Nossa Visão – 13/11/2017

Retrospectiva

Uma nova versão do texto da reforma da previdência, com propostas mais enxutas, pode ser apresentada até o final desta semana, de acordo com o ministro Henrique Meirelles. No entanto, para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o calendário para a votação só será definido quando o governo tiver os 308 votos necessários para a aprovação.

Na visão de diferentes analistas, mesmo uma versão do texto da reforma politicamente mais palatável, não será suficiente para convencer a maior parte da base aliada a aprovar regras mais duras para a aposentadoria poucos meses antes da campanha eleitoral. Ainda para piorar, a guerra interna do PSDB em nada facilita a continuidade das reformas. Enquanto isso, a agência Fitch manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo e com perspectiva negativa.

No cenário externo, na zona do euro, foi informado que as vendas no varejo em setembro subiram 0,7% em relação a agosto e 3,7% em relação ao ano anterior, já a indústria, teve em outubro o mês mais forte, em termos de atividade, desde o início de 2011. Assim, a Comissão Europeia elevou suas estimativas para o crescimento do PIB em 2017 para 2,2% e para 2,1% o de 2018.

Por sua vez, fato de grande importância foi a elevação da taxa básica de juros pelo banco central britânico, de 0,25% para 0,5% ao ano, o primeiro aumento de juros em uma década. Houve concordância que qualquer aumento futuro nos juros será a um ritmo gradual e de extensão limitada.

Nos EUA, a criação de novas vagas de trabalho não rural acelerou em outubro e atingiu 261 mil, embora o mercado esperasse a criação de 310 mil. A taxa de desemprego, que era de 4,2% em setembro, recuou para 4,1% em outubro.

Por outro lado, o governo Trump apresentou projeto de lei propondo a redução de impostos corporativos e das famílias. Para as empresas a redução proposta é de 35% para 20% e para os indivíduos a redução de 7 para 4 faixas de tributação.

Nos mercados de ações internacionais, enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,61% na semana, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,68%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,21% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 1,17%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,36% na primeira medição de novembro, após alta de 0,33% em outubro. Já o IGP-M, que apresentou alta de 0,32% na primeira medição de outubro, teve deflação de 0,02% na primeira prévia de novembro.

Quanto ao IPCA de outubro, por conta dos preços mais altos da energia, a alta foi de 0,42%, contra um avanço positivo de 0,16% em setembro. No ano a inflação acumulada foi de 2,21% e de 2,70% em doze meses. O INPC, por seu turno aumentou 0,37% em outubro e acumulou alta de 1,62% em 2017 e de 1,83% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, foi uma nova semana de baixa, com o Ibovespa recuando -2,37%, mas ainda assim acumulando alta de 19,82% no ano e de 21,93% em doze meses. O dólar, por sua vez, recuou 0,79%, reduzindo a alta no ano para 0,21%. O IMA-B Total, por sua vez, subiu 0,08% na semana, acumulando alta no ano de 11,79%.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,09% em 2017, frente a 3,08% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,04%, comparado a 4,02% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 também em 7%, como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado manteve a evolução do PIB em 0,73%, e para 2018 estacionou em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,20, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,30, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017, frente a US$ 75 bilhões na pesquisa anterior. Para 2018, as estimativas foram mantidas em um ingresso de US$ 80 bilhões.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação de nova estimativa da evolução do PIB do terceiro trimestre do ano, da produção industrial de setembro e da inflação do consumidor em outubro.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor, da produção industrial e das vendas no varejo em outubro.

No Brasil, além dos resultados parciais da inflação, teremos a divulgação das vendas no varejo e do IBC-Br de setembro.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, é importante destacarmos que o nosso Comitê de Investimento, por conta dos ganhos já obtidos com os investimentos em fundos e títulos de prazo mais longo, com as dificuldades na continuação da aprovação das reformas econômicas, bem como com a edição da Resolução 4.604, de 19 de outubro último, decidiu apresentar nova sugestão de alocação dos recursos financeiros.

Assim, também por força da diversificação de carteira, passamos a recomendar uma redução na exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total para 15%. E passamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) a nossa recomendação passa a ser de uma exposição de 15%. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s a alocação sugerida é de 30%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 13/11/2017


Índices de Referência – Outubro / 2017

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