Nossa Visão – 04/12/2017

Retrospectiva

Permanece o impasse em relação à votação da PEC da reforma da Previdência. Conforme os analistas políticos, será mais difícil ainda a aprovação do texto se a votação for deixada para 2018. Então, o prazo limite para a votação neste ano seria o dia 15 de dezembro, na medida em que na última semana antes do recesso, em 22 de dezembro, é dedicada às votações do Orçamento do próximo exercício.

No setor externo, na zona do euro, a taxa de desemprego em outubro foi de 8,8%, um décimo abaixo da do mês anterior. Já a inflação do consumidor, avançou de 1,4% em outubro, para 1,5% em novembro, embora os analistas a estimassem em 1,6%.

Nos EUA, a segunda revisão do PIB do terceiro trimestre mostrou que a economia cresceu a um ritmo anual de 3,3%, portanto acima do cálculo de 3% da primeira estimativa e da estimativa de 3,2% da maioria dos analistas.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas e baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,52% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,67%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, depois de atingir nova máxima, subiu 1,53% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,19%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,36% na última medição de novembro, após alta de 0,32% na terceira. Já o IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,32% na terceira medição de outubro, teve alta de 0,29% na última quadrissemana de novembro.

Já o IGP-M, a inflação do aluguel, avançou 0,52% em novembro, após subir 0,20% em outubro, principalmente devido aos aumentos dos preços dos transportes, com destaque para a gasolina.

Em relação à atividade econômica, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre em relação ao anterior, com destaque para a recuperação dos investimentos que subiram 1,6%, após 15 trimestres seguidos em queda.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 2,55%, mas ainda acumulando alta de 19,99% no ano e de 19,81% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 1,04%, levando a alta no ano para 0,14%. O IMA-B Total, por sua vez, caiu 0,59% na semana, acumulando alta no ano de 11,95%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,03% em 2017, frente a 3,06% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,89%, frente a 0,73% na semana anterior e para 2018 elevou de 2,58% para 2,60%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78 bilhões em 2017, frente a US$ 80 bilhões na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo em outubro, do PMI composto de novembro e de nova revisão do PIB do terceiro trimestre.

Nos EUA, teremos a divulgação do relatório de emprego em novembro e das encomendas à indústria em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a última reunião do Copom em 2017 e a divulgação do IPCA de novembro.

No exterior as atenções estarão voltadas para os dados de emprego nos EUA e no Brasil para a taxa de inflação de novembro, além do direcionamento da taxa Selic que será decidido na reunião do Copom em 6 de dezembro. O mercado estima que haverá uma redução de 0,5 p.p., embora com as dúvidas que permanecem sobre a aprovação da reforma da Previdência, uma decisão mais conservadora não seria surpreendente.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo e com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 04/12/2017

Índices de Referência – Outubro/2017

Anúncios

Nossa Visão – 27/11/2017

Retrospectiva

E foi apresentada pelo governo, a proposta mais enxuta da reforma da Previdência. O texto ficou reduzido a quatro pontos:

  1. Idade mínima para se aposentar, de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens.
  2. Tempo mínimo de contribuição de 15 anos para o Regime Geral e de 25 anos para os RPPS.
  3. Benefício integral exigirá 40 anos de contribuição para todos.
  4. As contribuições sociais deixam de ficar submetidas às DRU.

Na apresentação do projeto para deputados, o presidente Temer falou em colapso, caso a reforma não seja aprovada, sendo que a ideia do governo é votar a proposta na Câmara dos Deputados em dezembro e no Senado em março. Analistas políticos têm afirmado que ainda está distante de ser alcançado os 308 votos necessários para a aprovação na Câmara.

