Nossa Visão – 30/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o crescimento empresarial desacelerou novamente em abril, mas ainda é forte, conforme o PMI composto, que permaneceu na marca de 55,2 pontos no mês.

Já o Banco Central Europeu, em sua reunião, manteve inalterada a política monetária, em que a taxa básica de juros é de 0% e a taxa de depósitos de -0,4%e disse que os estímulos quantitativos poderão ir além de setembro próximo.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis seguiram a sua tendência de alta em março, ao subir 2,6%, impulsionados pelo setor de transporte. Quanto a primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre deste ano, o crescimento de 2,3% veio acima do previsto pelos analistas, mesmo com os gastos dos consumidores crescendo no ritmo mais fraco em quase cinco anos.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,32%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,82%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,01%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 1,38%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,32% na terceira quadrissemana de abril, aumentou a alta para 0,34% na última quadrissemana do mês. Já o IGP-M, teve alta de 0,57% em abril, sendo que um mês antes o índice havia subido 0,64%.

Quanto ao desemprego, o Brasil encerrou o primeiro trimestre do ano com uma taxa de 13,1%, a mais alta desde maio do ano passado, com 13,1 milhões de desempregados, em meio ao aumento da dispensa de trabalhadores diante de uma economia que vem mostrando menos força que a esperada.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa subindo 1,05%. Assim, a alta acumulada no ano foi elevada para 13,14%. O dólar, por sua vez, subiu 1,76%, levando a alta no ano para 4,90%, com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,04% na semana, acumulando alta de 4,91% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,49% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,03%, frente a 4,00% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,75%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2018, frente a R$ 3.33 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre, da taxa de desemprego em março e da inflação do consumidor e das vendas no varejo em abril.

Nos EUA, teremos a divulgação dos gastos dos consumidores em março, da taxa de desemprego e das vagas de trabalho não rural criadas em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e dos dados fiscais de março.

No exterior, o principal fato é a reunião do FED, em que provavelmente não haverá alteração da taxa básica de juros e no Brasil, em semana com feriado, teremos a divulgação do resultado primário do governo em março, como principal indicador.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 02/05/2018

Índices de Referência – Março/2018

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