em agosto, abaixo das estimativas dos analistas, enquanto no setor externo, o déficit em transações correntes foi de R$ 302 milhões também em agosto.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de baixa, com o Ibovespa caindo 1,45%, mas acumulando alta de 23,36% no ano e de 27,29% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 1,26%, reduzindo a variação negativa para 2,80% no ano. O IMA-B Total, por sua vez avançou 0,11% na semana, acumulando alta de 13,16% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,95% em 2017, frente a expectativa de 2,97% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,06%, frente a 4,08% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,70%, frente a 0,68% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,38%, comparado a 2,30% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,16, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo e da taxa de desemprego em agosto e do PMI industrial em setembro.

Nos EUA, teremos a divulgação do PMI industrial, da taxa de desemprego em setembro e das encomendas à indústria em agosto.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, o IPCA de setembro e a produção industrial em agosto.

No exterior, as atenções estarão voltadas para a criação de novas vagas de trabalho e a taxa de desemprego nos EUA e no Brasil, teremos a divulgação do IPCA de setembro como o principal evento.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, agosto e setembro, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30% e para as aplicações no IRF-M 1, com alocação sugerida de 5%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 02/10/2017

Índices de Referência – Agosto / 2017

Nossa Visão – 25/09/2017

Retrospectiva

E o Supremo Tribunal Federal, por 10 votos a 1, decidiu enviar para a Câmara dos Deputados, a denúncia feita pela procuradoria geral da República contra o presidente Temer, por organização criminosa e obstrução de Justiça. Provavelmente nesta terça-feira, a denúncia será lida no plenário da Câmara, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido até que seja efetivamente votada. Assim, o andamento da reforma da Previdência ficou significativamente comprometido.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor ficou efetivamente em 1,5% na base anual, em agosto. Por outro lado, os PMIs indicaram em setembro que as empresas privadas da região encerraram o terceiro trimestre do ano com um crescimento muito mais forte que o esperado.

Nos EUA, o FED manteve inalterada a sua taxa de juros entre 1% e 1,25% aa e anunciou que vai iniciar em outubro a normalização de seu balanço patrimonial de US$ 4,2 trilhões, encerrando assim os estímulos aplicados desde a crise de 2008.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,59%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,26%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,08% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,94%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que havia caído 0,01% na segunda quadrissemana de setembro, caiu 0,07% na terceira. Já o IPCA-15, prévia da inflação oficial, desacelerou mais que o esperado em setembro e teve alta de 0,11%, após avanço de 0,35% em agosto. O grupo alimentação e bebidas tiveram grande responsabilidade no número final, ao apresentarem queda de 0,94%.

Na semana que passou, o Banco Central divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, em que reduziu as estimativas para a inflação de 2017 para uma alta de 3,2% e a de 2018 para uma alta de 4,3%. A de 2019 foi estimada em 4,2%, abaixo da meta de 4,25% e a de 2020 em 4,1%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de realização de lucros, com o Ibovespa caindo 0,48%, mas acumulando alta de 25,18% no ano e de 28,44% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 0,10%, reduzindo a variação negativa para 4,01% no ano. O IMA-B Total, por sua vez avançou 0,66% na semana, acumulando alta de 13,03% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 2,97% em 2017, frente a expectativa de 3,08% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,08%, frente a 4,12% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, frente a 7,25% na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,68%, frente a 0,60% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, comparado a 2,20% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,16, no fim de 2017, frente a R$ 3,20 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança e da inflação do consumidor em setembro.

Nos EUA, teremos vários pronunciamentos de membros do FED sobre política monetária, a divulgação da confiança do consumidor em setembro e de nova estimativa do PIB do segundo trimestre.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, a taxa de desemprego e o resultado fiscal e das transações correntes em agosto.

