Nossa Visão – 15/10/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial em agosto se recuperou acima do esperado ao subir 1% frente a julho e 0,9% em comparação a agosto do ano passado.

Nos EUA, a inflação do consumidor aumentou 0,1% em setembro, com os custos da energia em baixa, depois do grande avanço em agosto. Em doze meses os preços subiram 2,3%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de quedas generalizadas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 4,86%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 4,41%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 4,10% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, 4,58%.

Em relação à economia brasileira, o IGP-M, depois de ter subido 0,79% na primeira parcial de setembro, registrou alta de 1,06% na primeira de outubro.

E de acordo com o IBGE, as vendas no varejo em agosto subiram 1,3% na comparação com setembro e registraram o melhor resultado para o mês em quatro anos.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa avançando 0,73%. Assim, o ganho acumulado no ano foi de 8,53% e de 7,70% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 3,20% trazendo a alta no ano para 13,24%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 2,66% na semana, acumulando alta de 7,49% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 11 de outubro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,43% em 2018, frente a 4,40% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,21%, frente a 4,20% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,34%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,81, frente a R$ 3,89 no último relatório e em R$ 3,83 no final de 2019, frente a R$ 3,80 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 68 bilhões em 2018, comparado a US$ 67,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 76,65 bilhões, frente a US$ 76 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em setembro.

Nos EUA teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em setembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e do IBC-Br de agosto.

No exterior, a divulgação das vendas no varejo nos EUA é o principal evento e no Brasil os dados parciais de inflação.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 11/10/18

Índices de Referência – Setembro/2018

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