No setor externo, na zona do euro, foi informado que o PMI de serviços atingiu a máxima de seis meses ao alcançar os 56,2 pontos em novembro, ante 55 em outubro, já o PMI industrial chegou aos 60 pontos, sendo que em outubro estava em 58,5 pontos. As empresas da região continuam se fortalecendo.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis caíram 1,2% em outubro, quando os analistas estimavam um aumento de 0,4%. Já o PMI industrial recuou de 54,6 pontos em outubro, para 53,8 pontos em novembro.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,51%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,39%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, depois de atingir nova máxima, subiu 0,91% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,69%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,32% na terceira medição de novembro, após alta de 0,30% na segunda. Já o IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,34% na segunda medição de outubro, teve alta de 0,32% na terceira quadrissemana de novembro.

Já o IPCA-15, prévia da inflação de novembro, subiu 0,32%, puxado principalmente pelos preços da energia elétrica. Em contrapartida, as passagens aéreas e os alimentos ficaram mais baratos.

Em relação à atividade econômica, o Banco Central informou que o IBC-Br cresceu 0,40% em setembro e 1,3% em relação ao ano anterior. O comportamento no mês foi influenciado pela alta de 0,2% da produção industrial, de 0,5% de alta do varejo e pelo recuo de 0,3% no volume de serviços.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,98% e acumulando alta de 23,13% no ano e de 20,47% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu  1,49%, levando a baixa no ano para 0,89%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,21% na semana, acumulando alta no ano de 12,62%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,06% em 2017, frente a 3,09% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, comparado a 4,03% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 elevou de 2,51% para 2,58%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram também mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da taxa de desemprego em outubro e da inflação do consumidor em novembro.

Nos EUA, teremos a divulgação de nova estimativa do PIB do terceiro trimestre e do Livro Bege.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do PIB do terceiro trimestre.

Tanto no Brasil, quanto no exterior as atenções estarão voltadas para os dados de atividade econômica, principalmente no Brasil onde ele está em processo de recuperação. No entanto, o foco do mercado financeiro estará no avanço das tratativas para a aprovação da reforma previdenciária.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 27/11/2017

Índices de Referência – Outubro / 2017

Nossa Visão – 20/11/2017

Retrospectiva

Conforme fontes palacianas, diante da reação negativa da base aliada a uma ampla troca de ministros, o presidente Temer teria decidido fazer uma reforma ministerial pontual nos próximos dias a fim de tentar garantir os 308 votos para a aprovação da reforma da previdência.

Numa costura com a base aliada, o governo deverá divulgar uma nova versão do texto, bem mais enxuta, nos próximos dias, já que corre contra o tempo para a aprovação ainda este ano. Deverá ser contemplada a adoção da idade mínima e a equiparação dos benefícios pagos a servidores públicos aos funcionários da iniciativa privada.

No setor externo, na zona do euro, foi informado que de acordo com a segunda revisão da agência Eurostat, o PIB da região cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2017, em relação ao anterior e 2,5% na base anual.

Já a produção industrial em setembro caiu 0,6%, frente agosto, como o previsto, mas avançou 3,3% na base ano. Por sua vez a inflação do consumidor da região foi confirmada em 1,4% na base ano, ainda distante da meta de 2%.

Nos EUA, a produção industrial subiu 0,9% em outubro, frente ao mês anterior, quando a expectativa era de uma alta de 0,5%. Já as vendas no varejo aumentaram 0,2% no mesmo mês, frente ao anterior, graças as fortes vendas de automóveis, que compensaram as quedas na venda de materiais de construção.

Quanto à inflação do consumidor, os preços subiram marginalmente em outubro, por causa da reversão da alta dos preços dos combustíveis. O avanço do CPI no mês foi de 0,1%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 0,61%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,70%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,13% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,25%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,30% na segunda medição de novembro, após alta de 0,36% na primeira. Já o IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,31% na primeira medição de outubro, teve alta de 0,34% na segunda quadrissemana de novembro.