No exterior, as atenções estarão voltadas para os pronunciamentos dos membros do FED, em um momento em que são novamente discutidas a alta dos juros e no Brasil, teremos a divulgação do resultado fiscal de agosto, em um momento novamente complicado para o andamento das reformas.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, agosto e setembro, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 22/09/2017

Índices de Referência – Agosto / 2017

Nossa Visão – 18/09/2017

Retrospectiva

Na última semana de trabalho do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o STF decidiu acatar seu novo pedido de abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer. Desta feita, a suspeita é de que o presidente pode estar envolvido em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto que mudou regras portuárias. Dessa forma, parece que a votação das reformas fica ainda mais distante.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial avançou 0,1% em julho, após ceder 0,6% um mês antes. O resultado foi impulsionado principalmente pelos investimentos corporativos e pelos bens de consumo duráveis.

Nos EUA, foi divulgado que a inflação do consumidor em agosto foi de 0,4%, maior do que a prevista pelos analistas. Na base anual, a inflação ficou em 1,9%, próxima da meta do FED.

Por sua vez, as vendas no varejo recuaram surpreendentemente em agosto, principalmente devido a uma queda nas vendas dos automóveis. Também a confiança do consumidor recuou em setembro, mais do que se previa.

Nos mercados de ações internacionais a semana teve mais altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,75%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 2,20%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana avançou 1,58% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 3,29%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que havia subido 0,10% na primeira quadrissemana de setembro, caiu 0,01% na segunda. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, que subiu 0,34% na primeira prévia de setembro, teve a alta elevada para 0,41% na segunda, ainda por conta de preços maiores no atacado.

Quanto à atividade econômica, o IBC-Br, prévia do PIB, registrou alta de 0,41% em julho, frente a junho e de 1,48% em doze meses. Já as vendas no varejo ficaram estáveis em julho, na comparação com o mês anterior e cresceu 3,1% em um ano.

Por outro lado, na ata da última reunião do Copom, em que a taxa Selic foi reduzida de 9,25% para 8,25% aa, o Banco Central chegou a discutir os benefícios de um fim tempestivo do ciclo de afrouxamento monetário, mas julgou mais benéfico o encerramento gradual diante do cenário atual.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa atingindo o seu recorde histórico. O índice subiu 3,66%, acumulando alta de 25,78% no ano e de 32,72% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 1,12%, reduzindo a variação negativa para 4,10% no ano. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,26% na semana, acumulando alta de 12,29% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,08% em 2017, frente a expectativa de 3,14% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,12%, frente a 4,15% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, frente a 7,25% na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,60%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,20%, comparado a 2,10% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, frente a R$ 3,35 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em agosto e da confiança do consumidor em setembro.

Nos EUA, teremos a reunião do FED sobre política monetária.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, e o Relatório de Inflação do terceiro trimestre.

No exterior, as atenções estarão voltadas para a reunião do FED, que deverá manter a taxa básica de juros entre 1% e 1,25% e no Brasil, teremos a divulgação do IPCA-15 e do Relatório Trimestral de Inflação, já de olho nos próximos passos do Copom.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, agosto e setembro, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30% e para as aplicações no IRF-M 1, com alocação sugerida de 5%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%), que vêm trazendo importante retorno ao longo deste ano.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 18/09/2017

Índices de Referência – Agosto / 2017

Nossa Visão – 11/09/2017

Retrospectiva

Na semana que passou, as confusões derivadas da Operação Lava Jato se acentuaram com a reversão da aceitação da delação premiada dos membros da JBS e a homologação da delação premiada de Lúcio Funaro, tido como operador do PMDB.

Pelo lado do legislativo, o Congresso aprovou a proposta que prevê déficit fiscal de R$ 159 bilhões em 2017 e 2018 e o Senado aprovou, depois da Câmara dos Deputados, o texto-base que cria a Taxa de Longo Prazo – TLP. Além disso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, informou que pautará a votação da reforma da Previdência em outubro, após a apreciação da reforma política.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PIB do segundo trimestre evoluiu de forma mais robusta ao avançar 0,6% frente ao primeiro e 2,3% na base ano, já as vendas no varejo em julho cresceram 2,6% na base anual, assim como indicavam as estimativas.

