Nossa Visão – 03/09/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a inflação do consumidor em agosto desacelerou de 2,1% em julho, para 2% na base anual, segundo dados preliminares. E a taxa de desemprego em julho ficou inalterada em comparação a junho, ao também registrar 8,2%, o percentual mais baixo desde novembro de 2008.

Nos EUA, a segunda revisão do PIB do segundo trimestre de 2008 apontou um avanço anual de 4,2%, levemente a cima dos 4,1% apurados na estimativa anterior. Já os gastos dos consumidores, conforme apurado no PCE, subiu a uma taxa anualizada de 3,8% no segundo trimestre, ante 4% na leitura anterior.

Para os mercados de ações da Europa, a semana passada foi de baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,25%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 1,91%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, por sua vez subiu 0,93% e registrou nova máxima histórica. O Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 1,17%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,10% na terceira quadrissemana de agosto, subiu 0,07% no mês. Já o IGPM fechou o mês de agosto com alta de 0,70%, depois de haver subido 0,51 em julho.

Conforme o IBGE, o PIB do Brasil cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2018, frente ao primeiro 1% na base anual. A agropecuária ficou estável, a indústria caiu 0,6% e os serviços cresceram 0,3%.

Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho ficou em 13,3%, mas o número de desempregados ainda chega a quase 13 milhões de pessoas.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa avançando 0,55%. Assim, a perda no ano se reverteu num ganho de 0,36%. Em doze meses houve um avanço de67,61%. O dólar, por sua vez, subiu 1,22% elevando a alta no ano para 25,01%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,45% na semana, acumulando alta de 3,04% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,16% em 2018, frente a 4,17% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,11%, frente a 4,12% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,44%, frente a 1,47% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,80, frente a R$ 3,75 no último relatório e em R$ 3,70 no final de 2019, novamente como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67,00 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 74 bilhões, também como na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo em julho e de nova estimativa do PIB do segundo trimestre de 2018.

Nos EUA teremos a divulgação das encomendas à indústria em julho e da taxa de desemprego e da criação de vagas de trabalho em agosto.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IPCA de agosto e da produção industrial em julho.

No exterior, os principais dados a serem divulgados são nova prévia do PIB da zona do euro no segundo trimestre e da taxa de desemprego nos EUA. No Brasil, o cenário eleitoral seguirá dominando, agora sem que o ex-presidente Lula possa concorrer, teremos a divulgação do IPCA de agostro que deverá ser bem baixo.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 31/08/2018

Índices de Referência – Julho/2018

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