Em relação à atividade econômica, as vendas no varejo do país cresceram 0,5% em setembro, em relação a agosto e 6,4% na base ano. Já os serviços tiveram queda de 0,3%, inesperada pela maioria dos analistas.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 1,76% e acumulando alta de 21,93% no ano e de 22,47% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 0,39%, elevando a alta no ano para 0,69%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,53% na semana, acumulando alta no ano de 12,38%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,09% em 2017, como na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,03%, comparado a 4,04% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 elevou de 2,50% para 2,51%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,20 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram também mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e de serviços de novembro.

Nos EUA, em semana de feriados, teremos a divulgação dos pedidos de bens duráveis em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação do IBC-Br de setembro.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/11/2017

Índices de Referência – Outubro / 2017

Nossa Visão – 13/11/2017

Retrospectiva

Uma nova versão do texto da reforma da previdência, com propostas mais enxutas, pode ser apresentada até o final desta semana, de acordo com o ministro Henrique Meirelles. No entanto, para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o calendário para a votação só será definido quando o governo tiver os 308 votos necessários para a aprovação.

Na visão de diferentes analistas, mesmo uma versão do texto da reforma politicamente mais palatável, não será suficiente para convencer a maior parte da base aliada a aprovar regras mais duras para a aposentadoria poucos meses antes da campanha eleitoral. Ainda para piorar, a guerra interna do PSDB em nada facilita a continuidade das reformas. Enquanto isso, a agência Fitch manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo e com perspectiva negativa.

No cenário externo, na zona do euro, foi informado que as vendas no varejo em setembro subiram 0,7% em relação a agosto e 3,7% em relação ao ano anterior, já a indústria, teve em outubro o mês mais forte, em termos de atividade, desde o início de 2011. Assim, a Comissão Europeia elevou suas estimativas para o crescimento do PIB em 2017 para 2,2% e para 2,1% o de 2018.

Por sua vez, fato de grande importância foi a elevação da taxa básica de juros pelo banco central britânico, de 0,25% para 0,5% ao ano, o primeiro aumento de juros em uma década. Houve concordância que qualquer aumento futuro nos juros será a um ritmo gradual e de extensão limitada.

Nos EUA, a criação de novas vagas de trabalho não rural acelerou em outubro e atingiu 261 mil, embora o mercado esperasse a criação de 310 mil. A taxa de desemprego, que era de 4,2% em setembro, recuou para 4,1% em outubro.

Por outro lado, o governo Trump apresentou projeto de lei propondo a redução de impostos corporativos e das famílias. Para as empresas a redução proposta é de 35% para 20% e para os indivíduos a redução de 7 para 4 faixas de tributação.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,61% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,68%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,21% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 1,17%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,36% na primeira medição de novembro, após alta de 0,33% em outubro. Já o IGP-M, que apresentou alta de 0,32% na primeira medição de outubro, teve deflação de 0,02% na primeira prévia de novembro.

Quanto ao IPCA de outubro, por conta dos preços mais altos da energia, a alta foi de 0,42%, contra um avanço positivo de 0,16% em setembro. No ano a inflação acumulada foi de 2,21% e de 2,70% em doze meses. O INPC, por seu turno aumentou 0,37% em outubro e acumulou alta de 1,62% em 2017 e de 1,83% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de baixa, com o Ibovespa recuando -2,37%, mas ainda assim acumulando alta de 19,82% no ano e de 21,93% em doze meses. O dólar, por sua vez, recuou 0,79%, reduzindo a alta no ano para 0,21%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,08% na semana, acumulando alta no ano de 11,79%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,09% em 2017, frente a 3,08% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,04%, comparado a 4,02% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, frente a US$ 75 bilhões na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação de nova estimativa da evolução do PIB do terceiro trimestre do ano, da produção industrial de setembro e da inflação do consumidor em outubro.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor, da produção industrial e das vendas no varejo em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação das vendas no varejo e do IBC-Br de setembro.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 13/11/2017