Por seu turno, o Banco Central Europeu – BCE, manteve as taxas de juros inalteradas em 0,25% a de empréstimo marginal e de -0,4% a de depósitos. Comunicou que vai manter até dezembro os estímulos mensais de 60 bilhões de euros e deixou a porta aberta para aumenta-los se necessário.

Nos EUA, foi divulgado o Livro Bege, que indicou uma atividade econômica moderada no país, além da queda de 3,3% dos pedidos industriais em julho.

Nos mercados de ações internacionais a semana teve mais baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,33%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 0,82%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,61% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,12%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que havia subido 0,13% em agosto, reduziu sua alta para 0,10% na primeira quadrissemana de setembro. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, que registrou alta de 0,10% em agosto, subiu 0,34% na primeira prévia de setembro, por conta de preços maiores no atacado.

Conforme o IBGE, o IPCA de agosto subiu 0,19%, a menor taxa para o mês em sete anos, por conta da alimentação mais barata. No ano a taxa acumulada ficou em 1,62% e em doze meses em 2,46%. O INPC, por sua vez, avançou 0,17% em agosto, acumulando alta de 1,27% no ano e de 1,73% em doze meses.

Quanto à atividade econômica, a produção industrial em julho surpreendeu ao subir 0,8% em relação ao mês anterior e 2,5% comparada a um ano atrás. Foi o quarto mês de alta seguida.

Já o Banco Central, através da reunião do Copom, cortou a taxa Selic pela oitava vez consecutiva, reduzindo-a de 9,25% para 8,25% aa. A decisão foi unânime e no comunicado após a reunião sinalizou que deve reduzir o ritmo de corte na próxima reunião.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa atingindo quase o seu recorde histórico. O índice subiu 1,61%, acumulando alta de 21,34% no ano e de 26% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 1,36%, aumentando a variação negativa para 5,16% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 1,30% na semana, acumulando alta de 12,58% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,14% em 2017, frente a expectativa de 3,38% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,15%, frente a 4,18% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, frente a 7,25% na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,25%, frente a 7,50% na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,60%, frente a 0,50% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,10%, comparado a 2% no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,35, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em julho e da evolução do emprego no segundo trimestre.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor, a produção industrial e as vendas no varejo em agosto.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, as vendas no varejo e o IBC-Br em julho.

No exterior, as atenções estarão voltadas para os indicadores de atividade na zona do euro e nos EUA. No Brasil, o mercado financeiro deverá acentuar o debate até onde o BC levará a taxa Selic, já que o fim do ciclo de cortes está se aproximando, com a atividade econômica melhor que o esperado e também no aguardo de novas ações da PRG, no final do mandato de Rodrigo Janot.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, agosto e setembro, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30% e para as aplicações no IRF-M 1, com alocação sugerida de 5%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%), que vêm trazendo importante retorno ao longo deste ano.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 08/09/2017

Índices de Referência – Agosto/2017

Nossa Visão – 04/09/2017

Retrospectiva

Enquanto o presidente Temer viajava para a China, para participar da 9ª reunião de cúpula dos Brics, o Congresso Nacional não conseguia concluir, por falta de quórum, a votação do projeto que aumenta a previsão de rombo nas contas públicas em 2017 e 2018. Assim, o Ministério do Planejamento foi obrigado a enviar a proposta de Orçamento para 2018 prevendo um déficit de R$ 129 bilhões, em vez de R$ 159 bilhões como estava previsto.  Uma espécie de emenda com as alterações necessárias terá que ser então enviado ao Congresso.

