Nossa Visão – 19/03/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat informou que a inflação do consumidor em fevereiro foi de 1,1%, depois de ter atingido 1,3% no mês anterior. A expectativa era de uma elevação de 1,2%. Por outro lado, a produção industrial avançou 2,7% na base anual, em janeiro, quando a expectativa era de uma alta de 4,6%.

Nos EUA, as vendas no varejo caíram 0,1% em fevereiro, a terceira queda seguida, por conta da redução da compra de veículos e outros bens de maior valor. Já a produção industrial avançou 1,1% no mês, enquanto o consenso era de uma alta de 0,4%.

Por outro lado, a inflação do consumidor em fevereiro subiu de 2,1% na base anual, em janeiro, para 2,2%, conforme o consenso.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas e baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 0,35%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,84%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, por sua vez caiu 1,24%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa, subiu 0,976%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S depois de ter registrado alta de 0,13% na primeira mediação de março, reduziu o avanço para 0,12% na segunda medição. Já o IGP-M, a inflação do aluguel registrou alta de 0,59% na segunda medição de março, depois de ter subido 0,60 na primeira.  O IGP-10, que subiu 0,23% em fevereiro, acelerou a alta para 0,45% em março, por conta do forte aumento dos preços dos alimentos no atacado.

Conforme o IBGE, as vendas no varejo em janeiro subiram 0,9% em relação a março, quando a expectativa era de um avanço de 0,7%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 1,72%. Assim, a alta acumulada no ano foi de 11,10% e de 32,20% a de doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 1,26%, levando a queda no ano para 0,53%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,47% na semana, acumulando alta de 4,83% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,63% em 2018, frente a 3,67% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,83%, frente a 2,87% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2018, como no último relatório e em R$ 3,39 no final de 2019, frente a R$ 3,38 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2018 e 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e o de serviços em março.

Nos EUA, teremos a divulgação das encomendas de bens duráveis em fevereiro, além da reunião do FED sobre a evolução das taxas de juros.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, incluso o IPCA-15, do IBC-Br de janeiro, bem como uma nova reunião do Copom que deliberará sobre a taxa Selic.

No exterior o principal evento será a reunião do FED, em que nova elevação da taxa básica de juros poderá ser anunciada e no Brasil, teremos a reunião do Copom, em que nova redução da taxa Selic, poderá ser decidida, mesmo com o fracasso da reforma previdenciária, por conta da inflação muito baixa e da atividade econômica ainda fraca.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, recomendamos uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação é de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/03/2018

Índices de Referência – Fevereiro/2018

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