Índices de Referência – Outubro / 2017

Nossa Visão – 06/11/2017

Retrospectiva

No cenário externo, a semana foi de muitas reuniões de bancos centrais sobre política econômica. O banco central japonês (BOJ) manteve a taxa de depósito estabilizada em -0,10%. O Federal Reserve – FED (banco central norte americano) foi pela mesma direção e manteve a taxa de juros entre 1,0% e 1,25%, e taxa de refinanciamento em 1,75%, na penúltima reunião do ano. No comunicado pós-reunião, o FED identificou que a economia cresce sólida, o mercado de trabalho fortaleceu e o gasto das famílias aumentou. A inflação mesmo nesse contexto se mantém suave. A atitude do FED de seguir com a política monetária estabilizada era amplamente esperada, mas cresceram as apostas de elevação dos juros na última reunião do ano e mais três altas em 2018. Neste contexto, é importante mencionar que o novo presidente do FED, Jerome Powell, indicado nesta semana pelo presidente Donald Trump, não deverá realizar uma mudança muito forte na política monetária dos EUA, já que é alinhado em termos de postura técnica com a ex-presidente Janet Yellen.

Surpreendente foi a decisão do BOE (BC inglês) de elevar os juros básicos de 0,25% para 0,50%, a primeira em mais de uma década, mas manteve a compra de ativos de 435 bilhões de libras. Também declarou que espera elevar os juros por mais duas vezes até o final de 2020 e reduziu o PIB estimado de 2018 para 1,7% (de 1,8%). Porém, advertiu que a calibragem dos juros segue sem rumo em função das incertezas com o Brexit.

Os indicadores divulgados reforçam o quadro externo de gradualismo. O relatório de emprego dos EUA (payroll), divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho, informou que a taxa de desemprego caiu um décimo e se situou em 4,1% no fechamento do mês de outubro, a mais baixa em 17 anos. No mês, foram criados 261 mil novos empregos, número abaixo da mediana das expectativas.

Em relação aos indicadores de atividade divulgados em diferentes países para o mês de outubro, no geral vieram mostrando encolhimento das atividades. Na China o PMI oficial caiu para 51,6 pontos, de anterior em 52,4 pontos. O Reino Unido divulgou o PMI de serviços em alta para 55,6 pontos, de previsto em 53,4 pontos. No Japão, a produção industrial do terceiro trimestre subiu 0,4% e em setembro encolheu 1,1%, menos que o previsto. Na Espanha o PIB do terceiro trimestre subiu 0,8% e a taxa anualizada está em 3,1%. Na zona do euro o índice de sentimento econômico de outubro subiu para 114 pontos, no maior patamar desde outubro de 2000.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 1,97% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu -0,74%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana valorizou 0,26% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 2,41%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado pelo IBGE que a produção industrial subiu 0,2% em setembro frente a agosto, que havia recuado 0,7% frente a julho. O índice acumula 1,6% no ano, e foi puxado pela alta da produção de veículos, que cresceu 1,0% frente a agosto.

Em relação à inflação, foi divulgado que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, registrou alta de 0,20% em outubro, ante avanço de 0,47% em setembro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do IGP-M, terminou o mês com alta de 0,16%.

Já em termos de troca, foi divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que a balança comercial – mede a diferença entre as importações e as exportações – registrou superávit de US$ 5,2 bilhões. Com os produtos brasileiros cada vez mais competitivos no mercado internacional, as exportações ficaram em US$ 18,8 bilhões no mês, enquanto as importações totalizaram US$ 13,6 bilhões. Diante desse resultado, o saldo comercial brasileiro acumula US$ 58,4 bilhões de janeiro a outubro, valor que já supera o recorde registrado em todo ano de 2016, que foi US$ 47,7 bilhões.

No campo da política, passada a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo tem se esforçado para ressaltar o bom momento da economia e alertar para a necessidade dos ajustes fiscais para evitar a interrupção do crescimento. Faltando pouco mais de 4 semanas para o encerramento do ano legislativo, na prática resta pouca margem para o governo tentar aprovar medidas de impacto na área tributária e previdenciária.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de baixa, com o Ibovespa recuando -2,71%, ainda assim acumulando alta de 22,73% no ano e de 20,00% em doze meses. O dólar, por sua vez, avançou 0,36%, elevando a alta no ano para 1,01%. O IMA-B Total, por sua vez, recuou -1,16% na semana, reduzindo a alta acumulada no ano para 11,70%.