Na esfera política, enquanto a discussão das reformas não é retomada, aguarda-se a possibilidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot apresentar nova denúncia contra o presidente Temer. Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não há como negar que o governo perdeu força dentro do Congresso Nacional, diante da expectativa dessa segunda denúncia.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor acelerou mais do que o esperado em agosto ao atingir 1,5% na base anual, o nível mais alto em quatro meses. E o PMI industrial também acelerou atingindo os 57,4 pontos em agosto, acima dos 56,6 pontos de julho.

Quanto a taxa de desemprego na zona do euro, ela foi de 9,1% em julho, exatamente o mesmo percentual verificado em junho e igual ao que era esperado pelos economistas.

Nos EUA, foi divulgado que a confiança dos consumidores aumentou em agosto, superando as expectativas dos analistas, ao atingir os 122,9 pontos, contra 120 do mês anterior. Já a criação de novas vagas de trabalho não rural foi de 156 mil postos, quando se esperava a criação de 200 mil. A taxa de desemprego, que era de 4,3% em julho, subiu para 4,4% no mês posterior.

De acordo com a segunda estimativa, o PIB do segundo trimestre deste ano cresceu 3%, quatro décimos acima da primeira estimativa e superou as previsões. O resultado foi alcançado graças aos gastos robustos dos consumidores e aos fortes investimentos empresariais.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi novamente mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 0,21%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,50%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,37% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,23%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que havia subido 0,33% na terceira quadrissemana de agosto, reduziu sua alta para 0,13% na última. Já o IPC-Fipe, que subiu 0,22 na terceira quadrissemana, também desacelerou a alta na última, quando registro avanço de 0,10%.

Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, voltou a subir em agosto após quatro meses de deflação. O índice registrou alta de 0,10% nesse mês, após recuo de 0,72% em julho.

Conforme o IBGE, o PIB brasileiro no segundo trimestre deste ano cresceu 0,2% sobre o anterior e 0,3% na base anual. Enquanto o setor agropecuário ficou estável, a indústria registrou queda de 0,5% e o setor de serviços avanço de 0,6%.

Também conforme o IBGE, a taxa de desemprego no país caiu de 13,6 no trimestre encerrado em junho, para 12,8% no trimestre encerrado em julho. Mês em que o país tinha 13,3 milhões de desempregados.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa atingindo o seu maior patamar desde 2010. O índice subiu 1,20%, acumulando alta de 19,42% no ano e de 20,64% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,41%, aumentando a variação negativa para 3,86% no ano. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,36% na semana, acumulando alta de 11,14% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,38% em 2017, frente a expectativa de 3,45% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,18%, frente a 4,20% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,25%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, também como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,50%, frente a 0,39% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, frente a R$ 3,23 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,35, frente a R$ 3,38 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e de US$ 76,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo em julho e do PIB do segundo trimestre, além da realização de nova reunião do BCE para deliberar sobre as taxas de juros.

Nos EUA, serão divulgados o Livro Bege, a confiança do consumidor em setembro e as encomendas às indústrias em julho.

No Brasil, serão divulgados os indicadores parciais de inflação, o IPCA de agosto, a produção industrial em julho, além de nova reunião do Copom.

No exterior, as atenções estarão voltadas para a reunião do BCE, em um momento em que a discussão sobre a retirada dos estímulos quantitativos se acentua e no Brasil, em semana cortada por feriado, o mercado estará atento, principalmente à reunião do Copom, onde nova redução de 1% da taxa Selic poderá acontecer. Mas, mais importante que isso será o comunicado pós reunião e a ata, num momento em que as tensões internacionais com a Coréia do Norte se intensificam, o trâmite das reformas está parado e é aguardada nova investida da PGR contra o presidente Temer.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido dos índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, em julho, no ano e em doze meses, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, por um lado. E da piora do quadro fiscal e do aumento da inflação por conta dos preços mais altos dos combustíveis, por outro, é chegado o momento de revermos a alocação recomendada e sugerir a realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de maiores incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30% e para as aplicações no IRF-M 1, com alocação sugerida de 5%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 04/09/2017

Índices de Referência – Julho / 2017