Nossa Visão – 28/01/2019

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o PMI Composto, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços caiu de 51,1 pontos em dezembro, para 50,7 em janeiro, atingindo o menor nível em 66 meses.

Já o Banco Central Europeu, em sua reunião ordinária, manteve a taxa básica de juros, a de refinanciamento em 0%, a de empréstimos em 0,25% e a de depósito dos bancos em -0,40% ao ano.

Nos EUA, a atividade empresarial seguiu em crescimento em janeiro, embora em ritmo mais moderado. O PMI manufatureiro subiu de 53,8 pontos em dezembro, para 54,9 pontos em janeiro e o PMI de serviços caiu nesse período de 54,4 pontos para 54,2 pontos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de altas e baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,68%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 2,28%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,22%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,52%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S terminou a terceira semana de janeiro com alta de 0,58%, depois de registrar alta de 0,52% na segunda.

E conforme o IBGE, o IPCA-15 de janeiro subiu 0,30%, frente a -0,16% em dezembro e teve o menor nível para janeiro em vinte e cinco anos, mesmo com a pressão dos alimentos.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,64% e alcançando a variação positiva de 11,14% no ano. O dólar, por sua vez, subiu 0,37% na semana e o IMA-B Total 0,22%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 25 de janeiro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,00% em 2019, frente a 4,01% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 7,00%, como na última pesquisa e em 2020 em 8,00%% também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,50%, frente a 2,53% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, frente a 2,60% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,78 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2019, frente a US$ 79,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 82,44 bilhões em 2020, como na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2018, da taxa de desemprego em dezembro e da inflação do consumidor em janeiro de 2019.

Nos EUA, teremos a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2018, dos gastos pessoais em dezembro e da taxa de desemprego em janeiro de 2019.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, além da taxa de desemprego e da produção industrial em dezembro.

No exterior, os eventos mais importantes da semana são a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2018, tanto na zona do euro, quanto nos EUA. No Brasil será a divulgação da taxa de desemprego em dezembro.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –25/01/19

Índices de Referência –Dezembro/2018

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