No fechamento do mês de outubro, o Ibovespa apresentou estabilidade (alta de 0,02%), enquanto o IMA-B Total recuou -0,38%, ao passo que o CDI rendeu 0,65%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,08% em 2017, mesmo número da semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, frente a R$ 3,19 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Passada a fase de expectativas com o anúncio do próximo presidente do FED que substituirá Janet Yellen a partir de fevereiro de 2018, a confirmação de Jerome Powell deve ser referendada pelo Congresso americano.

Assim, o foco se volta para o anúncio das mudanças na tributação. Entretanto, não deverá ser tão fácil, pois o parlamento norte-americano está dividido e pode pender para qualquer dos lados. De qualquer forma, não é de se esperar a tão alardeada repatriação de US$ 4 trilhões, ainda que alguma ocorrerá, principalmente se os juros forem elevados como se espera.

Por aqui, os números positivos da economia devem continuar a aparecer, mas o lado político continuará a fazer preços dos ativos e a produzir volatilidade nos mercados de risco.

Após uma semana encurtada pelo feriado de finados, os próximos dias trazem como destaque o intenso noticiário corporativo com a divulgação de diversos resultados, com pelo menos 83 balanços agendados para o período entre 06 e 10 de novembro.

Destaque para a divulgação do IPCA de outubro, prevista para sexta-feira. A mediana das estimativas coletada pela Bloomberg indica que o índice deve acelerar para 0,48%.

Mantemos nosso entendimento de que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 03/11/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

Nossa Visão – 30/10/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, destaque para a reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), composto pelos governadores dos bancos centrais dos 19 países da zona euro e os seis membros do Comité Executivo da entidade, que decidiu pela manutenção das taxas de juros aplicáveis ao refinanciamento em 0,00%, e de depósitos em -0,40%. O Comitê também decidiu pela manutenção do atual programa de recompra de ativos no ritmo mensal de € 60 bilhões até o final de dezembro de 2017, reduzindo então para € 30 bilhões até, pelo menos setembro de 2018. Cabe ressaltar que a decisão não foi unânime, em razão de diferentes visões sobre os dados econômicos recentes da zona do euro.

Nos EUA, o Congresso aprovou a resolução sobre o orçamento de 2018, abrindo espaço para uma redução gigantesca dos impostos, de cerca de US$ 1,5 bilhão. A decisão foi apertada, com 216 deputados votando a favor e 212 votando contra, assim como tinha sido no Senado uma semana antes. As grandes linhas da reforma são uma redução nos impostos das empresas da ordem de 35% a 20%. Os opositores à reforma denunciam que a medida levaria à explosão do déficit orçamentário.

Ainda por lá, o mercado financeiro reagiu às especulações de que a atual presidente do Fed, Janet Yellen, estaria fora da disputa pela vaga para o próximo mandato. A escolha deverá recair entre os candidatos Jerome Powell e John Taylor. Com o cerco se fechando, aumenta a possibilidade de um novo presidente mais conservador, o que significaria mais altas no juro pelo Fed.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou, em sua primeira estimativa, que o PIB do 3º trimestre cresceu a uma taxa anual de 3%. É a primeira vez em três anos que o PIB cresce ao menos 3% por dois trimestres consecutivos. Contribuiu para a robustez do número o consumo das famílias, que responde por mais de 2/3 da atividade econômica norte americana, e o crescimento do investimento privado e dos estoques.

