NOSSA VISÃO – 16/04/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial decepcionou em fevereiro ao recuar 0,8% em relação a março, quando os analistas previam um avanço de 0,2%.

Nos EUA, os preços ao consumidor recuaram 0,1% em março, frente a fevereiro, registrando a primeira queda desde maio de 2017. Na comparação anual o CPI teve alta de 2,4%.

Foi também divulgada a ata da última reunião do FED em que diversos membros julgaram ser possível um ritmo mais intenso de alta dos juros, também por conta da guerra comercial que se desenvolve.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,64%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,13%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,99%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,98%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,31% na primeira quadrissemana de abril, avançou a alta para 0,35% na segunda quadrissemana com a elevação dos preços do grupo habitação, principalmente.

O IPCA de março, por sua vez, teve ligeira alta 0,09%, depois de ter subido 0,32% em fevereiro. Foi o menor resultado para um mês de março desde o Plano Real. No ano a inflação acumulada foi de 0,70% e de 2,68% em doze meses.

Quanto ao setor varejista, a queda de 0,2% das vendas em fevereiro, frente a janeiro foi inesperada e além de ter sido o pior resultado para o mês em três anos. Já o setor de serviços teve alta de 0,1% em fevereiro, frente a janeiro, resultado dentro do esperado.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa caindo 0,57%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 10,38%, mas a de doze meses subiu para 34,23%. O dólar, por sua vez, subiu 1,30%, levando a alta no ano para 3,10%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,32% na semana, acumulando alta de 4,74% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,48% em 2018, frente a 3,53% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,07%, frente a 4,09% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,76%, frente a 2,80% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,40 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018, frente a US$ 77,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da revisão da inflação do consumidor em março.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em março, além do Livro Bege.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, inclusive do IPCA-15 de abril e do índice IBC-Br do Banco Central.

No exterior, a principal divulgação é a do Livro Bege o Brasil, que nos dará uma visão sobre o andamento da economia americana e no Brasil teremos a divulgação do IPCA-15 de abril, como o principal indicador a ser conhecido.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de reduação da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/04/2018

Índices de Referência – Março/2018

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