Nossa Visão – 04/02/2019

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o crescimento de 0,2% do PIB do quarto trimestre de 2018, em relação ao trimestre anterior  aconteceu no ritmo mais lento em quatro anos. Em 2018 a evolução do PIB acabou sendo de 1,8%.

Quanto ao desemprego, a taxa de dezembro, de 7,9% foi igual ao mês de outubro e veio em linha com a previsão dos analistas. Já a inflação do consumidor desacelerou de 1,6% em dezembro, para 1,4% em janeiro, se afastando ainda mais da meta de 2% do BCE.

Nos EUA, a criação de 304 mil novas vagas de trabalho não rural em janeiro superou largamente as 170 mil esperadas, mas por conta do “fechamento” parcial do governo americano, a taxa de desemprego subiu de 3,9% para 4%.

No meio da semana o FED teve nova reunião de política monetária, em que foi decidida a manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 2,25% e 2,50% ao ano. No comunicado, foi dito que o FED será paciente em altera-las, revelando alguma preocupação com o ritmo da economia.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 0,90%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 3,10%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, avançou 1,57%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,07%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S terminou janeiro com alta de 0,57%, depois de registrar alta de 0,29% em dezembro. Já o IPC-Fipe terminou janeiro com alta de 0,58%, por conta do aumento dos preços da alimentação e dos transportes. O IGP-M por sua vez, subiu 0,01% em janeiro, frente a dezembro.

E conforme o IBGE, a produção industrial de dezembro subiu 0,2% em relação a novembro e encerrou o ano de 2018 com alta de 1,1% frente ao ano anterior. Ainda em dezembro, a taxa de desemprego ficou em 11,6%, o que significou 12,8 milhões de pessoas sem trabalho.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,19% e alcançando a variação positiva de 11,35% no ano. O dólar, por sua vez, caiu 2,48% na semana e o IMA-B Total subiu 1,59%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 01 de fevereiro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,94% em 2019, frente a 4,00% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, frente a 7% na última pesquisa e em 2020 em 8,00%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,50%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, frente a R$ 3,75 no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, frente a R$ 3,78 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 79,50 bilhões em 2019, frente a US$ 80 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2020, frente a US$ 82,44 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo em dezembro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo em dezembro e a primeira prévia do PIB do quarto trimestre de 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, do IPCA de janeiro, além da realização de nova reunião do Copom sobre a taxa básica de juros.

No exterior, o evento mais importante da semana é a divulgação da primeira prévia do PIB americano do quarto trimestre de 2108 e no Brasil será a realização da reunião do Copom, em que a taxa Selic deverá ser mantida.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários –01/02/19

Índices de Referência –Dezembro/2018

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