Enquanto no Japão, a vitória do Partido Liberal Democrático (PLD), do primeiro-ministro Shinzo Abe, nas eleições do Parlamento, garante a manutenção da maioria absoluta do partido nas duas casas parlamentares, e deverá trazer a manutenção das políticas econômicas e monetárias expansionistas no país, com taxa de juros no campo negativo e a manutenção do programa de compra de bônus governamentais.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 1,74% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,24%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana valorizou 0,22% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 2,57%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que o índice de confiança da indústria, medido pela FGV, avançou expressivos 1,9% na primeira prévia para o mês de outubro. Já o resultado das contas públicas voltou a ficar no vermelho em setembro. O governo central registrou déficit primário de R$ 22,7 bilhões no mês, e embora negativo, é melhor que o resultado observado no mesmo período do ano passado, quando o rombo foi de R$ 25,2 bilhões. Foi observada melhora na arrecadação de impostos, que pode ser interpretado como um sinal de recuperação do crescimento da economia.

Na semana ocorreu a penúltima reunião do Copom de 2018, com seus membros votando pela redução de 75 pontos- base, para 7,50% ao ano, menor nível desde abril de 2013 e próxima da mínima histórica de 7,25%. O corte representou uma diminuição do ritmo de baixa dos juros. A leitura do mercado é de que, com as baixas sucessivas de 100 pontos-base nas últimas reuniões, o espaço para mais cortes diminuiu.

No campo da política, a câmara dos deputados decidiu, por maioria de votos, pela rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Apesar de contar com menos votos da base aliada que na votação da primeira denúncia, o governo sai fortalecido e com agenda limpa para votar as medidas de ajuste fiscal, com destaque para a reforma da previdência.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,08% em 2017, frente à expectativa de 3,06% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,19, no fim de 2017, frente a R$ 3,16 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Os próximos dias serão marcados por eventos importantes para os mercados, como a reunião do Fed, banco central dos Estados Unidos, além dos números sobre o mercado de trabalho norte-americano, previsto para ser divulgado na sexta-feira.

O Fed se reúne ofuscado pela expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, anuncie ainda nesta semana a decisão de substituir a presidente da instituição, Janet Yellen. Não se espera alteração na taxa básica nesta reunião, com seus membros adiando qualquer movimento para dezembro, enquanto lutam com uma inflação persistentemente baixa, apesar do desemprego em queda e o crescimento econômico robusto.

Mantemos nosso entendimento de que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 30/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017

Nossa Visão – 23/10/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, a China divulgou que o PIB cresceu 6,8% no terceiro trimestre em relação a igual período do ano passado, enquanto a produção industrial e vendas do varejo avançaram mais do que o esperado em setembro, com altas de 6,6% e 10,3%, respectivamente. Por outro lado, as vendas de imóveis recuaram 2,4% em setembro, em relação ao ano anterior.

No Japão, o índice de atividade industrial subiu para 105,1 pontos, alta de 0,1% em relação a agosto. A bolsa nipônica manteve uma sequencia de pregões em alta, diante da expectativa de vitória folgada nas eleições governistas, confirmada neste final de semana com a manutenção de 2/3 dos 465 assentos na câmara baixa do parlamento japonês pela coligação do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Na zona do Euro, as tensões políticas envolvendo o governo espanhol e a Catalunha se intensificaram, após o primeiro-ministro Mariano Rayol anunciar intervenção no governo regional catalão e a consequente suspensão parcial de sua autonomia. Rayol anunciou também a antecipação das eleições regionais, que deverão ser realizadas em até seis meses.

Em relação ao bloco europeu, a cúpula da União Europeia reuniu-se em Bruxelas para uma conferência. A primeira-ministra britânica, Thereza May, se esforça em reiniciar as negociações sobre o acordo de separação, oferecendo maiores concessões para os cidadãos do bloco preocupados com seus direitos no Reino Unido após o “Brexit”.

Nos EUA, Donald Trump disse que deve escolher o presidente do Federal Reserve até o princípio de novembro. Entrevistou alguns candidatos e até Janet Yellen, atual titular detém o mandato em fevereiro de 2018, porém demonstrou inclinação pelo atual diretor Jerome Powell.

O Senado americano aprovou, por 51 votos favoráveis e 49 contrários, uma resolução orçamentária que abre espaço em direção à reforma tributária pretendida por Donald Trump. O corte de impostos impulsionará a economia norte-americana, principalmente os setores de construção e indústria, mas pode elevar os déficits orçamentários em até US$ 1,5 trilhão em 10 anos. Com o aval do Senado, Trump precisará apenas de maioria simples na Câmara dos Representantes para aprovar seu plano tributário, que prevê redução de impostos para empresas e para a faixa mais alta de renda de pessoas físicas.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã permaneceu estável e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,16%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana valorizou 0,86% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 1,43%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que a atividade econômica recuou em agosto, após dois meses de alta. O chamado índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,38% em agosto, na comparação com julho. Porém, quando comparado com agosto de 2016, o índice aumentou 1,64%.

Dos indicadores parciais de inflação, destaque para o IPCA-15 que acelerou para 0,34% em outubro, na comparação com setembro que havia acelerado 0,11%. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado.

No campo político, destaque para a decisão do Senado que derrubou, por 44 votos a 26, a decisão da Primeira Turma do STF que havia determinado o afastamento de Aécio Neves do mandato. Com a decisão, Aécio retoma suas funções no Senado Federal. Ainda no campo político, por decisão da maioria da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da Câmara dos Deputados, foi rejeitado o prosseguimento da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer. Agora, caberá ao plenário da Câmara a palavra final, em votação marcada para esta semana.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de baixa, com o Ibovespa recuando 0,78% e acumulando alta de 26,84% no ano e de 19,16% em doze meses. O dólar, por sua vez, avançou 0,83%, reduzindo a variação negativa para 2,33% no ano. O IMA-B Total, por sua vez acelerou 0,53% na semana, acumulando alta de 14,13% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,06% em 2017, frente à expectativa de 3,00% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,02%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,73%, frente a 0,72% na pesquisa anterior, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,16, no fim de 2017, frente a R$ 3,15 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017. Para 2018, as estimativas foram elevadas para um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, nos EUA, Do PIB relativo ao terceiro trimestre, que deve trazer novas sinalizações sobre o nível de recuperação da maior economia do mundo.

Ainda na pauta externa, destaque ainda para a divulgação de PMI’s nos EUA e Europa, e dados do PIB do Reino Unido.

No Brasil, destaque para a penúltima reunião do COPOM deste ano. É amplamente esperada pelo mercado uma redução do ritmo de corte na taxa Selic, que deverá recuar 75 pontos-base para 7,50% ao ano. Ainda na agenda doméstica, será divulgado o resultado fiscal do governo central de setembro.

Do lado da política, o centro das atenções fica para a votação da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer no plenário da Câmara dos Deputados. As expectativas são de que a peça seja rejeitada pelos parlamentares na quarta-feira, em decisão não tão folgada quanto na denúncia anterior, em meio a uma agenda negativa que poderá afetar a capacidade do governo em conduzir alguma agenda de reformas em novembro, antes do recesso parlamentar.

Entendemos que, dado o expressivo avanço já ocorrido com os índices que referenciam os fundos de investimentos em títulos públicos, nos meses recentes, por conta da queda da inflação e da redução da taxa Selic, o momento é de realização dos lucros obtidos com as aplicações de longuíssimo prazo.

Permanecer com uma exposição no vértice de longuíssimo prazo neste momento de ainda grandes incertezas, pode não representar ganhos expressivos em função do fator risco a ser incorrido. Assim, recomendamos uma exposição de 30% no vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) mantemos a nossa recomendação de uma exposição de 10%. Os recursos saídos do longuíssimo prazo deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, o percentual máximo de alocação em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV é de 30%. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de bom retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, passamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), a alta na parcela de renda variável para 30%, considera que a alocação em ações passou de 10% para 15%, diminuindo-se para 30% as alocações em renda fixa de curto prazo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/10/2017

Índices de Referência – Setembro / 2017